quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Há meses como este

Não é normal eu fazer balanços dos meses, mas sinto que este justifica, pois foi de longe o melhor mês que tive em muito tempo.
Passo a explicar o porquê.
Depois de uma entrada em grande em 2008, consegui ainda ter um tempo de férias e acalmia, antes da semana infernal que teria de avaliações. Essas avaliações foram coroadas de êxito e eis que entro de férias que se prolongam até agora.
Sou chamado a uma entrevista, a qual me correu bem, tive um contacto interno que me disse que ficaram bastante agradados e por isso tenho sérias possibilidades de ser o escolhido, estando a confirmação presa por detalhes.
Tenho tempo para organizar tudo e mais alguma coisa, para resolver os assuntos pendentes, para por em dias as séries, filmes, livros e músicas. Para me por em forma e tratar da minha saúde. Tive tempo para as conversas e amizades distantes, para as compras e para alteração do visual, para os momentos marcantes e importantes, assim como a brincadeira e palhaçada.

Se me sentir assim no fim de cada mês, é sem dúvida bom sinal. Sinto-me bem, feliz e alegre.
Melhor parece difícil, e por isso Janeiro fica marcada pela positiva!

Não há muitos jogadores como este

Sem dúvida que o futebol português sofreu uma enorme expansão, e cresceu para níveis nunca antes pensados. Já tivemos bons jogadores no estrangeiro, mas nenhum deles com a projecção mediática de Cristiano Ronaldo.
Impressionante como não se sente afectado pela forte imprensa britânica, apesar de todas as polémicas. Impressionante a capacidade que tem de calar-nos a todos fazendo aquilo que melhor sabe. Jogar e marcar golos, e que golos.
Impressionante como não se deixa vencer pela pressão do futebol inglês e com o peso da história do número que enverga nas costas, estando bem perto de bater o recorde de golos do mítico George Best.
Ontem meteu mais dois na conta pessoal, sendo que o segundo é um livre espectacularmente executado.

E depois o Messi é que fica em segundo como melhor jogador do ano da FIFA...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

It's funny how life turns out

Mais uma vez sou impelido a escrever por força das coincidências da vida. Daquelas coincidências que achamos extremamente engraçadas pelos factos e circunstâncias que as envolvem, mas que no fundo são passos e etapas, mas já lá vamos.

Acredito que todas as coisas acontecem por uma razão, e que tudo tem o seu tempo e sentido. Já aqui o disse e continuo a crer que assim é, embora às vezes não o percebamos, não o compreendamos mas sinto que é assim a vida.
Às vezes é preciso tempo, distanciamento para permitir analisar e perceber os acontecimentos e as repercussões dos mesmos.
Tendo esse distanciamento consigo olhar para trás e perceber que percorri um caminho, pode ter sido longo ou curto, mas há sem dúvida um caminho feito, caminho de construção, de conhecimento e de amadurecimento.
Ao longo desse caminho foram acontecendo várias coisas, as tais coincidências, mas que hoje vejo-as como etapas, passos que fui percorrendo ao longo desse caminho. Apesar de alguns não terem sido do meu agrado, hoje percebo a sua importância e a sua relevância, e foi com eles e através deles que fui conseguindo avançar no caminho e retirar ensinamentos.

Olho para trás e acho engraçados alguns episódios, algumas circunstâncias, porque hoje consigo entender melhor a sua razão e compreender porque as coisas aconteceram daquela forma. É um exercício engraçado e educativo.
Temos sempre a tendência a queixar-nos do porquê das coisas serem como são e acontecerem de certa forma. É muitas vezes difícil de perceber que aconteceram porque tinha de ser assim. Mas é a pura das verdades e no fundo todos sabemos disso.
É com esta certeza e confiança e encaro o futuro, o que tiver de ser será, e certamente acontecerá para me ajudar, reforçar e ensinar.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Descrição

Estava eu no meu quinto ano, corria o ano de 1994 e tinha 10 anos, quando num dos rastreios que se realizaram me foi diagnosticada alguma falta de visão.
Após consultar um especialista essa falta de visão foi confirmada, fechando assim um dos meus grandes sonhos, o de ser futebolista profissional. Não que os óculos afectassem a minha excelente técnica e capacidades, mas nunca se tinha visto um futebolista de óculos e por isso logicamente que fiquei condenado, e limitado a profissões de pessoas com óculos, foi assim que vim parar à engenharia informática.

