quarta-feira, 26 de março de 2008

Domingo à tarde

O domingo é por norma um dia calmo e tranquilo, o fim de semana está a terminar e mais uma longa semana avizinha-se. Por norma nestes dias os planos também costumam ficar afectados e restringidos pelo tempo, mas é nessa altura que nos podemos refugiar em planos alternativos.

Há dias de chuva que nos colocam pensativos, melancólicos e se calhar nesses dias mais susceptíveis e sensíveis a certas situações.
Esse domingo era um desses.
Era um daqueles dias em que não apetece fazer nada e estava bem relutante em relação ao convite para o cinema, estava convicto que ia adormecer a meio mas fui convencido a ir e no fim acabei por agradecer essa insistência.

O filme parecia ser o típico filme de namorados, daqueles que a rapariga vai criticar o rapaz porque ele nunca faz como faz o tipo do filme (à conta disto perdi uma aposta) mas afinal enganei-me redondamente!
O filme, apesar do romantismo, foge claramente a esse estereótipo e tem uma abordagem extremamente interessante sobre o amor, as relações e a morte.

O filme e as conversas que se seguiram foram catalisadoras de algumas reflexões, a primeira grande conclusão (como se já não se soubesse isto), é que só sentimos falta de algo quando não o temos.

É simples directo e sem espinhas. Não há ali lugar a vírgulas, nem a suposições.
As coisas são como são, e a realidade é que se há algo que nos faz falta e não o temos, vamos sentir a sua falta.
Há coisas que julgamos que não nos fazem falta e ao nos sentirmos privados delas sentimos que estamos perdidos, que não há volta a dar.
Parece que tudo perdeu o sentido e orientação. Continuamos o nosso caminho, mas parece que vamos coxos, que algo que nos servia de apoio não está ali.
Parece que vamos sozinhos por uma estrada escura e que deixamos a lanterna em casa.
Não é fácil, custa imenso e questionamos várias vezes porque raio tem de ser assim.

Somos pessoas de hábitos, e quando nos habituamos a algo nem nos damos conta, só vamos perceber que algo está diferente depois de nos vermos privados. Aí sim, percebemos que algo mudou, que há algo diferente.
Também sentimos isto depois de voltarmos ao antigamente. Ao voltar como estava antes, tenho tendência a ver as diferenças, e assim entender melhor que sentia falta de algo, não porque me dava jeito, porque era mais prático, mas porque era algo indispensável e do qual dificilmente me quero ver afastado.

Isto é relevante sobretudo na relação pessoais, as pessoas são importantes na nossa vida e nós não fomos feitos para estar sozinhos.

Há momentos importantes na nossa vida, momentos que nos fazem despertar e nos fazem pensar e sobretudo compreender. Confesso que no Domingo tive um momento desses, um momento em que pensei e reflecti e que compreendi alguns aspectos importantes da minha vida actual.
Muitas vezes é preciso situações destas para nos apercebermos de certas coisas na nossa vida.
Acabei por me aperceber de uma realidade que muitas vezes duvidava, mas que sobretudo não tinha parado para pensar.
É engraçado chegar a conclusões assim, é bom perceber e ter certezas daquilo que sentimos.


A curiosidade matou o gato, mas neste caso a curiosidade salvou a tarde. Não fosse a curiosidade e não saberíamos que a exposição Berardo estava acessível de borla naquele dia. Como belos portugueses que somos adoramos coisas à borla, por isso lá fomos atrás da exposição de borla.

Já não estava num museu há anos, mas ali estava eu a passear entre obras que não compreendia e que decerto custa valores que igualmente não compreendo.
Felizmente passa um grupo de pessoas acompanhadas por uma guia, e nem que fosse por 5 minutos fiquei a ouvir a explicação, pelo menos ia sair dali com a explicação de uma obra. 50 minutos depois estou a sair do museu, não pela porta que entrei mas isso por culpa da acompanhante, mas saimos os dois sem passar pelas obras todas, mas de certeza que saimos os dois bem contentes e satisfeitos pelo tempo empregue.
Acabámos por seguir a guia durante a visita toda, não passámos por todas as obras, mas visitámos todas as secções e todas as obras marcantes.
É completamente diferente uma visita assim, percebemos bem mais o sentido de cada obra, da ideia do artista, do período em que foi feita e do significado que teve.
É uma exposição bem interessante e recomendável, assim como o acompanhar com atenção a explicação dos guias da exposição.
O senhor Berardo pode não saber falar bem português, pode mandar bitaites da treta sobre o Benfica, pode até só saber implicar com a família Jardim Gonçalves, mas que tem ali uma rica exposição disso não haja dúvida e que fica o agradecimento por tentar trazer a cultura de volta aos portugueses.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Há dias de azar


quinta-feira, 13 de março de 2008

Mundo do trabalho IV

O meu chefe está de férias, mas hoje conseguimos arranjar um bom substituto.

