sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

The Sushi Night

Sempre ouvi dizer que há uma primeira vez para tudo.
Esta noite foi a primeira vez para a comida Japonesa, a convite do outro membro do TnT.
Devo confessar que estava reticente, pois comer peixe cru, juntamente com outras iguarias exóticas, não era muito bem a minha ideia de um jantar, ainda assim aceitei o convite e lá fomos.

A procura era bastante e tivemos de esperar cerca de 25 minutos por mesa, sem antes haver uma exaltação por umas senhoras nos passarem à frente, mas que afinal até tinham mesa marcada. Sem problema, a nossa mesa apareceu logo de seguida, logo após nos sentarmos surgiu um simpático japonês que nos veio inquirir sobre o desejo de sopa ou não. Tendo a experiências dos congéneres chineses decidi não comer sopa, ao contrário do Paulo que queria uma de cauda de tubarão, é claro que isto era esquisito a mais até para os japoneses, então levou com uma sopa de uma cena qualquer.

A seguir foi começar a olhar para a passadeira rolante e escolher aquele que parecia mais exótico, mas ainda sem ser demasiado esquisito. A dificuldade seguinte foram os pauzinhos, e mais volta menos volta, lá consegui adquirir um jeito pessoal para manusear os ditos, depois de passadas estas dificuldades chegou a hora de degustar (ou desgostar) os pratos, para começar foi algo que era um rolo de arroz com algo lá pelo meio que não consigo dizer o que era. Para tentar disfarçar o sabor, lá molhamos as coisas num molho para tentar ser menos penoso.


Apesar da estranheza dos sabores, lá fui comendo o que ia passando, mas claro que nem tudo era peixe, também havia carne grelhada e outras coisas. Volta e meia lá tinha de comer uma frutinha para desenjoar o sabor de tanta iguaria.

Tudo isto se desenrolou calmamente ao longo de uma hora, onde os vários manjares nos foram apresentados, até chegarem as iguarias super hiper mega ri-xóticas.
Então aí é que foi o cabo dos trabalhos, induzido pelo já conhecedor da comida, lá fui eu experimentar algas...sim isso mesmo, algas do mar...


Ainda agora estou para saber como é possível comer-se aquilo, o que é facto é que comi, mas não gostei nada!

Mas a dose de especiarias estranhas ainda agora tinha começado, muitas vezes passou ao nosso lado, aquilo que melhor descrevo como sendo "miolos de macaco", duas bolas de cor e textura estranha que nenhum de nós teve coragem de experimentar.

Mas a seguir veio a creme de la creme, um belo prato de ostra. Sim era apenas uma, mas era bem grande e bem tramada.



Primeiro foi o nosso amigo Paulo a experimentar, e segundo ele era um manjar, o melhor que já tinha provado ali, com um sabor divinal!
Entusiasmado também fui aventureiro a provar, no meio de tanta mixórdia já ingerida, mais uma menos uma não ia fazer diferença.

Mas a minha luta ainda agora tinha começado, porque a que me calhou recusava-se, determinantemente, a sair da sua concha, apesar dos meus valorosos esforços e tentativas tive de ser auxiliado por mais um par de pauzinhos para conseguir retirar a ostra da concha.



No fim disto tudo, como vingança, a sacana da ostra levou agarrada consigo bocados da concha, que não são nada comestíveis, nem sequer dão muito jeito ao serem trincados, pelo que não fora o auxílio do esparguete para acompanhar, acho que ainda agora estaria com aquilo na boca.

Em suma foi um jantar inovador e enriquecedor culturalmente, que terminou com uma bela partida de PES6, em que ficou tudo bem, pois cada um ganhou o seu jogo por 2-0, não deixando assim ninguém chateado.

Mas olhando para trás, ainda parece difícil de acreditar as várias coisas que ingeri...


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