quinta-feira, 29 de maio de 2008

Fitas

Este ano foi a minha vez de ser chamado finalista. Nem me apercebi bem do chegar desse estatuto e como já é meu hábito, dei conta disso tarde, pelo que muitos preparativos foram feitos à pressa e sem muita noção do que estava a ocorrer.
Ainda assim as fitas foi algo que me preparei antes, mas em que a recepção ocorreu, invariavelmente, em cima da hora. Por isso mesmo e com a correria de todas as coisas da bênção, e não só, foi claramente impossível conseguir ler, e sobretudo, perceber e compreender o sentido e o significado das palavras escritas no tecido azul, branco e vermelho que distribuí por família e amigos.

Durante a tarde do dia da bênção, tirei um tempo para conseguir ler todas e fiquei sensibilizado, tocado e emocionado por todas as palavras escritas e que me foram dirigidas.
Quando escrevemos a fita a outros, escrevemos apenas uma fita, e no meu caso penso sempre que nunca consegui escrever nada de jeito, nem o que queria, pelo que ter muitas fitas era novidade e foi algo impressionante. Não tinha noção, nem ideia sobre o que seriam as minhas fitas, mas tenho a dizer que estou genuinamente impressionado e contente.
Estou igualmente agradecido a todos e volta e meia lá vou eu reler novamente uma fita ou outra. É uma coisa bonita.

Houve várias fitas que me tocaram, mas há uma que gostaria de destacar, pode parecer fácil perceber qual é, e de facto é fácil, mas a razão pela qual gostaria de destacar já não é tão trivial.
Essa fita marcou-me muito e continua a marcar de cada vez que a leio, é incrível como há sempre algo mais para descobrir nas pessoas e é mais incrível a forma como vamos fazendo essa descoberta!
Para quem nem queria fita, depois passou a dizer que não escrevia nada de jeito, depois disse que não ia escrever tudo, depois disse que ia fazer desenhos, até que nem saiu nada mau (com direito a mensagens secretas e tudo)!

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