segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Vieira de Leiria 2006-2007

O destino de eleição para a passagem de ano deste ano foi Vieira de Leiria, mais um destino desconhecido e para o qual fica aqui o registo possível dos acontecimentos.

Dia 1 - Reconhecimento
Como sempre foi já tudo organizado de casa, e com tudo pronto e preparado lá fomos nós, ainda apanhamos alguma chuva pelo caminho, mas no resto dos dias foi tranquilo.
Ao chegar fomos recebidos pela dona das casas, que aproveitou para contar a sua vida toda, num segmento chamado: "Vou torturar estes tipos que vão já dormir e não em dão cabo da casa." O problema é que se enganou, principalmente em relação à casa, mas nós nem fizemos de propósito, ela é que se revelou extremamente armadilhada.
Depois lá foi a tropa toda atrás para ver onde ficavam as mesmas, e não é que eram uma ao lado da outra e que os nosso vizinhos eram amigos de algumas das pessoas do grupo? Ficou logo tudo em família, num claro domínio do concelho da Amadora.

A divisão das casas foi pacífica, com os SPE a ficarem todos juntos (yeah!), e volvido isto foi hora de arrumar as coisas e de comer. Depois tivemos uma primeira prova de fogo à sorte de cada um com um jogo de Sobe e Desce, que serviu também para ir aquecendo as hostes para alguns. Logo após isto fomos testar o ambiente do local, mas antes ainda houve a paragem para abastecer com nicotina e/ou cafeína, enquanto outros carregavam com o uísque cola. No entretanto chegam os companheiros trabalhadores e depois de devidamente instalados partimos todos para ver o verdadeiro movimento.

Faltavam duas noites para a grande noite, mas o movimento já era grande e os bares/discos já estavam cheios, tentamos a nossa sorte num de Karaoke, mas o imenso calor, pouco espaço e som fraco fizeram mudar de espaço para um que estava a bombar bem. Aí ficamos ainda a curtir bastante, até estar na hora de irmos guardar as forças que faltavam para as outras duas noites, isto também porque já haviam indivíduos que tinham sucumbido aos truques dos dragões e estavam já, nas palavras dos próprios, com berlindes na boca.

Mas foi engraçada a conversa que se desenvolveu a caminho de casa, com direito a gravação em telemóvel de umas afirmações escaldantes, e de um momento de contorcionismo na capota da própria viatura, seguida de uma sessão de transformação. Suspeitamos que seja pela água do gelo que pode ter saltado para a pele e fez com que ocorre-se uma transformação gremlin. Essa transformação possuiu o seu corpo e fê-lo despir-se sem reservas em frente dos presentes e ter um ataque já dentro do saco cama, não sem antes ter respondido inúmeras vezes aos pedidos para se ir deitar com um: "Só me deito se quiser!"


Dia 2 - Aquecimento
Neste segundo dia, como a noite anterior não foi de muitos excessos (para alguns), houve direito a um pequeno almoço especial para a secção feminina, providenciado pelo Ambrósio de serviço (aqui o je) com ajuda das minhas assistentes. As outras duas camélias estavam a dormir, uma porque não ia jogar à bola, outra porque nem se lembrava que ia jogar à bola.

Sim porque houve direito a joga da bola, uma tradição já nestas festividades e também para não perder a forma, jogo esse que contou com a participação de grandes estrelas internacionais, como Luís Figo, Del Piero, Katsouranis, Kikin Fonseca, assim como alguns elementos da Selecção Nacional e de outros clubes nacionais.
Foi difícil descobrir o local exacto do jogo, muito por culpa do GPS que estava de ressaca e não soube dizer bem as indicações, mas lá descobrimos um campo alternativo onde se pode explanar toda a mestria técnica e capacidade táctica dos presentes. No fim desta partida salda-se um empate, mas como sempre o mais importante não é o resultado mais sim o convívio.

Da parte da tarde fomos dar uma volta pela localidade, em mais uma busca de um local onde se pudesse saciar o vício do tabaco e café, local esse que foi também escolhido para por a leitura em dia numas cadeiras, que foram descritas por todos, como as mais confortáveis cadeiras de café.
Depois disto, e enquanto alguns ficavam em casa a preparar a noite, houve uma visita obrigatória a Leiria para ir buscar mais dois camaradas para a festa, numa viagem em que parece que o GPS também não funcionou da melhor maneira, mas em que só alguém que lá esteve pode esclarecer melhor.