Mas o importante aqui é reter que durante cerca de 14 anos, o meu visual ficou afectado por uma parafernália ocular que foi evoluindo com o avançar da moda, desde os óculos de massa gigantescos até estagnar à alguns anos na forma preta, que sofreu também as suas variações mas mantendo a essência.
Nunca tive queixas, nem nunca me senti inibido pelo facto de ter óculos, nunca me senti limitado nem constrangido, mas é natural haver evolução e a evolução da tecnologia permite que hoje pequenas lentes sejam colocadas no olho substituindo os óculos.
São essas lentes que agora tenho.
São essas lentes que vou passar a usar.

A minha descrição podia ser: um tipo alto, bem constituído, magro e barriga bem definida, bem humorado e com extrema simpática e delicadeza. E com óculos.
Podia ser até hoje, porque a partir de hoje deixa de ser verdade a parte dos óculos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Futebol

Uma das vantagens de se ser ARD é a possibilidade de se puder ver os jogos do Benfica ao vivo no estádio, e de facto a emoção é completamente diferente de ver um jogo na televisão. Essa mesma possibilidade de se ver os jogos ao vivo faz-nos ganhar uma sensibilidade diferente para o futebol, no meu caso fez-me saber apreciar melhor outros pormenores do jogo e as características pelas quais se diz que o futebol é o desporto rei.
Nessas características destaco a entrega e dedicação ao jogo, aquilo que cativa as pessoas e as faz vibrar e puxar pela equipa. Aquilo que faz com que se pague o que se paga por bilhete e se vá, faça chuva ou faça sol, ao estádio. Essa característica já a vi em muitos jogos do Benfica, mas este ano dificilmente a consegui ver e por isso consigo perceber perfeitamente o porquê de a cada jogo a assistência ser menor.
Há jogos em que não somos felizes mas sentimos que o jogo foi esforçado e que simplesmente não era o nosso dia, mas há outros jogos que pura e simplesmente faz confusão ver 10 gajos ali no campo que não fazem ideia do que fazer, nem se esforçam muito para mudar as coisas. Ultimamente isso tem acontecido muito e não parece muito mudar.
Diz-se que o público tem de puxar pela equipa e por isso se devem encher os estádios, mas muitas vezes têm de ser os jogadores a puxar pelos adeptos para que estes puxem pela equipa, mas isso simplesmente não tem acontecido e é quase desesperante e doloroso ver um jogo do Benfica.
Pode não ser o sentimento geral mas é certamente o meu.
Em cima falei em 10 jogadores, eu sei que uma equipa são 11 e neste facto reside ainda mais um factor de tristeza, porque há ali apenas um que mostra vontade, força e a entrega de que falava à pouco.
Esse jogador é o Rui Costa, um verdadeiro senhor dentro do campo e por isso custa ver um imenso talento perdido no meio de tanta mediocridade.
É pena que não o tenhamos tido em condições no ano passado, assim como é pena o treinador passado ter a equipa que teve e este treinador ter a equipa que tem.
Não admire que na conferência de imprensa ele fique fodido com a atitude dos jogadores.

