Revivalismos
Aproveitando o fim das aulas e as férias dos meus pais, têm-se feito várias arrumações pela casa, tentando aproveitar melhor o pouco espaço que há. Entre tralhar que nem se percebe bem porque foi guardada, há coisas que merecem estar num canto especial da casa, assim como da minha vida. No meio destas arrumações todas tenho vindo a (re)descobrir pedaços da minha vida.
Encontrei grande parte dos meus brinquedos de infância e é engraçado recordar as brincadeiras que com eles fazia. Os Power Rangers, Moto Ratos de Marte, Batman, VR Troopers, Gárgulas, Tartarugas Ninja, os carros, os Legos, os berlindes e tantos outros! Os meus livros de infância, as bandas desenhadas, as cassetes de música e de vídeo. Objectos materiais, mas que guardam muitas recordações, sentimentos e horas perdidas à sua volta.
Mas os tempos mudam, e no âmbito da reciclagem, muitas dessas coisas são já brinquedos do meu afilhado - quem diria que as tartarugas ninja seriam ainda hoje actuais! - assim como do meu pai. Estando ele de férias tem passado grande tempo a rever a minha colecção VHS do James Bond, isto apesar de já dar uns toques no DVD e na sua primeira tarde de férias ter visto 10 episódio da série Jericho que estavam lá para eu ver.
É um pouco estranho ver o meu pai a fazer perguntas sobre as séries que vejo, ainda para mais volta e meia diz coisas que ainda não vi!
O Rodrigo também saiu beneficiado com o regresso do VHS, depois de já saber os Shreks e o Tom and Jerry de trás para a frente, tem agora possibilidade de ver o Rei Leão e outros clássicos Disney, como também as horas de Dragon Ball que ali estão.
Os mais puristas que fiquem descansados que ele ainda não chegou ao Dragon Ball, ainda está na fase dos Leões lembram-se?
A minha sala virou um verdadeiro salão de multimédia, onde o VHS, o DVD, o DIVX, o CD, e a K7 se misturam numa sinfonia do passado, presente e futuro!
Quem ficou prejudicada foi a minha mãe, os seus intuitos de arrumações esbarraram nas minhas recordações e nas caixas que eram para ser arrumadas e que acabaram por ficar espalhadas pela sala. Já tentei insistir que é por uma boa causa, mas a conversa não pegou e por isso já teve de ser tudo devidamente arrumado.
Foi um experiência engraçada de reviver o passado num momento de definição do futuro.
Sem dúvida que as coisas não acontecem por acaso.
No meio de tudo encontrei isto:
As esperas no médico eram mais fixes graças a este menino!
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