domingo, 30 de março de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
E por falar em amigos..
..recebo um mail com o seguinte conteúdo:
A tua amiga (é melhor não colocar o nome) convida-te a participar no passatempo Clean&Win da Clean&Clear. Podes ganhar workshops de auto-maquilhagem e muitos prémios fantásticos.
Era mesmo isto que estava a precisar.
Com amigos é assim
Na noite passada, e como forma de comemoração do aniversário do nosso amigo Pedro, os cavaleiros de outros tempos partiram para o Bairro para recordar velhos tempos e velhas demandas.
Ao início estava relutante pois os tempos são outros, mas subitamente a motivação mudou e o espírito de antigamente tomou conta de mim e quando vamos a ver já estamos com cerveja na mão, alguns com Fanta, mas sempre a mandar as bacuradas do costume, com o abardinanço em alta e sem conversa nenhuma de jeito, o habitual.
Apesar disto, foi diferente pois desta vez não houve direito a giro, ficámos sempre no mesmo local, mas mesmo assim foi a loucura total. Quem passava por nós devia achar que éramos malucos e parvos, e de certeza que acertava, as figuras que fizemos, as porcarias que dissemos ecoaram pelo bairro inteiro.
Cada um com o seu estilo e com a sua capacidade de meter o pé na argola naturalmente, ou por culpa da cerveja, fomos capazes de criar um dinamismo tal que só foi quebrado quando na última rodada de cervejas ficámos a estupidificar a ver um jogo de NBA.
Nitidamente era a hora de partir.
É claro que antes tivemos de fazer a habitual paragem para cumprimentar o Nandinho, nome carinhoso pelo qual tratamos a estátua do Fernando Pessoa.
Infelizmente a noite não terminou como pretendido, pois o repasto dos bolos, que tão bem sabem àquela hora, estava encerrado para descanso do pessoal.
Lá tivemos de vir directos para casa com mais uma noite cheia de aventuras e palhaçadas para mais tarde recordar.
De manhã o esforço para levantar teve de ser titânico, mas sem dúvida que a noite valeu a pena.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Domingo à tarde
O domingo é por norma um dia calmo e tranquilo, o fim de semana está a terminar e mais uma longa semana avizinha-se. Por norma nestes dias os planos também costumam ficar afectados e restringidos pelo tempo, mas é nessa altura que nos podemos refugiar em planos alternativos.
Há dias de chuva que nos colocam pensativos, melancólicos e se calhar nesses dias mais susceptíveis e sensíveis a certas situações.
Esse domingo era um desses.
Era um daqueles dias em que não apetece fazer nada e estava bem relutante em relação ao convite para o cinema, estava convicto que ia adormecer a meio mas fui convencido a ir e no fim acabei por agradecer essa insistência.
O filme parecia ser o típico filme de namorados, daqueles que a rapariga vai criticar o rapaz porque ele nunca faz como faz o tipo do filme (à conta disto perdi uma aposta) mas afinal enganei-me redondamente!
O filme, apesar do romantismo, foge claramente a esse estereótipo e tem uma abordagem extremamente interessante sobre o amor, as relações e a morte.
O filme e as conversas que se seguiram foram catalisadoras de algumas reflexões, a primeira grande conclusão (como se já não se soubesse isto), é que só sentimos falta de algo quando não o temos.
É simples directo e sem espinhas. Não há ali lugar a vírgulas, nem a suposições.
As coisas são como são, e a realidade é que se há algo que nos faz falta e não o temos, vamos sentir a sua falta.
Há coisas que julgamos que não nos fazem falta e ao nos sentirmos privados delas sentimos que estamos perdidos, que não há volta a dar.
Parece que tudo perdeu o sentido e orientação. Continuamos o nosso caminho, mas parece que vamos coxos, que algo que nos servia de apoio não está ali.
Parece que vamos sozinhos por uma estrada escura e que deixamos a lanterna em casa.
Não é fácil, custa imenso e questionamos várias vezes porque raio tem de ser assim.