Resumo

Por falta de tempo ficou por registar o que foram dois dias marcantes por vários factores.
O primeiro dos quais é a minha primeira oral em inglês, oral esta que se inicia com a seguinte frase por parte do professor: "i like to give lectures, but examination is shit."
Depois disto que até ajudou a descontrair o ambiente, o professor pergunta-me qual a parte em que estou mais à vontade, altura na qual começo a disparar tudo o que sei. Depois disto acabamos por passar quase toda a matéria para terminar a oral com 17. Nada mau.
A tarde acaba por ser tranquila, aproveito para colocar alguma ordem no quarto desarrumado e confuso e descanso um pouco.
À noite vou ao café ter com o pessoal do costume para o anhanço habitual (melhor que ficar a ver as novelas da noite, certo edgar?) altura na qual também se prepara a noite, pois quinta à noite começa a ser ritual haver saída.
Surge um convite para matar saudades do PES e lá vamos nós para a casa do anfitrião dar corda aos dedos em jeito de aquecimento.
Depois de devidamente aquecidos foi hora de zarpar em direcção ao BA, local já mais que nosso conhecido. Aí foi a história do costume, bebida, fumo, conversas, risadas e discussões técnico-tácticas de várias situações, nomeadamente de onde seria a próxima paragem.
Acabou por ser na roulote ao pé do IADE, onde cada um escolheu o seu petisco e se reabasteceu de forças.
Sendo que a quinta começa a ser tradição, começamos também a conhecer certos hábitos e acontecimentos, as operações stop são igualmente frequentes à quinta e esta não foi excepção. Mas como condutor consciente e avisado contive-me e o balão ficou a zeros, podendo assim o Corsa seguir para casa com os 5 mafiosos que lá dentro iam, um dos quais quase nem percebeu que houve operação stop e o outro não parou de insultar a mesma (vá-se lá saber porquê!).
Para castigo das horas a que cheguei a casa, fui forçado pelo meu pai a levantar-me cedo e a resolver alguns assuntos, sendo que aproveitei para limpar o Corsa das marcas deixadas na noite anterior pelos infames passageiros.
Durante a tarde alguns dos mesmos que estiveram presentes na noite anterior, foram ao ginásio do estádio do glorioso numa sessão tortuosa e complicada a nível físico, mas que rendeu bem para manter os já esbeltos corpos.
Foi uma sessão bastante produtiva e cheia de actividades, sendo seguida por um lanche no MacDonald's e uma visita com direito a foto à loja da Disney.
Bem bonito.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Bob Sinclar Feat. Steve Edwards - Together

Oh yeah we're back now, oh!
More bad news on the radio
Planet Earth she's about to explode, yeah.
The stars have lost their shine today
They have all been blown away
Together, only hope can be away

Let me hear you say

One day, we'll be together
We'll never be apart,
One heart, one mind yeah
One day we'll be together
Remeber this old world is yours and mine (yeah)

See that man with a pen and gun ?
Says its over for everyone (oh no)
No I don't believe it's true
But, I guess its up to me and you
Together, we will find a way through.

I believe in you

One day, we'll be together
We'll never be apart,
One heart, one mind yeah
One day we'll be together
Remeber this old world is yours and mine (yeah)...
Oh oh oh..

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Novos multibancos

A SIBS, conjuntamente com a CML, vão desenvolver um novo sistema de multibanco dirigido para as zonas de diversão nocturna da capital.
O novo sistema vai conter uma nova interface e linguagem para se aproximar dos frequentadores desses locais.

Como podemos ver nesta foto de teste, o boneco foi adaptado para parecer um tipo drogado, bêbado ou xunga, típicos frequentadores dessas zonas.


Também as opções que normalmente encontramos serão alteradas e haverá um interacção maior do sistema com o utilizador passando a incorporar expressões como: "mete o cartão no sítio certo pah!", "tornas a dar pontapés e vou chamar a bófia" "não bebes mais nada hoje, tás uma desgraça" e "não são aceites depósitos de vómito."
Estas são as várias opções para a introdução do cartão, para levantamentos e operações há outras hipóteses: "guita pó cavalo", "guita pó charro", "guita pá bejeca", "guita pó telemóvel". Nas operações temos: "ver saldo para impressionar as miúdas", "ver saldo para não passar vergonhas" e "ver saldo real", sendo que ao escolher esta última é oferecido um lenço de papel para limpar as lágrimas.

Outras alterações estão a ser equacionadas, mas este novo conceito promete ser um sucesso..ou então não.

domingo, 13 de janeiro de 2008

"Faz porque queres e sentes, não porque deves e tens"

Há coisas na nossa vida que acontecem nos momentos mais inesperados e da forma mais surpreendente. Muitas vezes pensamos em demasia as coisas, os resultados e as consequências, as repercussões e os objectivos.
Às vezes tem de ser mesmo assim, mas não tem de ser tudo assim. Há que acreditar nas surpresas da vida, naquilo que resulta da imprevisibilidade dos acontecimentos, no sabor do momento. Às vezes há que não pensar em nada e deixar as coisas correrem.

Às vezes somos pressionados a agir, a ter de tomar uma atitude, a fazer algo que não queremos. Porque tem de ser, porque não podemos deixar passar mais, porque é assim que todos fizeram. Às vezes é verdade, mas noutras nem tanto.
É bom de vez em quando deixar os sentidos guiar a acção, deixar que as coisas surjam no momento, e deixar o racional para depois, ou pelo menos em standby.
É claro que não nos podemos esconder, há que saber ser responsável apesar de tudo, mas saber aproveitar as coisas.