Após a chegada de todo o grupo deu-se inicio a mais um ciclo de refeição, desta vez comigo a interveniente, mais concretamente no papel de assistente de cozinha, onde estive envolvido em todos os processos respeitantes à confecção do jantar.
Jantar esse que estava uma delícia diga-se já e que foi devidamente acompanhado por um belo vinho tinto e branco, cortesia de António Carmona Rodrigues.
Vinho esse que quando foi terminado foi seguido pela loirinha de garrafa, cortesia do euro e quarenta, e que serviu para acompanhar a história de uma despedida de solteiro numa herdade onde o vinho não era a principal atracção, mas sim a guia. Tudo isto enquanto as pessoas já se preparavam para a noite e nós ainda estávamos em amena cavaqueira à volta do prato.

Depois disto começou a animação, com direito a visita à garrafeira dos vizinhos onde as caipirinhas e outras misturas alcoólicas reinavam, assim como na casa dos SPE, onde as combinações mais improváveis foram criadas e ingeridas.
Entretanto estava a ser montado o Karaoke na outra casa, onde serviu para afinar a voz, ou no meu caso para a tornar mais rouca, mas foi bom de ver a animação que gerou entre todos e entre todas as casas, pois todos foram lá para cantar um pouquinho.
Findo o Karaoke começou a questão de quando seria o meu espectáculo, pelo que ficou marcada a actuação para perto da meia noite, foi também nessa altura que entraram os nervos em acção e as dúvidas sobre todas as piadas. Foi preciso mais uma bebida para aquecer o corpo e um charuto para aclarar a voz, sendo que todos já aguardavam o grande momento, mas eu estava ainda reunido com a minha equipe técnica a discutir a validade e forma de actuação.
Coragem adquirida, guarda-roupa mudado, guião no bolso, doninha de reserva preparada, lá fui enfrentar o mais exigente, mais também o mais carinhoso dos públicos, com a certeza que acontecesse o que acontecesse já era bastante bom estarem 21 pessoas dispostas a ouvir umas bocas minhas, por piores que fossem.

Não tenho a noção de como correu no geral, tenho a noção que falei muito rápido, e que me esqueci de algumas piadas no meio dos temas, mas não queria estar sempre a olhar para o papel. Sei também que algumas das piadas não correram como esperado, mas outras superaram as expectativas. A reacção final foi bastante positiva, acho que consegui cumprir o objectivo do riso em 5 piadas e foram bastante boas as opiniões logo a seguir à parte das piadas, o que me deixa bastante contente.
Ainda não refeito desta parte, é-me logo pedido para fazer mais um pouco, mas agora de improviso, tarefa bem complicada e para não meter o pé na poça, pois é mesmo muito complicado, saltei para a parte musical, semelhante à do ano passado mas com umas novas adições. Penso que foi igualmente um momentos altos da noite.

Depois de tanta festa dentro de casa estava na hora de partir para a festa na rua, e claro que tínhamos de partir devidamente preparados com o kit botellon para ajudar ainda mais à festa. Houve novamente um rally para encontrar o spot perfeito, recaindo desta vez numa cave, não por nenhuma razão especial, mas pelo espaço disponível que mostrou para se dançar, e pelo DJ que levou a malta ao rubro em cima da coluna com Buraka em força.
Foi também por esta altura que começou a minha história com o Relógio, sendo que à primeira batida calhou logo beijo na boca, mas não seria o único da noite, nem o único do fim de semana...

Tal como na noite anterior, esta não era ainda a grande noite, mas mais uma vez houve pessoas que foram apanhadas com berlindes na boca e ainda deram algum trabalho aos bem comportados.
Parece que a festa tinha acabado mas não... depois de já estarem alguns deitados e a dormir, mais uma vez o gremlin fez o seu aparecimento, deixando de lado a capa de pêlo, e presentando-nos com um belo truque de equilibrismo em cima da cama da forma como veio ao mundo. Uma autêntica visão dos infernos!


Dia 3 - O grande dia
Um dia que já começou tarde, pois quando nos levantamos já o Sol raiava alto e logo de seguida estava na altura de almoçar, almoço que foi seguido de imediato pelas preparações para a última ceia de 2006, acompanhado pelo som dos nossos vizinhos.
Foi também nessa altura que exercendo a minha função de massagista e estando a Diana a trabalhar no belo bolo de coco, os nosso vizinhos dão uma pausa no som, pausa essa que serviu para ouvirmos alguns barulhos suspeitos do andar de cima, mas que rapidamente cessaram. De certeza que estavam apenas a mudar a cama de sítio para poder aproveitar melhor a luz...

Mas não seria o último episódio com camas nesse dia, de seguida o Team PES6 PC reuniu-se no quarto para um Tag Team de PES6 que ainda durou uns bons quatro a cinco jogos, até a cama dar de si, sem que qualquer um de nós tivesse algum movimento suspeito nesse sentido. Não sei porque colocaram as culpas no tipo mais magrinho que lá estava (eu) só porque a cama cedeu do meu lado...

