segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A lua

Vejo a lua e às vezes perco-me nessa contemplação. É um fascínio que não sei explicar, mas que me prende invariavelmente durante algum tempo. Tempo em que aproveito para olhar para dentro de mim e perceber como estou, e o que fazer a seguir, e da próxima vez que olhar para a lua faço o balanço.
É estranho, mas é um exercício engraçado.

Mas a lua também me transmite algumas coisas.
Mesmo no meio da escuridão total, há algo que brilha, há algo que não se importa com o resto e mostra tudo aquilo que é e dá tudo aquilo que tem.
Transmite segurança, força, vontade, rigor, exactidão, calma, suavidade, meiguice e compreensão. Transmite tudo isto só de olhar para ela. Impressionante não é?

domingo, 28 de outubro de 2007

Há afilhados como este

Afilhado criança. Padrinho ainda mais criança. Bonecos de acção do wrestling. Wrestling na televisão. Pouco mais há a dizer sobre um tempo bem passado!

sábado, 27 de outubro de 2007

A fórmula de Deus

Uma das minhas maiores dificuldades é a conciliação de Deus que nos é dado a conhecer durante anos dentro da Igreja, e aquilo que são as descobertas científicas. É complicado perceber porque teimo em ver como realidades distintas aquilo que acaba por ser a mesma realidade, mas à luz de visões diferentes. Visões moldados e formadas com diferentes conhecimentos e com diferentes experiências.

O Deus de Abraão, é também o Deus da molécula e do átomo.
Mas será que o Deus antes era diferente? Não. Apenas o conhecimento que havia era diferente, e isso levava a que a nossa concepção de Deus fosse diferente. Com o tempo o conhecimento do mundo e do Homem foi avançando e dessa forma foi possível aproximar as duas visões.

É claro que alguns irão dizer que estou errado e vão refutar esta visão, mas para mim tudo está ligado. Todas as coisas, a sua forma, a sua construção, a sua constituição, tem um propósito, uma intenção. Nós pensamos que sabemos e que conseguimos descodificar essas intenções, às vezes até conseguimos, noutras apenas conseguimos formular teorias. Ao tentar ser auto-suficiente o Homem não reconhece a sua fraqueza e acaba por afastar Deus da sua vida.

Tudo está ligado, tudo tem uma conexão, através de uma fórmula. A fórmula de Deus (sim porque Deus quando criou a Matemática e a Física estava bem inspirado!),mas essa fórmula dificilmente vamos conseguir encontrá-la pois não conhecemos todas as variáveis.

Por isso há coisas que nunca vamos entender porque nos acontecem, nem porque são como são, nunca vamos conhecer a Sua obra na totalidade, mas é engraçado ver o que Ele faz na nossa vida, e isso revela-se nas pequenas coisas, coisas que dizemos serem coincidências, mas que cada vez menos acredito que sejam meros acasos, estando atento conseguimos perceber a ligação entre as coisas.
Ultimamente tenho sentido isso, sinto que muitas das pequenas coisas que acontecem na minha vida têm um objectivo, e acho isso engraçado, chego a sorri quando consigo perceber ligeiramente estas subtis dicas. Às vezes não sei qual é o sentido, mas acredito que há-de ser pelo melhor, porque se as coisas não estão bem, então é porque ainda não terminaram.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Sonhos

Todos sonhamos durante a noite, mesmo que de manhã não tenhamos recordações desses mesmos sonhos. Mas às vezes temos e acabamos por questionar a nossa mente por ter concebido tal coisa. Pelo menos comigo acontece isso, muitas das recordações dos sonhos que tenho não fazem qualquer sentido e não têm lá muita lógica (mas se a minha cabeça também é assim quando estou acordado, porque devia ser diferente quando estou a dormir?).
Mas o engraçado dos sonhos é muitas vezes causarem sensações como se estivesse a viver realmente a situação, e essas sensações são bem mais fortes quando o sonho trata algo de mau ou que nos causa dor. Fico verdadeiramente angustiado e preocupado.
Mas a melhor sensação é quando acordo e percebo que foi só um sonho! Ainda assim ao recordar o sonho, a sensação de aperto e angústia continua.
Acaba como sendo uma preparação para algumas situações e para a forma como lidar com elas.