Fazemos planos de acção, traçamos ideais e metas e às vezes sai tudo furado, outras vezes quando já não contamos com nada, já nem esperamos nada a vida dá-nos um presente.
Um presente com o qual ficamos surpreendidos e agradecidos. A mim isso aconteceu, e neste momento sinto-me bem com este pensamento e com esta fase.
Sempre fui racional, pensativo, orientado e ainda o sou, mas já consigo desligar um pouco isso e viver as coisas de forma diferente.
Viver o agora para pensar no amanhã depois. Não o faço em tudo na minha vida, é impossível, mas sabe bem deixar-nos levar, aproveitar e viver. É sentir-nos vivos e alegres. Sinto-me bem assim.
Fazendo porque quero e sinto, não porque tenho e devo.

Dizes muitas vezes que tens defeitos, todos nós os temos, mas tendo defeitos também tens virtudes e qualidades e das maior delas é a tua força, a tua vontade.
Força e vontade que se notam muito no teu trabalho.
Proporcionado pela nossa aproximação pude constatar melhor tudo aquilo que diz respeito ao teu trabalho, já antes te admirava e achava incrível fazeres o que fazes, mas a cada dia sinto isso com mais força. É impressionante a vontade e motivação que tens e encontras no teu trabalho, impressionante como aguentas e suportas a dureza e todas as exigências. Incrível como fazes tudo isso com a maior das naturalidades e vontades, mesmo quando não gostas e não te apetece.
Impressionante..

Incrível como depois de uma semana, que para mim seria descrita como infernal, ainda tens de trabalhar ao sábado e domingo e te encontro, apesar de nitidamente cansada, bem-disposta e sorridente, encarando as coisas com a maior das naturalidades. E ainda me dás uma lição extremamente importante e verdadeira, sobre o trabalho e os sacrifícios que nos são exigidos.
Obrigado, muito obrigado pelo enorme exemplo que és e já te disse, mas reafirmo, que acredito que vais chegar longe!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Vieira de Leiria 2007-2008 (Para o Edgar e Kátia é 2006-2007)

Como já era sabido, o destino da passagem de ano voltou a ser Vieira de Leiria, e a festa voltou a ser imensa! Aqui fica o registo, possível, desses dias.

Dia 1 - Recordar
Este ano a viagem começa de um modo diferente, ainda nem sequer tínhamos saído do Casal e já havia feridos!
Na tentativa de conseguir compactar mais as coisas no porta bagagens da Kátia, e de forma inexplicável, consigo acertar com a porta do mesmo na cabeça dela, fazendo a tamanha proeza de lhe acertar em dois locais diferentes. Escusado será dizer que tive de levar com bocas do incidente durante algum tempo.
Após este infeliz incidente e
depois de chegados novamente ao local do crime, por assim dizer, foi hora de recordar os locais por onde tínhamos estado no ano transacto e voltar a ver os cantos da casa que anteriormente nos acolheu. Felizmente aquela que tínhamos, ligeiramente, destruído não nos calhou na fava, por isso havia um novo mundo para arruinar, que curiosamente aconteceu quando deitamos logo um disjuntor abaixo, mas que foi o único percalço este ano.
Depois de devidamente ambientados, foi também altura de montar arrais, que é como quem diz, montar as Playstation uma em cada casa. Uma dedicada ao PES 2008 e outra ao Buzz e Eye Toy. Foi também por aí que passou o resto do tempo, com uma divisão mais ou menos igual de rapazes e raparigas para cada actividade.
Esta foi uma noite caseira, de ambientação aos comandos, câmara e campainhas e também as bebidas. Começar a treinar o fígado para a absorção de grandes quantidades de álcool. Ainda houve três aventureiros que foram à zona dos bares, mas rapidamente voltaram amedrontados com a frequência dos mesmos e com o frio, ou então com fome de PES.
A animação desta noite ficou-se pelos jogos e umas quantas cervejas, à volta da PS2 ou da mesa de cartas, mas para terminar a noite, os resistentes reuniram-se para um Buzz onde o grito de ordem era: "Preto e Amarelo!!!"
Segundo relataram os companheiros de equipa, eles tinham de esconder o comando para a resposta às perguntas não ser ao acaso!
Findo o jogo houve um chá e bolo para terminar a noite, bolo esse que segundo o Rui Tiago (o mesmo do preto e amarelo) era do Ikea porque se desmontava todo.
É também do mesmo autor a bela frase: "Foram todos para a cama! São umas meninas, amanhã vamos beber todos! Aqueles que não beberem vou apanhá-los todos como os Pokémon!"
Antes de dormir tivemos ainda uma pequena troca de ideias com o quarto das raparigas através da parede, sendo que, segundo o Miguel, a Kátia estava encostada à Tânia, a Tânia encostada à Kátia e no meio ainda estava o vice-versa. Brilhante pensamento para terminar o dia.