Somos pessoas de hábitos, e quando nos habituamos a algo nem nos damos conta, só vamos perceber que algo está diferente depois de nos vermos privados. Aí sim, percebemos que algo mudou, que há algo diferente.
Também sentimos isto depois de voltarmos ao antigamente. Ao voltar como estava antes, tenho tendência a ver as diferenças, e assim entender melhor que sentia falta de algo, não porque me dava jeito, porque era mais prático, mas porque era algo indispensável e do qual dificilmente me quero ver afastado.
Isto é relevante sobretudo na relação pessoais, as pessoas são importantes na nossa vida e nós não fomos feitos para estar sozinhos.
Há momentos importantes na nossa vida, momentos que nos fazem despertar e nos fazem pensar e sobretudo compreender. Confesso que no Domingo tive um momento desses, um momento em que pensei e reflecti e que compreendi alguns aspectos importantes da minha vida actual.
Muitas vezes é preciso situações destas para nos apercebermos de certas coisas na nossa vida.
Acabei por me aperceber de uma realidade que muitas vezes duvidava, mas que sobretudo não tinha parado para pensar.
É engraçado chegar a conclusões assim, é bom perceber e ter certezas daquilo que sentimos.
A curiosidade matou o gato, mas neste caso a curiosidade salvou a tarde. Não fosse a curiosidade e não saberíamos que a exposição Berardo estava acessível de borla naquele dia. Como belos portugueses que somos adoramos coisas à borla, por isso lá fomos atrás da exposição de borla.
Já não estava num museu há anos, mas ali estava eu a passear entre obras que não compreendia e que decerto custa valores que igualmente não compreendo.
Felizmente passa um grupo de pessoas acompanhadas por uma guia, e nem que fosse por 5 minutos fiquei a ouvir a explicação, pelo menos ia sair dali com a explicação de uma obra. 50 minutos depois estou a sair do museu, não pela porta que entrei mas isso por culpa da acompanhante, mas saimos os dois sem passar pelas obras todas, mas de certeza que saimos os dois bem contentes e satisfeitos pelo tempo empregue.
Acabámos por seguir a guia durante a visita toda, não passámos por todas as obras, mas visitámos todas as secções e todas as obras marcantes.
É completamente diferente uma visita assim, percebemos bem mais o sentido de cada obra, da ideia do artista, do período em que foi feita e do significado que teve.
É uma exposição bem interessante e recomendável, assim como o acompanhar com atenção a explicação dos guias da exposição.
O senhor Berardo pode não saber falar bem português, pode mandar bitaites da treta sobre o Benfica, pode até só saber implicar com a família Jardim Gonçalves, mas que tem ali uma rica exposição disso não haja dúvida e que fica o agradecimento por tentar trazer a cultura de volta aos portugueses.
segunda-feira, 17 de março de 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
Mundo do trabalho III
Passou um mês desde que assumi funções.
Neste mês já muita coisa aconteceu, algumas já aqui relatadas, mas é interessante fazer aqui as diferenças passado um mês.
Passado um mês já tive de mudar de lugar, pois o lugar que ocupava já estava prometido e parecia mal ficar ali, mas foi engraçado andar pelo chão a tirar cabos e fichas para puder montar o meu estaminé noutro lugar.
Depois de um mês deixei de ser o tipo novo, ainda sou o estagiário sim, mas já entrou alguém depois de mim, pelo que os privilégios de ser o tipo novo já se foram, privilégios que nem der por eles existirem. Agora passa a ser o outro tipo a ter a obrigação de levar o bolo.
Depois de um mês, já consigo estar minimamente integrado na equipa, participar nas piadas e nas conversas e começo a ser reconhecido e notado.
Passado um mês o edifício entrou também em obras e o ar condicionado está desligado, está aqui um calor que não se pode, parece uma sauna.
