sexta-feira, 22 de setembro de 2006

São dias como este

São dias como estes que me fazem lembrar o calor do teu abraço, a força que sinto nesse momento, a vontade que nunca acabe.
São nessas alturas que me apercebo da realidade, e da imensa alegria que sinto em estar contigo, é aí que vejo a verdade da nossa relação e a força do nosso sentimento.
São dias desses que deviam ser sempre, são dias em que acordo feliz porque estás feliz e em que espero que nesse dia te possa fazer ainda mais feliz.

Preciso do teu sorriso para me alegrar a cada dia, do teu toque para me dar força, do teu olhar que me faz pensar e sonhar, do teu abraço que me abriga, da tua palavra que me conforta, do teu exemplo que me inspira, da tua beleza que me ilumina.
Preciso de ti e consigo ter essa certeza a cada encontro, a forma como sinto verdadeiramente que tu és a tal, é difícil explicar e conseguir acreditar na beleza e dimensão do sentimento, mas a certeza que ele me trás é confortante e cativante, é algo que nunca senti tão forte.
Sinto a tua falta nas noites em que acordo a pensar em ti, nas pequenas coisas que acontecem no dia e que me lembram de ti, nas lembranças que tenho e que me fazem rir sozinho de alegria, nos momentos que quero partilhar contigo, nas alegrias e tristezas que te quero contar, nas coincidências e acasos que acontecem e que te colocam tão próxima de mim.

Dizem que quem ama só vê as qualidades e as virtudes da outra pessoa, que pinta o quadro da forma que quer, exaltando a beleza que vê, sem conseguir ver o reverso da medalha, mas e se eu conhecer os feitios, defeitos e qualidades mas ainda assim continuar a gostar?
Mas se eu consigo estar e viver perfeitamente com isso, se a amo inteiramente e verdadeiramente por tudo que ela é, e não apenas pelas coisas bonitas?

Porque eu sei que não és só bela por fora, e que a beleza que vemos no exterior vem muito daquilo que és por dentro e que completa numa harmonia simples mas perfeita todas as vertentes da tua pessoa.
Não há palavras para descrever, nunca houve nem nunca haverá, mais que tentar descrever é viver, vive-lo na sua totalidade e saber retirar tudo de bom que nos dá e aprender com as coisas menos boas que trás.

E por tudo isto sinto-me contente, contente com a alegria que tenho e que sinto por te amar. É incrível o que sinto, e não há nada que eu consiga fazer para controlar, por mais que tente não consigo esquecer e acabo por gostar mais a cada dia, a cada palavra, a cada gesto.

Podemos muito procurar o amor em várias coisas, em várias pessoas, mas no fim é sempre ele que nos encontra e nos apanha de forma inesperada, e nem sempre é fácil saber lidar com ele, conseguir compreender e conseguir aceitar. É um facto da vida e como tal faz com que aprendamos e cresçamos, pode não ser da forma bonita e cor-de-rosa como gosto de pintar o mundo, nisso tenho de concordar, mas tudo aquilo que vivemos não acontece por acaso e serve sempre de lição.

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