Dia 2 - Libertação
Neste dia, e ao contrário do ano passado, não começou com a habitual futebolada. A mesma ficou reservada para a parte da tarde, em vez disso fomos à Eucaristia na Igreja da Praia da Vieira, onde partilhámos com a comunidade local o factor que nos distingue de um qualquer grupo de amigos.
Depois disso iniciaram-se os trabalhos do almoço, e claro que os outros voltaram ao PES e Buzz.
Depois do almoço bem regado, iniciaram-se os preparativos para o grande embate. Mais uma vez equipados a rigor, lá fomos nós para esse magnífico encontro para o qual o resultado não interessa muito, mas sim o convívio e para outros o exercício físico.
Depois de tanto esforço para alguns, as cãibras já faziam moça em alguns (nomeadamente eu) e foi altura de regressar e preparar o jantar, enquanto isso uns iam ao banho e outros, adivinhem só, estavam no PES e no Buzz.
Aproveitei este tempo para limar as últimas arestas do meu stand-up, que este ano pecou por falta de preparação, houve muita outra coisa a ocupar o meu tempo que o stand-up foi sendo relegado para último. Ainda assim confiei na minha capacidade de improviso, nalgumas (poucas) piadas bem conseguidas e sobretudo no alto estado de embriaguez da audiência.
Chega o jantar, e começo a ver as coisas bem encaminhadas para a embriaguez de parte da audiência, menos mal, pode ser que as coisas até corram bem. É também a altura de tratar da minha embriaguez senão seria também complicado enfrentar aquele público num estado normal
Depois de loiça lavada e mais umas bebidas começou tudo a colocar-se em posição de me escutar, mas antes de começar tive de fazer alguns preparativos informáticos assim como esperar pelo Edgar, que devia estar a desejar o bom ano à sua família toda pelo tempo que demorou ao telefone.
Bebo mais um pouco para acalmar os nervos. Se mexer muito a cabeça já fico tonto, estou no ponto! Lá vou eu enfrentar as feras.
Eram 22h35. Às 23h05 terminei.
Por um lado uma sensação enorme de alívio, mas também de insatisfação com o facto de as coisas não terem corrido tão bem como esperado. A falta de tempo para mais e melhores piadas notou-se. Ainda assim houve risos e aplausos, o que não deixa de ser bom sinal.
Depois disto foi hora de rumar aos bares e deixar um pouco a casa de lado. É claro que não podíamos ir de mãos vazias, por isso munidos com charutos, cigarilhas e do importante kit botellon lá fomos nós.
Estava tudo cheio como de costume, mas lá conseguimos arranjar um espaço para que todo o grupo ficasse junto, até conseguimos interagir com o DJ e pedir Buraka.
Os acontecimentos seguintes são complicados de descrever, penso que pelo facto de a bebida estar no pleno do seu efeito, porque a recordação que tenho é a de já estar cá fora sem perceber muito bem como. Contingências da bebida..
A seguir já estamos de volta a casa, para recarregar o kit, mas desta vez para um nível superior,
o chamado "Chanparrilion". A mistela consistia em juntar quase tudo que apareceu à frente, mas por incrível que pareça, ficou uma delícia!
No meio disto ficámos em conversa com os vizinhos de baixo, que provaram a mistura e em troca ofereçam da deles, numa troca comercial proveitosa e que incendiou mais o nível de alcoólico de alguns.
Já devidamente abastecidos e recarregados, regressamos à zona dos bares, onde outros já regressavam a casa, tal não fora a nossa demora.
Foi aí também que voltámos a encontrar os nosso vizinhos, e foi ai também que o Chanparrilion foi despejado, levando à desgraça alguns elementos, sendo que outros conseguiram fugir ao tiroteio.
Já com os estragos feitos, foi altura de retornar à base para tratar dos danos. Havia particularmente dois mais afectados, e o mais fraco de estômago não aguentou a pressão tendo sucumbido à visita do grego. O outro, apesar de combalido consegui ser forte, mas estava num estado tal que apenas com um poção milagrosa conseguiu aguentar a noite.
Os outros olhava a desgraça e tentavam ajudar de alguma forma. O cenário podia ter sido bem pior, pois já alguns estavam debilitados, mas o regresso a casa fez com que tivessem de recuperar a postura, pois era necessária para conseguir carregar a tempo e responder em condições ao Buzz desportivo.