terça-feira, 11 de março de 2008

Mundo do trabalho III

Passou um mês desde que assumi funções.
Neste mês já muita coisa aconteceu, algumas já aqui relatadas, mas é interessante fazer aqui as diferenças passado um mês.
Passado um mês já tive de mudar de lugar, pois o lugar que ocupava já estava prometido e parecia mal ficar ali, mas foi engraçado andar pelo chão a tirar cabos e fichas para puder montar o meu estaminé noutro lugar.
Depois de um mês deixei de ser o tipo novo, ainda sou o estagiário sim, mas já entrou alguém depois de mim, pelo que os privilégios de ser o tipo novo já se foram, privilégios que nem der por eles existirem. Agora passa a ser o outro tipo a ter a obrigação de levar o bolo.
Depois de um mês, já consigo estar minimamente integrado na equipa, participar nas piadas e nas conversas e começo a ser reconhecido e notado.
Passado um mês o edifício entrou também em obras e o ar condicionado está desligado, está aqui um calor que não se pode, parece uma sauna.
Passado um mês já bebi mais cafés que provavelmente num ano inteiro, infelizmente tenho de recorrer à cafeína em algumas situações, porque senão ainda deixo cair a cabeça em cima do teclado.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Alicia Keys - "Like You'll Never See Me Again"

If I had no more time
No more time left to be here
Would you cherish what we had?
Was it everything that you were looking for?
If I couldn't feel your touch
And no longer were you with me
I'd be wishing you were here
To be everything that I'd be looking for
I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed

So every time you hold me
Hold me like this is the last time
Every time you kiss me
Kiss me like you'll never see me again
Every time you touch me
Touch me like this is the last time
Promise that you'll love me
Love me like you'll never see me again

Oh Oh Oh

How many really know what love is?
Millions never will
Do you know until you lose it
That it's everything that we are looking for
When I wake up in the morning
You're beside me
I'm so thankful that I found
Everything that I been looking for

I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed

So everytime you hold me
Hold me like this is the last time
Every time you kiss me
Kiss me like you'll never see me again
(can you do that for me baby)
Every time you touch me
(see we don't really know)
Touch me like this is the last time
(see everyday we never know)
Promise that you'll love me
(I want you to promise me)
Love me like you'll never see me again
(like you'll never see me again)

Oh oh oh oh oh

quinta-feira, 6 de março de 2008

Acordo Ortográfico

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990, é um tratado internacional que tem como objectivo criar uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países que usam esta língua. Desta forma é criada uma unificação no que à ortografia diz respeito, pois o português é a única língua no mundo com duas normas ortográficas oficiais, uma vigente no Brasil e a outra nos restantes países da CPLP.

Após várias tentativas ao longo dos anos, e dos inúmeros encontros e acordos, nunca foi possível criar essa unificação, pois nem todos os países ratificaram os sucessivos tratados. Em 2004 foi proposto um "Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico", que para além de prever a entrada de Timor-Leste na lista de signatários, previa que com a aprovação de apenas três países o Acordo fosse aprovado. Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram esta alteração, cumprindo assim o número suficiente de países necessários para a entrada em vigor.
Na prática o Acordo tem condições e já devia estar em execução, mas a falta de ratificação por parte de Portugal coloca todo o processo em espera, pois pelo peso histórico, apenas com o sim português o Acordo toma de facto visibilidade e efectividade.

É então aqui que o caso se torna complicado, a premente pressão brasileira para que o Acordo se torne efectivo contrasta com a passividade e constante adiar português na resolução da questão. Falou-se que se seria ratificada em finais de 2007, sendo que apenas hoje foi ratificado pelo Governo Português com um prazo de transição de seis anos.
Provavelmente serão precisos mais alguns para mudar uma geração completamente, ao contrário da moeda a língua não pode retirar-se de circulação.

