sexta-feira, 6 de junho de 2008

D,A,D,O, Dado

Na continuação dos festejos, a noite anunciava-se longa, sobretudo pelas tradicionais praxes e brincadeiras que estavam a ser preparadas pelos finalistas do ano transacto.
Depois de tudo preparado para ir jantar, os finalistas são despachados para os carros de forma a não assistirem ao ultimar das torturas infames a que iriam ser sujeitos. Tinha começado aí a tortura psicológica, deixando-nos a divagar sobre aquilo a que seriamos sujeitos.

Chegados ao local do crime e devidamente sentados, eis que a comissão de tortura, perdão, de finalistas, se apresenta e nos explica por alto o decorrer daquela noite.
Somos brindados com placas identificativas, tal como como se faz na primária,ou até na faculdade - sim já tive de o fazer na faculdade - para melhor perceber o nome das vítimas. Mas mal tivemos tempo para estar sentados pois já estávamos a ser chamados para ver uma apresentação dos finalistas, enaltecendo as suas belas e grandes qualidades. Foi o momento de agradar ao ego antes de começarem as torturas, perdão, brincadeiras.

Não demorou muito para a primeira, a eleição do mister e miss finalista.
Aqui até tivemos direito à presença de Humberto Bernardo, que trocou a fita ao vencedor, mas nem foi grande problema, pois éramos todos vencedores nesta prova. Mais um doce para começar a noite.

Voltamos a sentar e estávamos a começar a comer e lá estávamos a ser chamados novamente. Desta vez para nos ser entregue o Kit Finalista, um elaborado cabaz para aquela noite, o dia seguinte e o futuro! Esse Kit permanece na minha mesinha de cabeceira até hoje, nunca se sabe quando pode ser preciso!
Mas como já estavam a ser muito bonzinhos, foi altura de comer só com pauzinhos e de beber uma cerveja com palhinha, isto já depois de termos sido bem regados com sangria. É claro que os motores entraram em sobreaquecimento e daí para a frente foi sempre a rasgar, ainda por cima com banda sonora criada de propósito para o momento! Foi uma escalada monumental até a embriaguez .

Lá para o meio do jantar, e já devidamente aconchegados e regados, chega a altura dos jogos que seriam determinados pelo magnífico dado criado para a ocasião. Dado que ficaria baptizado com D,A,D,O Dado!, grito feito de improviso alcóolico do finalista palhaço de serviço e que após a estranheza inicial foi entranhado rapidamente tornando-se mote da noite.
As brincadeiras foram mais que muitas, as colaborações exteriores foram-se sucedendo e o caso ainda ficou pior com o aparecimento de mais um D,A,D,O!
Foi o delírio total da mesa para desepero toral da gerência.
No final somos brindados com a tradicional foto de família do grupo finalista e somos convidados a pagar e sair, mas não foi por isso que a festa parou. Saídos do restaurante, em que certamente seremos barrados caso tentemos lá voltar, continuámos a pandega cá fora.
Já com os níveis de álcool em alta, tivemos a aparição de João Garcia que tentou uma escalada impossível ao marco do correio que ali se encontrava, mas com o álcool e o oxigénio rarefeito, a escalada não teve o sucesso desejado.
Já no outro lado da estrada instala-se a indecisão sobre o local seguinte da festa, embora para alguns a festa fosse feita já ali, faltando só alguns elementos, ligeiramente, ilegais para que ficasse perfeito.

Entretanto o Edgar tem de levar a sua dama Carlota a casa, e eis que o seu carro se vê invadido pelos finalistas masculinos, que usam a sua boleia para apanhar um pouco de ar e libertar também algum do ar que tinham contido em si, - fica descansado que o ar foi largado já fora do carro - ao regressar para junto do grupo somos novamente despachados para os carros. Ao que parece já havia lugar para continuar a festa, mas o mais estranho é que o condutor do veículo em que vim não era agora o mesmo, ainda pensei que fosse da bebida, e confesso que fiquei assustado mas depois percebi que o estado do dono do veículo era pior que o meu e então tinha sido activada esta medida de segurança.
O problema é que o condutor não era dotado de GPS, pelo que tive de ser eu a indicar o caminho. Foi um exercício complicado o de ir tentando fazer com que as várias estradas que via se juntassem numa, e a certa altura do percurso, não sei se foi falha minha, ou do condutor, só sei que estávamos a fazer rally em cima de um passeio em frente ao CCB, mais um momento memorável!
Chegamos ao local com tudo ainda no estômago, mas com o efeito do suco de Baco a desaparecer, era altura de carregar baterias e vindo do nada surgiram umas latas e garrafas com o líquido desejado.
Mas não foi só isso que apareceu, apareceu também a claque dos super dragões que ocuparam a estrada a saltar e gritar enquanto o autocarro onde seguiam era arranjado, mas mais incrível ainda, foi o aparecimento do Batman. Sim é verdade, o Homem-Morcego esteve em Belém, mas por pouco tempo, porque com aquelas voltas todas ficou meio tonto e achou que era melhor parar.
Depois disto e contidos num espaço de 25 metros quadrados, tudo aconteceu, fotos, brindes contínuos, conversas sem nexo, risada geral, urinar em conjunto, cavalgar vassouras e esfregonas, deitar na relva e contemplar as estrelas, subir capot e tejadilho de um jipe, abanar esse jipe quando se tentava dormir lá dentro.
Aconteceu um pouco de tudo até à hora da partida, mas o reencontro foi rápido. Paragem obrigatória nos bolos para serenar o estômago maltratado com tanta bebida. No fim foi seguir para casa que o dia já estava perto.

Foi sem dúvida uma grande noite e agradeço a todos pela presença, pelo convívio e alegria, agradeço também a todos que não puderam estar presentes mas deixaram mensagens para este dia memorável!

2 comentários:

Anónimo disse...

D,A,D,O, DADO!! És o Maior!!

Haja mais momentos assim para seres o finalista palhaço e eu ser o designado de "o pior"

Haja fama, haja proveito né?

Força man!

Aquele Abraço!

Gaspar disse...

Noite linda e completamente memorável!Obrigado aos finalistas (meus parceiros), à comissão catedrática, e aos restantes amigos. Basicamente, tenho de agradecer aos melhores amigos do mundo!:)