sábado, 1 de dezembro de 2007

Escolhas

Já falei de escolhas, decisões, certezas e incertezas, daquilo que temos e daquilo que queremos e como às vezes tudo isto não coincide.
Somos seres de hábitos e rotinas, resistentes à mudança, principalmente àquelas que desconhecemos o resultado.
O ser humano é assim, tudo que nos é incerto é estranho, e isso causa-nos receio, mas não deve ser impedimento a um cristão.
Ser cristão é um desafio constante, o desafio de dar o testemunho de Cristo através da nossa vida, e isto nem sempre é fácil, mas Cristo não se resignou, não ficou parado, deixou tudo e partiu para o desconhecido, não ficou acomodado e no fim, mesmo sabendo o que lhe ia acontecer, continuou.
Perante isto qual é a nossa atitude? Muitas vezes queremos é fugir das escolhas, fugir das opções, por mais simples que elas sejam, e quando as tomamos não conseguimos assumir as suas consequências.

O ter fé, o acreditar, é confiar em Cristo e saber que em qualquer situação nunca vamos estar sozinhos, e que perante qualquer problema teremos sempre um apoio.
Há escolhas difíceis, há escolhas complicadas, há escolhas que mais tarde se revelam erradas, desajustadas, mas em todas elas Deus não nos abandona e quer que nós cresçamos e retiremos algo para nós e para os outros.
Perante as nossas escolhas e os resultados delas, quer sejam bons ou maus, devemos enfrentá-los com um sorriso e alegria, a alegria de quem tem Deus do seu lado para tudo o que der e vier.
A alegria deve pautar a nossa vida e, sobretudo, as nossas escolhas, não devemos viver na amargura daquilo que perdemos, que muitas vezes é algo que nunca tivemos, mas na alegria daquilo que ganhámos e conseguimos manter.

A cada dia podemos escolher a alegria, podemos escolher acordar e enfrentar o mundo com sorrisos, ou entrar na tristeza e na amargura de todos os outros, sendo mais uns no meio de tanta insatisfação e confusão e assim dificilmente faremos o amor de Deus sinal da nossa vida.

Há alturas na minha que penso como seria se pudesse mudar isto ou aquilo, como seria se pudesse ter feito assim ou de outra forma.
No final de tudo acabo por ficar contente com o resultado de tudo que fiz e da forma que fiz, porque tudo teve o seu sentido e significado por ter acontecido como aconteceu.
Tudo serviu de aprendizagem e lição, tudo serviu de experiência e de exemplo, e por isso é bom que aceitemos as coisas como elas são e como elas acontecem.

As nossas escolhas determinam a nossa vida e a nossa vida determina as nossas escolhas, mas a alegria de viver deve estar em todos os momentos, em todas as escolhas. Cada vez mais temos medo de arriscar, de ir no desconhecido pois estamos tão bem assim para quê mudar?
Mas se a vida nos chama a isso, se Deus nos chama a isso, não podemos negar essa mudança. Adiar ou ignorar não vai fazer desaparecer a escolha, a opção continua presente e vai permanecendo lá, aparecendo de vez em quando para nos lembrar que temos algo para decidir. Há-de haver uma altura em que ela se vai tornar inevitável e aí a pressão de ter de decidir, pode não reflectir uma escolha de coração. Pode já ser a única escolha, ou então já nem escolha se torna, torna-se apenas uma consequência da indecisão.

Há decisões que não se podem adiar nunca, pois delas depende a nossa alegria, a nossa felicidade, mesmo que não vejamos logo, mesmo que nos causem algum sofrimento inicial, elas podem mudar a nossa vida, o nosso bem-estar. Nem sempre o que queremos é o que precisamos.
Mas há sempre que optar pela alegria, pela felicidade, há que acreditar que a vida é um caminho para a alegria, uma caminhos com dificuldades e obstáculos, mas se fosse sempre a direito não ia ter graça nenhuma!
Sendo alegre, feliz e contente, mais facilmente atraimos alegria e felicidade para nós e mais facilmente contagiamos os outros, se formos tristes e amargurados vamos deixar passar muita coisa boa por nós.

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