Futebol tem disto
Benfica vs Boavista
Mais um jogo a contar com a presença aqui do assistente de serviço. Fico nas revistas, com a garantia que acabaram as dispensas a meio dos jogos, não que esse mal me afectasse, sempre muito bem trabalhado esse esquema e nunca fui para casa mais cedo. Jogo que prometia enchente, enchente que aconteceu, mas algo que começa a ser hábito.
Começa o jogo, altura de ligar o rádio para acompanhar o relato da bola.
Aos 30 minutos da primeira parte, sou chamado para dentro. Bancada Coca-Cola, mesmo atrás da baliza do Boavista. Lugar à patrão, dois tipos até se desviam para eu poder ver melhor.
Situações de perigo sucedem-se, se não é o guarda-redes é o poste, senão é o poste é ao lado.
Os nervos apertam com o tempo a passar, mas não há maneira de a bola entrar.
Apito final. Das melhores exibições que vi o Benfica fazer, num manancial ofensivo incrível, mas que se traduz na ausência de golos.
No final um abraço do Zé do Laço, é bom ver que no meio de arruaceiros ainda há quem saiba apreciar o futebol pelo que o futebol é.
O que foi já foi, próximo ponto, entregar o casaco, chegar ao carro, as pernas já pedem descanso e a barriga pede comida mais sólida, este metabolismo não aguenta só sandes e bolachas.
Chave na ignição e vamos para casa, complicações de trânsito ultrapassadas parecia que a estada era só minha, o carro um empregado fiel que respondia com rapidez e eficácia a todos os meus pedidos. Estou em casa. Vamos comer.
Vou às festas, estou arrebentado mas vou. Ainda não dei os parabéns a quem os merece, e tenho de ver se o Rufia e o Smartie se portaram bem, senão vão rolar cabeças, sendo que a primeira era a minha.
Chego e a festa ainda no auge. Começo a ver caras conhecidas e começo a receber os primeiros carinhos e mimos. De repente sou solicitado em todas as frentes e não consigo chegar a todos, pessoas fazem má cara, eu percebo, mas isto enche-me o espírito e a alma. Num ápice já não há dores nas pernas e estou em pleno recinto a tentar dançar a valsa, enquanto dois homens dançam juntos enquanto um toca nos genitais do outro. Não há condições.
Começam as piadas parvas e as dicas manhosas enquanto uma cerveja escorre pelo goto. Começam os planos para o depois. Destino mais que certo: Festa em Santos à borla. De repente o telefone toca "Urgentíssimo!" é o que oiço do outro lado. Mas que cagaço, afinal era mais um da pandilha com planos alternativos. Ele cede de bom agrado ao nosso. Telefone toca outra vez, é preciso alguém com capacidade de orientação e responsabilidade numa das viaturas. Lá vai o pai tomar conta das crianças.
Santos a rebentar pelas costuras e lugares para o carro nem vê-los. Mais volta menos volta fica ao pé da embaixada da China. Tio Chang a tentar-nos? Não. Hoje o dia era para outros sons.
Lá damos com o sítio e a festa tá morna, mas o espaço é bom. Rapidamente começa a festa a sério com os DJ's. Começa a bombar, não consigo ficar parado, é algo que não depende de mim. Mais um copo, mais uma brincadeira, mas uma piada. Sou assim, e gosto de ser assim.
Natureza chama e temos de vir cá fora mudar a água. Casa de banho a lembrar Colónia, mas com metade da merda. Voltamos para dentro e desta vez para bem perto do DJ, há que sentir melhor a vibe, ou pelo menos não sentir a corrente de ar.
Tocam as badaladas e está na hora. A noite avança a passo rápido e os próximos dias vão ser longos e duros, temos de poupar o corpo de excessos. No caminho ainda dá tempo para um snack, uma pastelaria aberta às 4h da matina calha sempre bem. Deixamos uns em casa outros no trabalho e cama.
Aposta feita na noite anterior amima a manhã e o caminho frio até ao BES. Mas infelizmente temos meninas mascaradas de homens que adormecem e esquecem-se dos compromissos. Encontro marcado para as 9h30, transformasse em espera até às 10h20.
Jogo complicado. Exibição com altos e baixos, muitos baixos. Muito pau e pastel pelo campo e até cabeçadas no chão.
Temos de bazar, a nossa ajuda é requerida noutro local. Com o Samuel a acompanhar na viagem, chegamos rápido. Muito ferro no chão e nenhumas instruções. O caso avizinhava-se complicado. Afinal era simples e fácil. Tendas para a janta montada com promessa de comida à borla.
Casa. Almoço. Cama. Blog. A seguir começa nova maratona que deve terminar amanhã por está hora, com uma pausa para 4/5 horas de sono.
O corpo queixa-se, mas o espírito anima-se.
6 comentários:
Diz-me lá se não gostaste de que chamassem de forma urgente? Quer dizer, não fui e depois sou apelidado de menina por trabalhar que nem um cavalo a semana toda, mais de 10 horas por dia e de me ter ido apenas relaxar um pouco sexta de noite, ficando a dormir no Sábado de manha do esforço semanal. Não sou como aluguns que têm largas semanas de férias entre o periodo de aulas.
Prá próxima não te telefono é o que é. Depois queixa-te.
Pedro Castelo
Também não sou eu que desapareço quando é para ir acarr e arrumar cadeiras no antigo cartório.
Depois a menina são os outros!
Pedro Castelo
Queria dizer acartar e não acarr!
Peço desculpa,
Pedro Castelo
Lamento se as minhas palavras foram mal interpretadas. A referência aos "homens mascarados de meninas" era para aquele que sempre insistiu para não faltarmos e que acabou por adormecer.
Deixa ver se conheço esse gajo??
Tipo EDGAR....
eu cheguei atrasado, mas tenho desculpa...disse ao edgar para me telefonar!! este como adormeceu...ahahahah....
a vinda para casa depois do jogo foi mto boa...grande música a do Samuel...
irónico como os mal-entendidos nos blogs são fruto do maior rasgo de comentários registados, um bom exemplo neste caso, em que o blog de uma menina que descreve a sua agitada vida, paradoxalmente um período de 2 meses de férias, é mal interpretada e lá está toda a gente a comentar, bah!
(estou alegre! pk estas alegre? parapara!) lol
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