Por trás deste Acordo existem, como sempre, apoiantes e críticos, sobretudo linguistas e escritores que consideram que o Acordo não trará nada de novo, mas sobretudo uma perca de tempo e dinheiro, pois tudo que foi feito para trás a nível de gramáticas, dicionários e os próprios livros, ficarão obsoletos aquando da entrada em vigor do Acordo.
Do outro lado temos as editoras, que ávidas por terem de nos impingir novos livros, desesperam pela entrada em vigor do Acordo. Mas o desespero maior é das editoras brasileiras, pois com o Acordo poderiam mais facilmente entrar no mercado africano, que é dominado pelas editoras portuguesas com o Português de Portugal.

Apesar de todas estas indecisões e contradições a nível da entrada em vigor, é importante perceber o que muda com este acordo. Segundo especialistas, em Portugal e nos restantes países lusófonos que não o Brasil, as mudanças afectarão cerca de 1,6% do vocabulário total. As alterações mais significativas encontram-se na eliminação das consoantes que não são pronunciadas.

Norma actual (pt) Acordo ortográfico
acção ação
didáctico didático
direcção direção
eléctrico elétrico
óptimo ótimo

Este quadro ilustra algumas das alterações previstas no acordo, e apesar de haver outras que considero menores, mas igualmente relevantes, estas são aquelas que mais me chamam a atenção e me causam mais confusão.
Isto porque introduzem uma alteração forte e vincada naquilo que é a escrita corrente e normal. porque mudam por completo aquilo que estamos habituados a ver e a escrever.
O português escrito sempre foi diferente do falado mas com estas alterações ficam mais próximos, embora eu continue a achar que as palavras agora aceites são atrocidades linguísticas.

Para mim isto é tornar a língua mais próxima do "brasileiro", para mim isto é simplificar demais a escrita. Pode dizer-se que é em prol da uniformidade, mas torna-se em prol da simplicidade.
Numa era em que a língua portuguesa é já alterada pelo calão, pelos estrangeirismos, pela escrita dos telemóveis e do messenger, isto faz com que a preguiça natural que temos em escrever algumas palavras, passe para a escrita normal e se deseduque as pessoas e a escrita.

Sinto que ficamos a perder com esta mudança, não sei se algum dia me vou habituar a esta nova escrita, não sei se algum dia serei capaz de a compreender, porque para mim a língua portuguesa sai ferida com este Acordo.
Acordo que devia zelar pela tradição, educação e preservação da língua e não pela sua transfiguração grotesca.

sábado, 1 de março de 2008

Mundo do trabalho II

Dentro do trabalho há igualmente pormenores que fazem a diferença, sobretudo no contacto inicial com os novos colegas. O primeiro passo é decorar os nomes das pessoas, tarefa complicada mas já sei o nome de umas 5 ou 6 pessoas, o que já não é mau.
Depois é entrar nas conversas, o problema é que se fala muito de aspectos do trabalho e sobretudo com siglas.
"Os SPG do VAT estão todos em POT." Percebes-te alguma coisa? Eu também não. É mais fácil perceber o bajuras do modem!
Mas o pior são os termos em inglês.
"Temos de fazer o reporting do benchmarkting do upgrade ao manager para ele informar o team leader."
Esta é das mais simpáticas, porque as outras não consigo reproduzir aqui.
De vez em quando lá se lembram que há um tipo novo entre eles e ainda explicam algumas siglas e situações, mas na maioria das conversas sinto-me um completo ignorante.
Felizmente não se fala só de trabalho e há temas que são universais. O estado do país, o tempo e futebol.
Não sou nenhum perito em futebol, mas basta acompanhar minimamente para qualquer um dar os seus bitaites e eu não sou excepção, há sempre aquele lance para comentar, aquele falhanço incrível e o roubo descarado por parte do arbitro.
É claro que também falamos de outras coisas, já discutimos filmes e séries, neste campo tenho alguma vantagem, pois a vida de desocupado deu para conseguir avançar mais um pouco em algumas das séries mas vistas e faladas, tendo até informações privilegiadas de algumas.
Dá para ver também que a partilha é algo bastante activo e desenvolvido aqui. Está quase para se concretizar um dia para cada um trazer a sua videoteca para partilha.
Nas pausas há também tempo para descontrair e rir um pouco com alguma situação ou peripécia que tenha ocorrido e aqui claramente estou a jogar em casa. Mas sou um jogador cauteloso, não se pode entrar logo a matar com as piadas todas para não dar uma de engraçadinho sem graça, temos de ir mandando uma de cada vez para estabelecer posição e respeito.
É engraçado ver a reacção perante algumas das piadas já gastas noutros locais, mas que aqui acabam por ser novidade. É giro também perceber como de tudo consigo fazer piada, algumas até são boas!
Mas não sou o único com boas piadas ali dentro, sobretudo informáticas, e esta semana ouvi uma que deixou o pessoal todo a rir.
Estava um tipo a passear ali pelo área em que estamos e a escrever cenas numa folha. Ao ser-lhe perguntado que estava ele a fazer, responde que está a fazer o inventário dos monitores, ao que um contrapõe: "Mas não podes levar o meu monitor, este é do meu filho. Diz aqui Sun!"

