Continuação
Ao longo deste tempo de inactividade do blogue, muita coisa aconteceu e algumas mudanças foram acontecendo na minha rotina diária, sendo que vou tentar fazer o resumo de (quase) tudo que mudou.
Primeira mudança: regresso aos transportes públicos
E este regresso até agora tem apenas aspectos positivos a salientar!
Para começar estabelece um preço fixo para a despesa em deslocações ao inicio do mês, nada de andar a fazer contas aos cêntimos de aumento e aos quilómetros feitos para calcular a próxima visita à bomba e com isso acabar por ter despesas flutuantes. Há um preço tabelado, e que me garante mobilidade para vários transportes e locais.
Um segundo aspecto é qualidade de vida.
Digam o que disserem, conduzir todos os dias é desgastante, cansativo e pouco produtivo.
O estar a correr para chegar sempre a horas, as filas de trânsito, o estacionamento, os aselhas, os sinais e tudo mais que se enfrenta no trânsito não contribui para uma qualidade de vida. Já estive nessa situação e sei que comigo era assim, chegava muitas vezes ao fim do dia mais cansado do trânsito que do trabalho/estudo, e isso causava também a perda do prazer de condução. Agora como a condução ocorre com menos regularidade, cada vez que pego num carro é uma alegria, parece que voltei a ter 18 anos e o meu pai está-me a deixar guiar uns metros para ganhar experiência.
O terceiro aspecto é disciplina.
Pelo facto de não sermos nós a pautar o horário do transporte, temos de criar disciplina para conseguir cumprir os horários dos transportes. Caso contrário corremos o risco de nos atrasarmos e isso não convém nada.
Aqui surge o primeiro, e até agora, único senão dos transportes públicos, os atrasos. Felizmente que esses atrasos não são generalizados e alguns até servem de incentivo para conseguir despachar-me mais depressa, nomeadamente a minha relação com a 143.
O horário a que passa pela paragem nunca é o mesmo, uns dias chega cedo, outros chega a horas, outros chega tarde e o mesmo acontece comigo, o problema é que nem sempre batemos certo.
O quarto aspecto é o contacto social.
No carro maioritariamente vamos sozinhos, e isso não possibilita o contacto entre as pessoas. Muitas vezes acabava por me referir às pessoas pela marca e modelo do carro, o que reduzia as pessoas a máquinas.
Nos transportes há toda uma vertente de contacto social que é fascinante. Toda uma multiplicidade de vidas e formas de estar que se cruzam e convivem num mesmo espaço.
Depois há também os encontros, os avistamentos e os sósias.
Os encontros porque se encontram pessoas nos transportes que já não víamos há imenso tempo.
Os avistamentos porque ou vemos alguém conhecido ao longe, ou então porque vemos alguém conhecido mas que não sabemos de onde e então ficamos o resto do caminho a traçar mapas na cabeça para saber onde já vimos essa pessoa.
Os sócias porque é inacreditável o número de pessoas que são extremamente parecidas com alguém famoso!
Segunda mudança: horários
Entrado no esquema do mercado de trabalho full-time, a jornada de trabalho tem um determinado horário que passa a condicionar tudo o resto. Com isto criam-se determinadas rotinas e o tempo para se alcançar tudo é limitado e tem de ser bem usado, aproveitado e doseado. Nem sempre esta gestão é fácil, sobretudo com uma namorada com um horário nada flexível e com uma agenda mais preenchida que o primeiro-ministro.
Mas essa gestão também se aplica a mim, uma vez que algumas das minhas actividades ficaram relegadas para segundo plano, por falta de tempo, ou pelo ganho de importância de outras. Uma das quais foi o blogue que gradualmente foi ficando para trás.
Terceira mudança: não há mais tpc
Apesar de se estar a tentar fazer uma Tese (trabalho não muito fácil, mas que fica para outra actualização), é sem dúvida um descanso puder chegar a casa e não ter nada para fazer. Simplesmente ter a oportunidade para deixar tudo e descansar.
Às vezes na loucura até dá para ir dormir mais cedo, acredita que faz maravilhas para o resto da semana.
Esta "leveza" fora do horário de trabalho também se estende para o fim de semana, que é sempre curto para tudo, mas que é sempre vivido ao máximo. Às vezes acaba por comprometer o descanso, acabando por ser dormir menos horas que o habitual, mas se for por uma boa causa até se aceita.
Quarta mudança: novos conhecimentos
Com o final de alguns estudos, do estágio e o ingresso numa nova empresa e num novo projecto, há também muita coisa nova que me rodeia. Com isto surgem também novos conhecimentos e novas realidades, quer seja por comparação de empresas, de formas de trabalho, de colegas, de chefias ou por outra coisas qualquer. Tudo é novo e tudo é diferente e feito de forma diferente, pelo que todos os dias há novas coisas para aprender e para conhecer.
A realidade particular do funcionalismo público é também uma grande experiência, com a possibilidade de ver os pontos positivos, mas sobretudo, os negativos de um monstro da administração pública.
Quinta mudança: mais informação
Como o tempo despendido nas deslocações casa/trabalho ainda é algum, há que conseguir rentabilizar esse mesmo tempo e por isso tento aproveitar da melhor forma para me conseguir informar melhor sobre o país e o mundo. Para isso muito contribuem os jornais gratuitos distribuídos à entrada da Estação da Amadora e que, apesar do conteúdo reduzido dos artigos, ajudam a ter uma percepção geral do que vai acontecendo, percepção essa que é mais tarde aprimorada com outros conteúdos obtidos através de outras plataformas.
É interessante o fenómeno dos jornais gratuitos, que acabam por levar informação a pessoas que muitas vezes não sabem ou não conseguem estar informadas.
De entre o vário leque de ofertas não tenho nenhum favorito, mas existe um que me desperta alguma simpatia e que dá pelo nome de "SEXTA". Porque será?
Sexta mudança: namorada
Não é propriamente uma mudança, pois já vamos fazer um ano de namoro, mas sem dúvida que muita coisa muda diariamente numa relação.
Sinto que não somos os mesmos que quando iniciamos esta relação, mas que ainda há muita coisa para mudar e melhorar. Todos os dias há lutas, conquistas e cedências, mas sempre as coisas correm bem, mas há sempre o desejo e a vontade que as coisas funcionem e que sejam positivas para a relação e para cada um.
É um longo caminho que ainda vai no começo. Somos um bebé a dar os primeiros passos nisto de uma relação séria, verdadeira e duradoura.
Espero que daqui a uns tempos já consigamos caminha sem quedas nem problemas de percurso. Até lá, todos os tombos servem para aprender mais algumas coisas, que isto de lidar com as mulheres tem muito que saber!
Sem comentários:
Enviar um comentário