Dia 3 - Recuperação
Os estragos do dia anterior foram marcantes e a manhã foi passada em recuperação e análise das baixas causadas, mas não podíamos ficar de braços cruzados, pois havia um batalhão para alimentar. Essa responsabilidade era neste dia também minha e por esse facto foi altura de arregaçar as mangas e por mãos ao trabalho. Sobre as ordens das Capitãs Kátia e Joana, fomos instruídos de forma precisa sobre o que fazer para recuperar alguns soldados e preparar outros para o dia, este sim, de festa e desgraça total.
Depois de mais um almoço bem regado, e tendo em conta a constante lentidão de certos recrutas ao comer, as meninas seguiram mais cedo para o café, enquanto os homens ficaram a fazer coisas de homens, ou seja nada.
Mais tarde lá demos por falta de alguém que nos dissesse como nos comportar e que estávamos a fazer muito barulho, foi aí também que nos lembrámos de ir ter com elas ao café preparados para dar uns toques na bola de futebol, e por indicação feminina, levámos também a bola de voleibol.
Depois de muita brincadeira pelo caminho, algumas fotos de equipa, chegámos ao local e claramente percebemos que não íamos jogar futebol, a temperatura da areia era tal que podia congelar os nossos cérebros de tal maneira, que não seriamos capazes de fazer mais nada a não ser dizer barbaridades, falar de futebol, gajas e ainda mandar uns arrotos.
Decidimos juntar-mo-nos às raparigas e efectivar aí um convívio bonito e saudável, tirando os violentos insultos à clara nabice do Edgar por parte da Sandra, as palhaçadas à Charlot do árbitro Jota, as invasões constantes ao terreno adversário feitas por mim e o fervoroso público que nos insultava a cada jogada falhada.
No fim foi altura das fotos bonitas e românticas com o por do sol como fundo, aqui tivemos o jornalista destacado para a cobertura deste evento em grande, mas ao chegar à redacção foi-lhe dito que precisava de focar as fotos antes de as tirar..
Depois das caminhadas e do desporto, estava na altura de nos prepararmos para a grande ceia e a correria ao banho foi complicada, uma vez que apenas tínhamos uma casa de banho funcional, pois o borrego que estávamos a assar para alimentar um regimento de mânfios ocupava o gás de uma casa inteira.
Depois de todos bonitos, arranjados e perfumados, esperámos a conclusão de tamanho petisco e mantive-mo-nos entretidos com algo que ainda não tínhamos experimentado, o Buzz.
Jantar pronto, oração feita, está na altura do assalto, o problema é que era um assalto complicado, pois havia muita gente aviadora e pouco espaço na pista.
Comida impecável e bebida ainda melhor e começam os brindes. Pelos que estão, não estão, estiveram e vão estar, por isto e por aquilo, tudo serve para beber mais um pouco.
Já tocados pela bebida alguns embarcam em brincadeiras de cariz homossexual, brincadeiras que parece que ficaram registadas e que podem servir para mais tarde arruinar carreiras e destruir reputações (que figuras...).
Foi também nesta altura que o Edgar pergunta se alguém está interessado em tomar o último café de 2006.. Acho que alguém parou no tempo..
Depois das sobremesas começou a festa que durou até à meia noite, altura em que todos cantavam que queriam voar bem alto para o arco-íris, assim como a Kátia que pega no microfone e deseja um bom 2007 a todos (bêbados..).
Depois de terminadas as celebrações na casa, e tendo os meninos da noite anterior bebido com calma e moderação, partimos para os bares e verificamos que a lei do tabaco ainda não estava em vigor. Indignados com o sucedido recusámos participar nessa ilegalidade e regressámos a casa onde fizemos um jogo de Buzz em que quando se errava bebia um shot.
A parte do Buzz ainda fizemos, a do shot ficou por fazer.
Terminado mais um Buzz, estava na altura de descansar para no dia seguinte arrumar e regressar, mas ainda tive de retirar uma princesa delicada e preguiçosa que adormeceu na cama dos rapazes, princesa essa que voltaria para amedrontar o sossego do nosso quarto e não nos deixando dormir. Ainda pensámos coloca-lá fora do quarto, mas havia um cheiro imundo que tomava conta do exterior e por mais chata que fosse não merecia tamanho castigo.
Depois de nos deixar, tivemos nós de ir ao quarto delas, para contar uma história de adormecer, história essa que foi despachada em três tempos e que contava com mais "e depois" do que com partes da história.
Por volta das 7h da manhã lá conseguimos adormecer.