Passado um mês já bebi mais cafés que provavelmente num ano inteiro, infelizmente tenho de recorrer à cafeína em algumas situações, porque senão ainda deixo cair a cabeça em cima do teclado.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Alicia Keys - "Like You'll Never See Me Again"
If I had no more time
No more time left to be here
Would you cherish what we had?
Was it everything that you were looking for?
If I couldn't feel your touch
And no longer were you with me
I'd be wishing you were here
To be everything that I'd be looking for
I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed
So every time you hold me
Hold me like this is the last time
Every time you kiss me
Kiss me like you'll never see me again
Every time you touch me
Touch me like this is the last time
Promise that you'll love me
Love me like you'll never see me again
Oh Oh Oh
How many really know what love is?
Millions never will
Do you know until you lose it
That it's everything that we are looking for
When I wake up in the morning
You're beside me
I'm so thankful that I found
Everything that I been looking for
I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed
So everytime you hold me
Hold me like this is the last time
Every time you kiss me
Kiss me like you'll never see me again
(can you do that for me baby)
Every time you touch me
(see we don't really know)
Touch me like this is the last time
(see everyday we never know)
Promise that you'll love me
(I want you to promise me)
Love me like you'll never see me again
(like you'll never see me again)
Oh oh oh oh oh
quinta-feira, 6 de março de 2008
Acordo Ortográfico
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990, é um tratado internacional que tem como objectivo criar uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países que usam esta língua. Desta forma é criada uma unificação no que à ortografia diz respeito, pois o português é a única língua no mundo com duas normas ortográficas oficiais, uma vigente no Brasil e a outra nos restantes países da CPLP.
Após várias tentativas ao longo dos anos, e dos inúmeros encontros e acordos, nunca foi possível criar essa unificação, pois nem todos os países ratificaram os sucessivos tratados. Em 2004 foi proposto um "Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico", que para além de prever a entrada de Timor-Leste na lista de signatários, previa que com a aprovação de apenas três países o Acordo fosse aprovado. Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram esta alteração, cumprindo assim o número suficiente de países necessários para a entrada em vigor.
Na prática o Acordo tem condições e já devia estar em execução, mas a falta de ratificação por parte de Portugal coloca todo o processo em espera, pois pelo peso histórico, apenas com o sim português o Acordo toma de facto visibilidade e efectividade.
É então aqui que o caso se torna complicado, a premente pressão brasileira para que o Acordo se torne efectivo contrasta com a passividade e constante adiar português na resolução da questão. Falou-se que se seria ratificada em finais de 2007, sendo que apenas hoje foi ratificado pelo Governo Português com um prazo de transição de seis anos.
Provavelmente serão precisos mais alguns para mudar uma geração completamente, ao contrário da moeda a língua não pode retirar-se de circulação.
Por trás deste Acordo existem, como sempre, apoiantes e críticos, sobretudo linguistas e escritores que consideram que o Acordo não trará nada de novo, mas sobretudo uma perca de tempo e dinheiro, pois tudo que foi feito para trás a nível de gramáticas, dicionários e os próprios livros, ficarão obsoletos aquando da entrada em vigor do Acordo.
Do outro lado temos as editoras, que ávidas por terem de nos impingir novos livros, desesperam pela entrada em vigor do Acordo. Mas o desespero maior é das editoras brasileiras, pois com o Acordo poderiam mais facilmente entrar no mercado africano, que é dominado pelas editoras portuguesas com o Português de Portugal.
Apesar de todas estas indecisões e contradições a nível da entrada em vigor, é importante perceber o que muda com este acordo. Segundo especialistas, em Portugal e nos restantes países lusófonos que não o Brasil, as mudanças afectarão cerca de 1,6% do vocabulário total. As alterações mais significativas encontram-se na eliminação das consoantes que não são pronunciadas.
| Norma actual (pt) | Acordo ortográfico |
|---|---|
| acção | ação |
| didáctico | didático |
| direcção | direção |
| eléctrico | elétrico |
| óptimo | ótimo |
Este quadro ilustra algumas das alterações previstas no acordo, e apesar de haver outras que considero menores, mas igualmente relevantes, estas são aquelas que mais me chamam a atenção e me causam mais confusão.