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Que hajam mais greves assim

A recente greve de argumentistas dos Estados Unidos trouxe grandes problemas a todas as cadeias de televisões e até produtoras de filmes, muitas séries ficaram afectadas pela greve vendo a sua produção parada a meio e algumas com o final a ser antecipado.
As televisões tiveram de improvisar e foi uma boa altura para colocar repetições no ar, mas o maior problema foram nos programas diários da televisão americana, os famosos talk-shows.
Esses programas servem para os famosos publicitarem filmes, séries, músicas e livros, mas existe também uma parte de entretenimento que ficou seriamente afectada.
Foi um desafio para esses programas conseguir sobreviver sem argumentistas, ou pelo menos com um número reduzido.
Ainda assim foi nesta altura que surgiram dois momentos históricos e memoráveis.

O primeiro dos quais diz respeito ao Programa Jimmy Kimmel Live, programa no qual Matt Damon é o motivo de risto, pois há a tradição de no final do programa anunciar que já não há tempo para o próximo convidado que seria Matt Damon. Usando esta piada criou-se uma onda à volta de Matt Damon no programa que foi agora aproveitada.

Para começar um vídeo para perceber melhor a ligação com Matt Damon.


Acontece que há uns tempos atrás a namorada de Jimmy, Sarah Silverman foi ao programa com uma revelação chocante.


Depois da revelação e humilhação sofrida, Jimmy Kimmel decide vingar-se na mesma onda e faz então ele a sua revelação. Esta igualmente chocante.



Sendo também altura de primárias americanas, é igualmente boa altura para brincar e gozar com os candidatos e as candidaturas.
Nesta caso brincou-se com quem teria sido o criado de Mike Huckabee, candidato republicano. Esta disputa atravessou três programas e três personalidades, Jon Stewart, Stephen Colbert e Conan O'Brien. Todos eles em disputa do verdadeiro criador de Mike Huckabee, sendo que a lógica pelo meio ficou meio distorcida.
A disputa foi longa e acessa, mas culminou numa noite com a aparição dos três em cada uma dos programas.
Aqui fca o registo dessa noite por ordem de aparição.

The Daily Show


The Colbert Report


The Late Night with Conan O'Brien


Qualquer um deles é simplesmente brilhante!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Mundo do trabalho

Já tive algumas experiências de trabalho, algumas até na minha área, mas nenhuma foi como esta. Sobretudo em pequenos aspectos, e como se sabe, os pormenores fazem sempre a diferença.

Primeiro o facto de ter de acordar cedo, é uma transição puxada para quem está de férias para começar a trabalhar todos os dias cedo!
Depois o aspecto.
Felizmente o ambiente é o mais informal possível, mas mesmo assim não fica bem aparecer de calções e camisola manga à cava, por isso há que pensar em antecedência na roupa a vestir e na apresentação geral. Nada bom para quem costuma vestir a primeira peça que lhe aparece à frente.
É preciso também estar mais atento ao tempo que vai fazer. Chuva ou sol? Casaco, ou kispo? Ténis ou sapatos? Chapéu-de-chuva?
Depois a higiene para complementar a apresentação geral. Banho todos os dias cedo para ir cheiroso, assim como ter atenção com a barba. É sem dúvida um suplício mas felizmente que não preciso de fazer a barba todos os dias.
Temos também que pensar no almoço. Não temos cantina, por isso ou levamos comida ou vamos ao Shopping. Se vamos ao Shopping é pensar no dinheiro a levar, para depois não perder tempo no multibanco. Se levamos comida é preciso pensar de véspera no que levar, assim como os acompanhamentos, talheres e sobremesa, depois como acomodar tudo na marmita e levar no saquinho.
Depois são os materiais necessários para o desempenho do trabalho que não podem ficar esquecidos, computador, telemóvel, cartão de acesso, caderno, caneta, pen, rádio (acesso à rádio bloqueado).

