O amor é um lugar estranho
Mas um lugar onde nos sentimos bem e o qual procuramos muitas vezes e em várias ocasiões da nossa vida.
O amor é uma força, uma certeza, um estado de espírito, uma definição, façamos o que fizermos é algo que não é possível dissociar e em certos momentos impossível de esconder ou disfarçar.
É uma condição do dia-a-dia, mais forte, mais fraca, mais presente, mais notada, mais sentida, ou não mas algo que está connosco e que nos acompanha.
É algo inegável e inexorável.
Por mais que queiramos não dá para fugir, não dá para esconder, não dá para não sentir.
Podemos arranjar formas, maneiras de o tentar manter afastado do nosso pensamento mas a ceta altura vamos ter de o enfrentar e confrontar, na sua forma mais crua, mas pura e bela, e nessa altura ou damos a cara por ele ou o mantemos escondido e revoltado dentro de nós.
Escolho desafiar, desafiar a comodidade, a rotina, desafiar os sentimentos e a segurança, entregar tudo que tenho por algo que acredito, por algo que sinto bem mais forte e quero que continue dessa forma e que cresça, que se desenvolva e me continue a alimentar positivamente.
Enfrento a dor, a desilusão, realidades bem próximas e conhecidas da condição de apaixonado, realidades com as quais temos de lidar e com as quais aprendemos grandes e valiosas lições.
Há que saber cuidar de nós e do nosso coração, saber a quem o devemos abrir e mostrar, a quem o devemos confiar para cuidar e tratar.
Quando se é novo têm-se sempre imensas paixões, um dia é uma noutro dia já é outra, é o ciclo natural da vida, do crescimento e da evolução, até que começamos a aprimorar os sentimentos e deixamos de os entregar a qualquer pessoa, passa a ser um processo de selecção, talvez natural, de identificação, de ligação em determinado contexto e determinada fase, pois tudo isso pode mudar e ser abalado de forma a marcar futuras relações.
Existe às vezes também aquela sensação de "She's the One!", quando muito bem pode ser o nosso coração a apontar para o lado errado, quando de facto pode ser mesmo a pessoa certa para nós.
Há também a banalidade das palavras e da forma como são ditas e apresentadas, a facilidade como se gastam as palavras e todos dizemos as coisas porque são bonitas e ficam bem no momento sem sequer perceber o que se diz.
Falo pouco de sentimentos, é facto, tenho dificuldade nesse aspecto, mas não tenho medo de dizer as coisas quando as sinto, e se as digo sinto-as de verdade e no momento que as digo, se acaba por ser no momento certo não sei mas isso já outra conversa.
Tenho bem recente a última vez que falei dos meus sentimentos a alguém e da forma que o fiz, das palavras que usei, não só porque o queria dizer há algum tempo, mas sobretudo pela verdade e por ter o coração na boca, no sentido literal das palavras pois foi mesmo de coração que disse o que disse e é com o coração que continuo a sentir da mesma forma.
Há coisas que acontecem que simplesmente nos deixam sem palavras e por muito que vá tentando colocar em palavras, frases ou textos aquilo que me vai passando pela cabeça e, sobretudo, pelo coração, é sempre complicado de o fazer, existe tanto para ser dito mas se há coisa que não é para ser dito mas sim vivido é o amor.
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