Enquanto o manjar estava no forno, as pessoas iam-se preparando para o fim do ano, mas a água quente terminou na casa de baixo, mas mesmo assim os destemidos M&M enfrentaram o frio e o gelo e tomaram banho de água fria "pa enrijar, memo à home!".

Depois de todos prontamente equipados e preparados para a grande noite, fomos comer e depois dos aperitivos especiais veio o manjar dos manjares, o rolo de carne. Foi também por essa altura que começaram os brindes e apostas para ver quem seria o primeiro bêbado da noite, aposta irrelevante uma vez que rapidamente todos ficaram bem alegres! No fim do jantar vieram as grandes sobremesas e especialidades, o bolo de coco, salame de chocolate, gelatina e o fabuloso doce de filipinos. Uma festa para os sentidos, tudo isto acompanhado pela bela da sangria que tão bem escorreu pela garganta de todos.

Aproximava-se a hora da grande festa, mas os nossos vizinhos decidiram por a malta toda em alvoroço, ainda antes da meia noite com um alta som a bombar que rapidamente juntou todos, de todas as casas para um pézinho de dança, principalmente chegada a parte da música pimba! Altura essa em que o Edgar e Raquel estiveram em alta e dominaram a pista por completo, mesmo quando tivemos visitantes bem mais experientes e versados neste estilo.

Rapidamente a hora se aproximou e carregados com as passas e com o champanhe quase a estoirar nas garrafas, aguardávamos a contagem oficial, embora já se vissem os foguetes no ar. A contagem lá começou enquanto alguns telemóveis já apitavam com mensagens, algumas minhas, que preveni o facto de estar num estado de alcoolemia tal que os berlindes na boca me impediriam de articular qualquer palavra, felizmente esse estado não chegou e fui capaz de desejar pessoalmente um Bom Ano!
Isto até o Rodrigo decidir dar banho em toda a gente de champanhe e ser depois banhado por todos os outros que possuíam garrafas ainda com líquido e afastou todos daquela zona. Tudo isto enquanto começava a bombar Buraka! Que bela maneira de começar o ano, yah!

Já todos restabelecidos do banho, passas comidas, telefonemas e mensagens enviadas chegou a hora de partir para os bares da zona. Mas antes ainda houve tempo para o primeiro charuto do ano, que rodou várias pessoas, para algumas confissões secretas e para ver a Sandra a beber uma cerveja! Foi por essa altura que começou o truque do relógio, honestamente não sei como começou, mas chegou uma altura em que com cada rapariga que pedia para carregar no relógio calhava sempre beijo na boca, e como um acordo é um acordo, estava estabelecido que o que calhasse tinha de ser feito. Com isto consegui sacar beijos até de pessoas comprometidas, felizmente o estado dos respectivos não deixava perceber a gravidade da situação e para minha sorte eles deixavam dar o beijo. Era já uma grande falange que estava ali para ver quem seria a próxima pessoa a ser abordada, e incrivelmente calhava sempre beijo na boca! Não tinha nada montado nem aldrabado, todas as pessoas poderam comprovar que era mesmo aquilo que lhes tinha calhado. Abençoado relógio, e abençoada alma que mo emprestou nessa noite! No meio desta aventura fica aquela amargura de não ter conseguido sacar um beijo à Diana (desculpa lá Rui), mas não foi por falta de tentativa, ela estava de alguma forma protegida contra o relógio... felizmente foi a única.

Depois disto foi a busca por um local para dançar nesta primeira noite de 2007, mas como nas noites anteriores estava tudo cheio, nesta seria de esperar que estivesse como estava, tudo ainda mais cheio! Novamente o bar da cave serviu o propósito enquanto os outros iam esvaziando, até ficarmos num que parecia bem, até o DJ se armar em parvo e meter D'zrt e Floribella a tocar, foi o fim da palhaçada e foi a altura em que fomos à praia. Má altura que escolhemos, pois estavam duas senhoras, não muito novas nem formosas, no primeiro banho do ano, só que o fato de banho tinha ficado em casa...
Foi a dica ideal para regressar nas calmas ao nosso poiso e ficar em anema conversa com os nossos vizinhos até altas horas. Ao chegar ao quarto foi com agrado que verifiquei que a cama ainda se encontrava em pé, afinal a dieta do Edgar serviu para alguma coisa, mas foi contentamento de pouca dura, pois tive de dormir mesmo ao lado do harmónico ressonar do Jota e suster os avanços sexuais do Diogo que durante o sono só conseguia sussurrar o seguinte: "quero cobrir". Felizmente o meu saco-cama tinha a mesma indicação que a parte de cima do aquecedor e as intenções rapidamente foram resfriadas.


