quinta-feira, 17 de abril de 2008

Final da epóca

Há muito que os benfiquistas se habituaram às promessas dos seus dirigentes, promessas de grandes equipas, de jogadores fenomenais, de regresso aos triunfos áureos de outros tempos.
Infelizmente não passam de promessas tristemente desfeitas logo após as primeiras exibições da equipa.

É verdade que o Benfica deve sempre almejar mais e melhor, mas infelizmente não há muita organização e bom-senso no que a contratações e organização de estruturas técnicas diz respeito, e por tudo isto já se tornam frequentes as contratações de jogadores rotulados de craques e que simplesmente não vingam na Luz, quer seja por falta de tempo ou nítida incapacidade, assim como se torna frequente ver aqueles que têm capacidades a ir embora por meia tuta para se irem logo buscar mais dois toscos, mas é claro que nenhum deles consegue fazer a posição daquele que partiu, e por isso também temos algumas das mais maravilhosas invenções que já se viram no futebol, mas que normalmente dão para o torto.

Foram uns quantos revolucionários desses que no final da época passada e no início desta fizeram aquilo a que chamaram de preparação, mas que eu prefiro chamar de desconstrução, de uma equipa.
Supostamente reforçaram o clube e criaram a melhor equipa dos últimos 10 anos, mas sem dúvida que conseguiram criar alguns dos maiores flops como equipa que já vimos nos últimos tempos.
Sem nenhuma orientação deixaram sair jogares fulcrais como Miccoli, Karagounis e Simão.
É verdade que Rodriguez é bom, o Cardozo ainda vai marcando e o Rui Costa fez uma epóca impressionante, mas sabe a pouco ali no meio de tanto jogador que não entende, nem merece vestir aquela camisola.

Por tudo isto jogo após jogo, competição após competição fomos sendo afastados e relegados.
Ontem foi mais uma.

Ontem assistiu-se a um jogo incrível, digno da história, mas sintomático daquilo que foi o Benfica este ano, uma equipa capaz do melhor e pior, com uma primeira parte brilhante e um segundo tempo em que tremia por todos os cantos. Só assim foi possível sofrer 5 golos em 26 minutos. Só assim foi possível deixar escapar a única possibilidade de brilhar esta época.

Assim termina a época, ainda há 5 jogos é certo, mas dificilmente o Benfica pode alcançar o único objectivo que tem. É esta a descrença que leva a atirar a toalha ao chão e a fechar as contas no que a este campeonato diz respeito.

No final disto tudo o que custa mais é ver jogadores impotentes com o que se passa, por muito que trabalhem e sejam brilhantes, o resto é medíocre e não consegue acompanhar.
Infelizmente custa ver o final de carreira de um jogador brilhante ser desta forma. Ele que tanto deu ao Benfica, que se sacrificou na partida e no regresso, é minha convicção que merecia uma despedida condigna.
É doloroso as imagens que vemos do Grande Maestro, é doloroso saber que tudo acaba desta forma.

Às vezes dá vontade de fechar os olhos e tapar os ouvidos, fazer de conta que isto não aconteceu, mas com os erros também se aprende (espero).

Vamos ver o que acontece para o ano, porque este ano não há mais nada para ver.

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