segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Num simples instante, num simples momento passamos do estado normal para o estado inquieto, sem saber porque, sem saber como sair desse estado.
Passamos para o estado inquieto para o melancólico, com um coração que não sossega e um alma que parece perdida, passo a sentir-me perdido e sem rumo, passo a estar sozinho no meio de todos, com a vontade de poder deixar tudo e partir, de desafiar todas as regras e de poder fazer o que me der na real gana.
Sinto-me tão inactivo, e não sei porquê... a minha cabeça não pará, com ideias, vontades, planos, soluções, mas a minha acção é nenhuma, é estática, não entendo...
Quero dizer tudo e não digo nada, quero falar mas não consigo estruturar um discurso, pareço um boneco, um espantalho, estou ali mas parece que não estou. Quero agir, mas não tenho força, os membros não respondem, sinto que me perco e que perco quem está comigo.

Preciso sair da apatia, preciso sair da rotina, preciso sair da comodidade, da estupidez em que me afundo, vou ter de o fazer, sem medo do que aconteça.
Chega de esperar, chega de contar com as coisas, chega a altura de lutar sem medo e com convicção pelo que sou, pelo que acredito.

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