Dia 4 - O Regresso
Depois de tanto dia de festa e diversão, é normal que este dia tenha também começado tarde, mas não deixou de ser igualmente repleto de emoções, não fosse o dia de arrumações e depois de um candeeiro estoirado, uma cama partida mal sabíamos nós o que ainda viria aí.

Depois de estarem as casas quase arrumadas, malas prontas e tudo mais ou menos orientado ouviu-se um estrondo na casa dos SPE, mais propriamente no quarto masculino, quarto esse que estava ao encargo final do Diogo, e mal chegamos ao quarto vejo-o com a caixa do cortinado na mão e a repetir a frase: "Não fui eu! Isto caiu sozinho!"

Era só o que nos faltava, mas verdade seja diga, que tanto aqui como no candeeiro a culpa não foi nossa, a enorme humidade da casa fez com que a madeira estivesse mais que mole e cheia de caruncho, sendo que a queda da estrutura era uma questão de tempo.
Como não somos de ficar parados, tivemos uma primeira tentativa de remediar a situação que saiu frustrada, mas o nosso mestre de obras Bruno e o seu auxiliar Diogo conseguiram engendrar uma nova forma de resolver a situação e sob a supervisão do Engenheiro Ricardo que, ao contrário de muitos, deu o corpo ao manifesto (ainda bem que a faca não era de serrilha, senão onde é que iam os meus dedos!) e a situação ficou resolvida de forma exemplar. Esperamos que tudo ainda esteja intacto!

Ultrapassadas todas estas dificuldades estava na hora de sairmos, hora em que a chuva voltou a surgir, como que a abençoar a nossa partida e a nossa capacidade de sobrevivência naquela casa.

Seguiu-se uma viagem longa devido à chuva e trânsito, com escala no McDonalds onde os pseudo-artistas Sónia e Paulo andaram a brincar com o dedo médio à vista de todas as famílias que lá se encontravam, mas a viagem foi muito boa, com conversas interessantes sobre vários temas e com uma confissão que passo a citar: "Gosto muito dessa tua voz rouca, teixeira. Ficas muito sexy." Desde desse momento que grito durante duas horas diárias para não perder este tom de Olavo Bilac, mas em bom.



Foram sem dúvida uns dias bem passados para a entrada no novo Ano, entrada essa que já foi até definida como a passagem do Ano!


Citações para recordar:
"Geralmente dou três mortais antes de varrer uma gaja."
Diogo Alves

"Não corres nada! E foste o primeiro gajo que escolhi!"
Bruno Martinho

"É a última sangria de 2006!"
Sónia Fernandes

"Gosto muito de vocês...de coraçãããão!!!"
Rita Fonseca

"Não!"
Rui Lopes

"Bate aqui no relógio, e o que calhar calhou!"
Ricardo Magalhães

"É a última sangria de 2006!"
Sónia Fernandes
(Sim, porque ela repetiu isto várias vezes)

"Braaagghhh..."
João Pedro Sousa

1 comentário:

Anónimo disse...

Tenho a dizer que, a pouca excitação por ser o meu 1º comment neste teu espaço, ou às tantas, mesmo o 1º comment deste espaço, evaparou-se com a tua pormenorizada decrição destes divertidos dias! =p

Apenas percebo este perfeccionismo pelo facto de teres andado, dizem, a contar piadas (who's the man?), e teres ficado sem voz, e pronto, ah e tal, não teve voz para falar. ao menos deixa-o escrever, não?

Posto isto vou tentar ainda deixar-te aqui 1s palavrinhas lol :

É verdade, foram realmente 1s dias muito à maneira, cheios de boa disposição e divertimento entre o pessoal, desde grandes curtes a grandes abafadores na boca lol. Axo que devo deixar aqui 1 agradecimento especial ao M'II por isso, pelo "carinho demonstrado" ;)lol gostas-te? =P, mas é verdade que me engasguei memo! lol embora, os berlindes não se tenham ficado a dever a isso mas sim a 1 garrafa d cola estragada (e td o + pa trás) =p lol.

Enfim. Não vou comentar o swacth mágico. E dizer que foi memo 1 banho "à home", pois a água estava gelada. Faltou-te talvez + 1 pouco de Pes no discurso, pois foi muitas vezes esse o actor principal desta novela lol, mas eu percebo a falta, já que os teus recultados ... vá, quando jogavas comigo ganhavas :D

Grandes dias
Abraço