Recordar é viver II - emoções
Uma das grandes descobertas da Internet são os instant messenger, não só porque permitem comunicar com amigos, colegas e família muito rapidamente e facilmente, mas também porque escondem um poder estranho. Esse poder é o poder reivindicativo, afirmativo, declarativo, emotivo que os nicks podem demonstrar.
Eu tinha dificuldade, e ainda tenho um pouco, em entender como se podia estar sempre a mudar de nick, como é que tinham imaginação para encontrar sempre aquelas frases que nos deixam a pensar, frases que parecem dirigidas a nós, mas que são a exteriorização de emoções e sentimentos de uma outra pessoa mas que parecem escritos propositadamente para nós.
O que aqui escrevo surge por impulso de um determinado nick, mas resume também ideias retiradas de muitos outros.
O nick não era assim, mas eu interpretei-o assim:
"entra por esta porta agora, tens meia hora, que dirias/farias para mudar a minha vida?"
O que faríamos para mostrar a essa pessoa o seu valor, a sua importância? Como demonstrar que admiramos as suas qualidades, respeitamos as suas virtudes e, acima de tudo, aceitamos os seus defeitos? Como fazer a diferença para a mudança na vida dessa pessoa?
Será que fazer grandes alaridos e demonstrações ocasionais do nosso sentimento servem para mostrar realmente aquilo que sentimos por essa pessoa? É claro que todos gostamos de saber que somos relevantes na vida de alguém, mas quando a nossa relevância é solicitada somos capazes de responder?
Será que uma simples demonstração de amizade, não é suficiente para a pessoa perceber o seu lugar na nossa vida e se sentir valorizada?
Será que fazemos essas demonstrações assim tantas vezes quantas queremos? Se calhar não passa pelo querer mas sim pelo poder, se tiverem oportunidade parem, pensem, e apercebam-se que basta um gesto, um simples gesto pode fazer toda a diferença.
Não é preciso muito, basta estar lá e simplesmente ouvir o que o outro nos tem para dizer, muitas vezes só isto ajuda bastante.
Usando mais um nick para terminar:
"é por acaso que as pessoas entram na nossa vida, mas não é por acaso que nela permanecem"
originally posted by tx @ 15 de Junho de 2005
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