Isto porque introduzem uma alteração forte e vincada naquilo que é a escrita corrente e normal. porque mudam por completo aquilo que estamos habituados a ver e a escrever.
O português escrito sempre foi diferente do falado mas com estas alterações ficam mais próximos, embora eu continue a achar que as palavras agora aceites são atrocidades linguísticas.
Para mim isto é tornar a língua mais próxima do "brasileiro", para mim isto é simplificar demais a escrita. Pode dizer-se que é em prol da uniformidade, mas torna-se em prol da simplicidade.
Numa era em que a língua portuguesa é já alterada pelo calão, pelos estrangeirismos, pela escrita dos telemóveis e do messenger, isto faz com que a preguiça natural que temos em escrever algumas palavras, passe para a escrita normal e se deseduque as pessoas e a escrita.
Sinto que ficamos a perder com esta mudança, não sei se algum dia me vou habituar a esta nova escrita, não sei se algum dia serei capaz de a compreender, porque para mim a língua portuguesa sai ferida com este Acordo.
Acordo que devia zelar pela tradição, educação e preservação da língua e não pela sua transfiguração grotesca.
sábado, 1 de março de 2008
Mundo do trabalho II
Dentro do trabalho há igualmente pormenores que fazem a diferença, sobretudo no contacto inicial com os novos colegas. O primeiro passo é decorar os nomes das pessoas, tarefa complicada mas já sei o nome de umas 5 ou 6 pessoas, o que já não é mau.
Depois é entrar nas conversas, o problema é que se fala muito de aspectos do trabalho e sobretudo com siglas.
"Os SPG do VAT estão todos em POT." Percebes-te alguma coisa? Eu também não. É mais fácil perceber o bajuras do modem!
Mas o pior são os termos em inglês.
"Temos de fazer o reporting do benchmarkting do upgrade ao manager para ele informar o team leader."
Esta é das mais simpáticas, porque as outras não consigo reproduzir aqui.
De vez em quando lá se lembram que há um tipo novo entre eles e ainda explicam algumas siglas e situações, mas na maioria das conversas sinto-me um completo ignorante.
Felizmente não se fala só de trabalho e há temas que são universais. O estado do país, o tempo e futebol.
Não sou nenhum perito em futebol, mas basta acompanhar minimamente para qualquer um dar os seus bitaites e eu não sou excepção, há sempre aquele lance para comentar, aquele falhanço incrível e o roubo descarado por parte do arbitro.
É claro que também falamos de outras coisas, já discutimos filmes e séries, neste campo tenho alguma vantagem, pois a vida de desocupado deu para conseguir avançar mais um pouco em algumas das séries mas vistas e faladas, tendo até informações privilegiadas de algumas.
Dá para ver também que a partilha é algo bastante activo e desenvolvido aqui. Está quase para se concretizar um dia para cada um trazer a sua videoteca para partilha.
Nas pausas há também tempo para descontrair e rir um pouco com alguma situação ou peripécia que tenha ocorrido e aqui claramente estou a jogar em casa. Mas sou um jogador cauteloso, não se pode entrar logo a matar com as piadas todas para não dar uma de engraçadinho sem graça, temos de ir mandando uma de cada vez para estabelecer posição e respeito.
É engraçado ver a reacção perante algumas das piadas já gastas noutros locais, mas que aqui acabam por ser novidade. É giro também perceber como de tudo consigo fazer piada, algumas até são boas!
Mas não sou o único com boas piadas ali dentro, sobretudo informáticas, e esta semana ouvi uma que deixou o pessoal todo a rir.
Estava um tipo a passear ali pelo área em que estamos e a escrever cenas numa folha. Ao ser-lhe perguntado que estava ele a fazer, responde que está a fazer o inventário dos monitores, ao que um contrapõe: "Mas não podes levar o meu monitor, este é do meu filho. Diz aqui Sun!"