Falo disto, porque dos sonhos que me recordo de hoje, dois tiveram esta sensação, e o outro que recordo foi exactamente o oposto. O primeiro até era algo de bom, positivo e espectacular para mim, e também o vivi intensamente, mas depois vieram dois com a sensação de desilusão, aperto e angústia.
Pode querer dizer tudo, pode não querer dizer nada, mas são engraçadas estas pequenas histórias, estas pequenas coincidências. Pelo menos eu acho, mas eu também sou um tipo estranho...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Yeah I guess I know, I just hate how it sounds

Muitas vezes fugo do óbvio, fugo daquilo que já sei que vai acontecer, que já sei como vai ficar, mas que, ingenuamente, ainda acredito que tenho capacidade de puder mudar, ou que as coisas mudam por si.
Às vezes mudam, mas são poucas essas vezes, nas outras já sei como vai ser, mas não gostamos dessa certeza, da forma como isso nos vai afectar, nem da maneira como nos soa. Tentamos recusar essa verdade, essa realidade, tentamos adiar por mais um pouco até que ela, inevitavelmente, nos apanha.
Nessa altura somos confrontados com a dura realidade, aquela que sempre soubemos que estava ali, mas que, teimosamente, não queríamos aceitar. Ficamos tristes, desalentados, porque tínhamos esperança e vontade que essa realidade chegasse, mas como tudo acontece com um propósito, é perceber qual o propósito e continuar a encarar a vida de forma positiva, sabendo que tudo que nos é dado deve ser aproveitado, mesmo que não gostemos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Este blog diz Piaçaba!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Como esquecer alguém em 5 minutos ou talvez mais um bocadinho

Antes de tudo, há que reconhecer que este poderia ser um belo nome para um daqueles livros que as pessoas oferecem umas às outras apenas e só pelo título e que usualmente se encontram em qualquer bomba de gasolina, no corredor do fundo, lado esquerdo, junto aos jornais. Não interessa o autor, nem se alguma vez se leu alguma coisa, nem se os críticos do mil folhas falaram bem, o que importa mesmo, é a mensagem que o título oferece a quem o recebe. E se depois lá dentro, nas páginas que se refugiam na capa, o conteúdo não for grande coisa, isso de nada importa. Entrega-se o livrinho como se estivéssemos a entregar uma senha de papel com uma mensagem, a fazer olhinhos, para a miúda que está na carteira ao lado: "Vai onde te leva o coração!", "Fazes-me Falta!" "Não há coincidências" e claro o inevitável "Amo-te".

Houvesse um medicamento, que depois de tomado nos fizesse esquecer a pessoa que amamos e as farmácias ficariam inundadas de gente à sua procura. Existisse uma operação que nos removesse a parte da memória que nos faz lembrar esse alguém e ficariam enormes as listas de espera para essa cirurgia. Mas não existe. Não há. Não se vende, nem se opera.

Mas pode-se esquecer? Pode. Como assim? Ora, usando uma técnica vulgarmente usada pelos bombeiros para extinguir os incêndios. O lendário truque do "Fogo contra Fogo" que basicamente consiste em lançar outro fogo em direcção ao que vem a arder. Assim, queima-se uma área que ainda não esteja ardida, para que quando o fogo lá chegar nada mais tenha para arder. E é limpinho.

O que há a fazer é queimar o que ainda houver de bom e fazer com que as coisas que estejam associadas à pessoa que queiramos esquecer não nos pareçam assim tão agradáveis. E quando ela – leia-se o incêndio – aparecer, já só resta terra queimada.

E assim, aproveitando esta bonita analogia dos incêndios, é justo revelar que aqui o grande problema é o vento, o vento que pode reacender as chamas. E esse vento, pode ser uma chamada dela – que ninguém atenda o telefone – uma súbita vontade de lhe ligarmos nós, às 4 da manhã com uma voz notoriamente embriagada – apague-se já o número – ouçam, o vento pode ser uma foto dela ainda no quarto – que se guarde isso numa gaveta escura – uma carta que imbecilmente relemos – perigo, perigo! – Aceitar um convite para jantar a dois sob o pretexto de irmos falar sobre o ambiente no mundo – isso é muito arriscado – ir a casa dela rever a primeira temporada dos Sopranos em dvd – que fique claro, ao aceitarem este convite, isto já nem será vento, mas possivelmente, um tornado.