Dia 4 - Regresso
Acordei às 13h30 quando já havia movimento de arrumação e a muito custo lá tivemos de nos levantar e ajudar nas arrumações.
Chegou altura de partir em direcção, mais uma vez, ao Mac onde faríamos uma paragem para abastecer os estômagos, não sem antes eu entornar um euro de sem chumbo 95 nos pés, tal não o meu estado de estupidez. Depois de estar com o estômago cheio voltei ao meu estado normal, não quer dizer que deixasse de fazer e dizer disparates, mas eram em quantidade menor.
O resto da viagem foi normal, eu enquanto DJ é que estava com algum azar, visto que as boas músicas que apanhava estavam sempre a acabar.
Pelo menos voltei a ouvir o elogio que a minha voz fica bastante bem rouca, nada mau para terminar a viagem!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Noite de grande reflexão

Apesar de já ser nossa intenção um encontro entre São Brás e a Nazaré, esse encontro tornou-se forçado com um trabalho inerente à formação. Trabalho esse que se revestiu de uma importância extrema e que exigiu de nós grandes índices de concentração e um elevado pensamento profundo. Foi uma reunião extremamente produtiva e relevante para todos os seus intervenientes. Para o comprovar aqui fica o registo fotográfico da mesma.


Não se deixem enganar pela aparente descontracção, era um ambiente de cortar à faca!


Depois do grande esforço os resultados começaram a surgir.


E que melhor forma de registar as conclusões do que com uma caneta toda tuning.

Foi assim uma noite intensa e de grande reflexão, ainda hoje os seus autores a recordam, pois o que dali retiraram é de grande valor e importância, assim como as consequências de tamanha reflexão ainda não estão totalmente ultrapassadas e infelizmente muitos esgotaram os seus neurónios ali.

Para lembrar essa noite ficam aqui algumas citações que ficarão para a história:

"Jesus Cristo não foi grande teólogo na teoria."
Kika

"-Fui ver o Dalai Lama.
- Grande concerto!"
tx

"Teólicos."
Nickas

"- Tu não sabes fazer m's.
- Tu não sabes fazer o's, fazes u's fechados!"
Kika e Yo

"27+4 = 55 o que dá 7,25."
Kika

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Este ano não há Dakar

É verdade, mas parece mentira, mas este ano não temos Dakar.
A notícia causa estranheza porque não memória de não haver um Dakar.
Claro que um Dakar é sempre uma caixa de surpresas e há sempre problemas com os quais a caravana sempre soube lidar, mas desta vez o problema surge antes da partida e condiciona muito o percurso delineado.
Mas este cancelamento trás outras repercussões, eu percebo e compreendo as razões da organização, mas o problema maior é que cedemos às ameaças, ao medo que algo aconteça. E faze-mo-lo de uma forma que confere uma vitória moral aos que não passam de cobardes. Podia-se ter-se visto alternativas, rotas diferentes, mas não. Anula-se um Dakar inteiro.
Grande problema para futuros eventos, não só o Dakar do próximo ano, mas quem sabe o Euro deste ano e o Mundial de 2010 na África do Sul.

Abre-se um precedente complicado para o mundo, e daqui para a frente talvez seja bem pior.