É muita coisa para controlar, não estou nada vocacionado para estas situações!
E no fim do dia, quando penso que posso descansar um pouco sou de novo assaltado com estas preocupações todas para o dia seguinte!
Felizmente é sexta feira!!!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Um dia atípico

Não há forma de conseguir descrever o dia de hoje em condições, só mesmo estando no imenso caos que foi o trânsito é possível entender e compreender o que aconteceu, ainda assim aqui fica a descrição do que foram umas belas 4 horas sempre dentro da mesma viatura.

Estando apenas um carro disponível e estando a chover a potes, tive de levar os meus pais até porto seguro para se deslocarem aos seus locais de trabalho.
Eram 7h25.
Foi então altura de me deslocar para o meu local de trabalho apanhando o final do IC-16, tendo aí o primeiro contacto com o enorme trânsito e com as consequências do mau tempo.
Eram 7h46.
Demorei cerca de 25 minutos para conseguir passar o final do IC-16 e a respectiva piscina que se formou debaixo da ponte, é também nessa altura que tento avisar quem também terá de fazer esse percurso, mal sabendo eu do calvário que ainda estava para vir.
Passados 150 metros do Odivelas Shopping o trânsito para, e percebendo que ainda era capaz de demorar desligo o carro, gesto que rapidamente todos seguem acompanhando as indicações do trânsito que as sáidas de odivelas, senhor roubado e afins estão fechadas.
Eram 8h16.
Rapidamente começam os contactos com outras pessoas em situação semelhante, especialmente com a Diana que se encontrava no meio da mesma confusão, mas 800 metros atrás. Entretanto dá para ouvir tudo que passa na rádio e as pessoas começam a sair dos carros, inclusivé a menina do Cinquecento à minha frente que leva o seu cão de belo porte à berma para as necessidades do bicho.


Faço também os primeiros contactos telefónicos e percebo que de facto o caos está instalado em Lisboa, com todos os acessos intransitáveis a menos que se fosse de metro. Parece que foi o único meio que não deu muito problema.
Fazemos as primeiras apostas para as horas de chegar ao trabalho, as primeiras estimativas apontam para as 10h.
Eram 8h48.
Vendo que o meus planos de chegar cedo para sair cedo estão longe de se concretizar, começo a fazer algum trabalho no carro, faltava só uma placa para o acesso à Internet para tornar o banco do pendura um escritório perfeito.

Os planos de chegada ao trabalho passam a ser as 11h, havendo casos que se contentam em puder almoçar no local de trabalho.
A certa altura a fome aperta e passamos à pausa da manhã, faltava só o café porque a monotonia do local já começava a cansar.
Volta e meia a chuva forte aparecia e isso começava a ser chato, porque estragava o convívio das pessoas fora do carro.
Eram 9h37.
Assim de repente eis que o trânsito começa a andar, embora eu tivesse de conduzir com a cabeça de fora, porque tinha o vidro completamente embaciado, mas sempre era melhor que nada.
Começam a passar as boas novas de que algo começa a andar, lento mas a andar, isto até perceber que as minhas duas possibilidades em direcção ao trabalho estavam cheias de água e lama e que estavam cortadas.. recorro ao telemóvel para conseguir obter alternativas e surge Frielas, sendo que era a última oportunidade, embora não houvesse grande esperança.
Afinal tinha razão, acesso de Frielas fechado nos dois lados da estrada, então a única solução que tenho é ir em direcção a Loures e ligar ao chefe para dizer que até gostava de ir trabalhar, mas não tenho acesso disponível.
Eram 10h35.
Dando a volta em Loures, deparo-me com nova piscina, mas esta bem mais assustadora e cheguei mesmo a pensar que ia ser desta que a água ia entrar pelo carro adentro.