E assim, voltando à perniciosa técnica do fogo contra fogo, o mais importante, é queimarmos tudo à volta sem usarmos um único fósforo. É dizermos "isto é muito bonito e tal, mas eu tenho que sair daqui antes que se faça tarde" e assim, ao não permitirmos recaídas que sabemos que só irão adiar o inevitável, extinguiremos o pouco que vai existindo até que tudo fique reduzido a cinzas, tão frias e inertes, que nenhum vento será capaz de as reanimar.

blog original

domingo, 7 de outubro de 2007

Novo serviço

Depois do sucesso do serviço de boleias, eis que inauguro neste espaço um novo serviço. Desta vez um serviço de despertar, aquele que te fará acordar com toda a vontade de enfrentar a selva do mundo lá fora!

O serviço ainda não está disponível, uma vez que está numa fase de testes, mas os utilizadores (eu) têm dito maravilhas do serviço!
Nomeadamente frases como: "Foga-se! Mas esta mer** não pará de tocar??" um must!

Pelo facto do serviço ser novo, existem algumas limitações de orçamento, e os tons disponíveis para selecção são reduzidos, neste caso temos apenas um (já tinha dito que a oferta era reduzida?).
Esse tom assemelhasse levemente àquele barulho que se ouve quando as portas do metro estão a fechar. Ok, o barulho é mesmo o das portas do metro quando estão a fechar (não há dinheiro para mais), até porque a chamada é feita em pleno metro! Para isso conto com uma técnica especialista em colocar o telefone mesmo em cima do apito para o impulso de sair da cama ser ainda maior!

Não tenho sons calmantes nem relaxantes, mas é um som com o qual muitos estão familiarizados e que decerto que é aquele com que querem acordar. Ou então não.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Colin Hay - "Overkill"

I can't get to sleep
I think about the implications
Of diving in too deep
And possibly the complications

Especially at night
I worry over situations
I know I'll be alright
Perhaps it's just imagination

Day after day it reappears
Night after night my heartbeat shows the fear
Ghosts appear and fade away

Alone between the sheets
Only brings exasperation
It's time to walk the streets
Smell the desperation

At least there's pretty lights
And though there's little variation
It nullifies the night from overkill

Day after day it reappears
Night after night my heartbeat shows the fear
Ghosts appear and fade away
Come back another day

I can't get to sleep
I think about the implications
Of diving in too deep
And possibly the complications

Especially at night
I worry over situations
I know I'll be alright
It's just overkill

Day after day it reappears
Night after night my heartbeat shows the fear
Ghosts appear and fade away
Ghosts appear and fade away
Ghosts appear and fade away

"It is in changing that things find purpose"

Há alturas na vida que requerem uma mudança, uma mudança de atitude, uma mudança de comportamento, uma mudança de vida.
Mas nem sempre estamos disponíveis para essa mudança, nem sempre queremos mudar daquilo que temos como garantido e como normal. Fazemos de tudo para não mudar, arranjamos desculpas de forma a puder manter tudo na mesma, no fundo não queremos a mudança, pois esta não é positiva nem agradável para nós.

No fundo tenho medo de mudar, não quero mudar, quero tudo na mesma, mas engano-me a mim e engano outros, engano-me para não sofrer e faço sofrer.
Há mudanças forçadas que nos revoltam por dentro, que nos deixam num estado de inquietude, apesar de todas as evidências nos dizerem que é hora de mudar.
Sou um sonhador, sou um ingénuo, acredito sempre que tudo vai dar bem, que tudo corre bem, apesar de saber que não é assim, apesar de já conhecer que não é assim.

Não queria mudar, e custa-me que tenha de ser desta maneira. Não queria sofrer e custa-me voltar a estar assim.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Dias cinzentos

Há dias em que tudo pará, em que tudo o resto deixa de importar, há alturas em que estou sozinho, entregues aos meus pensamentos e dilemas, às minhas conquistas e à análise das minhas derrotas.
Em que o mundo lá fora não conta, só conto eu, aquilo que alcancei e que conquistei. Em que me deixo levar pela música calma e reconfortante, em que entrego o meu corpo ao descanso e a minha mente à reflexão.
Há dias em que preciso de estar só.
Entregue àquilo que tenho e àquilo que sou.
Momentos para reflectir a ajuizar.
Momentos de decisão e de confusão.
Pensar na vida, pensar no futuro, pensar em mim.

Hoje é um desses dias.