Primeira saída do ano

Ontem aconteceu a primeira saída da noite, dentro do ambiente Casal de São Brás. Tínhamos outros planos e aventuras marcadas, mas o frio e a chuva furou-nos o esquema, mas quando a vontade é diversão, nada nos para e acabámos por conseguir encontrar um consenso e um plano de acção. Posto o plano em movimento acabou por ser uma grande noite!
Há surpresas que nos deixam realmente espantados, e citando o André, "as noite combinadas em cima da hora são as melhores!"
Esta foi sem dúvida uma delas, e não era nada mau que 2008 fosse sempre assim!

Mobbit Systems

Por vários factores acabei por não colocar aqui informação sobre a minha participação na Mobbit Systems, participação que terminou no início do mês de Dezembro, e que por diversos factores não teve continuação.
O meu trabalho era simples e era uma rampa de lançamento para outros projectos, mas houve demasiadas hesitações por parte deles sobre o que seria de facto o meu projecto e quando esse trabalho ficou definitivamente decidido já meio mês se tinha passado.
Depois foram os problemas com as plataformas, a criação de um ambiente de desenvolvimento na minha máquina demorou igualmente o seu tempo, mas depois de mais uma semana e meia desse trabalho começou verdadeiramente o projecto.
Mas também aqui houve os seus problemas, era um projecto sem qualquer documentação, sem qualquer explicação das funcionalidades e numa linguagem com a qual nunca trabalhei, o que se tornou um desafio maior, pois demorava mais tempo para compreender o trabalho e as várias ligações do mesmo do que propriamente a trabalhar.
Ainda assim o trabalho foi avançando no seu ritmo e verdade seja dita que não me posso queixar da falta de apoio presencial, apesar do imenso trabalho que por lá passava, mas é também verdade que algumas questões podiam ser facilmente resolvidas por mail e não eram.
O trabalho foi terminado e apresentado, e foi também aí que me foi revelado que o esperado de mim, e da outra estagiária, era bem mais naquela altura.
Após uma conversa construtiva, cada um percebeu o que tinha corrido mal em cada uma das partes, chegando-se a um consenso que a culpa era das duas partes, mas ao mesmo tempo não era forçosamente de ninguém.
Ficou de se falar internamente se valia a pena apostar na continuidade, uma vez que agora já estava bem mais entrosado no projecto e seria mais fácil e rápido o desenvolvimento.
Essa aposta não sucedeu e com isso termino a participação na Mobbit Systems, pelo menos por agora, nunca se sabe o futuro.

No fim agradeço a João Tacanho pela oportunidade e pelo apoio, assim como Jorge Fontes pela ajuda e tempo investido em mim, tal como alguns momentos engraçados quando nenhum dos dois percebia como era possível o programa não esta a trabalhar.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Vieira de Leiria - O Regresso

Este ano voltamos mais uma vez para Vieira de Leiria para os festejos do final do ano, com algumas pessoas novas e outras que, infelizmente, não puderam estar presentes. Ainda assim a festa promete ser animada como sempre. Existem imensas actividades programadas e que suscitam grande interesse que parece que o dormir vai ser a única que ninguém vai querer fazer!
Para grande tristeza minha este ano não tenho o meu grande talismã do ano passado, o Swatch mágico que me ajudou a conquistar e arrasar está longe, bem longe, e por isso este ano terá de ser apenas o meu charme e astúcia a fazer o todo o trabalho!
Vamos ver como correm as coisas!

Umas boas entradas e um novo ano cheio de sucesso!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Christe lux mundi

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Here I am. What are you're other two wishes?

No fim de mais um Natal, e apesar de não ser esta a sua essência, é sempre engraçado fazer a contabilização dos presentes recebidos.
Não posso dizer que foi um mau ano, foi um bom ano, mas sinto-me bem sobretudo com as amizades que continuaram e aquelas que floresceram ao longe deste ano.
Recebi alguns postais, alguns dos quais bem bonitos poiso que diziam vinha expresso em números que às vezes dizem mais que palavras, eheh.
Recebi também livros, livros que muito vão ajudar nos desafios do presente e quem sabe no futuro.
Recebi também roupa, mas não é uma roupa qualquer! Uma t-shirt e uma sweat personalizadas! Ah pois. A mensagem de cada uma é, respectivamente:
"Here I am. What are you're other two wishes?"
"I'm nobody.
Nobody is perfect.
So, I'm perfect!"