Isto é já a parte final da piscina, pois no meio senti que não podia ficar ali muito tempo senão ia afundar!
Estabilizado o andamento, eis que o chefe me liga para me avisar a impossibilidade que é chegar ao emprego.
Boa, pensei eu. Digo-lhe que já sei isso porque estive no meio dessa confusão e que de forma alguma consigo chegar ao trabalho. Ele diz que está em casa e aconselha a fazer-me o mesmo e eis que vejo alguma esperança, porque penso que na direcção de casa é o único sítio que não haverá confusão.
Finalmente uma previsão correcta! Ao cruzar a estrada vazia, foi marcante olhar para o lado e ver que a confusão na qual tinha estado mais de duas horas, estava ainda pior!
Eu sabia que estava a poucos minutos de casa, mas aquelas pessoas estavam a várias horas do trabalho, horas que iam somar às outras que já tinham passado parados.
Nesta altura algumas necessidades começam a ser prementes e fica a ser complicado aguentar mais algum tempo. Chego rapidamente a casa e alivio a bexiga.
Eram 11h20.
Finalmente alguma calma e tranquilidade. Ligo a televisão e o caos é mesmo geral.
Fico aliviado por estar nalgum lado, mas era o mesmo lado do qual tinha saído 4 horas antes.
Eram 11h40 de uma manhã infernal.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Dia de namorados, dia de prendas

Chegando o dia dos namorados, foi também o dia de prendas no trabalho.
Um portátil que trabalha bem, um login de acesso para as máquinas, um telemóvel para as chamadas importantes. Nada mau.

Contrapartidas: reunião inesperada com os directores dos departamentos que vão usufruir do projecto onde estou. A pressão e a expectativa depositada no coordenador e em mim. O trabalho que vai complicar já para a semana, e uma apresentação já agendada que vou ter de preparar.

Outra coisa boa do dia, chamadas, mensagens, imagens à borla para 93, e na minha lista haver 1% de optimus. Hoje namorar é à borla, falta é alguém com quem namorar a 100% ;)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

The first day of the rest of my life

Como alguém em disse, este seria o primeiro dia do resto da minha vida, e assim foi.
Era o primeiro dia do estágio na Sonaecom, o primeiro dia de 6 meses de trabalho árduo e empenhado. O primeiro dia de uma oportunidade de futuro.
O dia começa cedo, e começa com uma viagem de comboio até ao Oriente, engraçado reparar que quando entrei toda as pessoas tinham um jornal na mão e iam a ler, pelo menos até chegarmos a Benfica, altura em que o comboio encheu e então íamos todos tipo sardinha em lata.
Chegado ao Oriente é a azáfama total das pessoas que se apressam a chegar, enquanto eu volto a contemplar o imponente edifício da Sonaecom e penso no futuro.
Entro e subo, é altura de assinar toda a papelada e fazer as apresentações inicias, é também altura em que chega o coordenador do projecto que me leva até ao local onde nos próximos tempos vou estar a trabalhar.
No carro a conversa é de amigos. Confissões, desejos e expectativas são partilhadas e cria-se uma ligação não de chefia, mas de colaboração. Esperemos que seja sempre assim.
Chegamos e é altura de conhecer as instalações e o pessoal, parece ser tudo pessoal porreiro mas fui já avisado que tenho de levar bolo, ainda tenho um período de tolerância mas em breve vou ser apertado.
Depois de ser ambientado à equipa, embora não consegui decorar o nome de ninguém, foi altura de conhecer as instalações, e passear no meio das máquinas que controlam toda a rede da optimus.
É engraçado estar a passar pelas máquinas e pensar que milhares de euros estão ali guardados e estão a circular naquele momento.
Depois deste passeio começou o trabalho, mas começaram também os problemas. Foi-me entregue um portátil que não funcionava, pois devia estar infectado e contaminado com toda a espécie de problemas, ficou para ser recambiado para limpeza. Recorreu-se então à reserva da reserva, um portátil bem modesto (e já estou a ser simpático) a nível de performance, mas com graves problemas no teclado. Para usar o google bastava carregar uma vez no "o", e mesmo assim ele conseguia colocar letras a mais.
Acho que o primeiro teste (ou praxe) do trabalho era conseguir montar um ambiente para trabalhar com estes recursos. Felizmente havia um teclado por aqui perdido que liguei ao portátil para puder trabalhar, não é a melhor solução mas até ter nova máquina vai servindo.
Mas o primeiro dia não foram só rosas, depois de devidamente instalado no local em que vou permanecer nos próximos 6 meses, foram logo atribuídas tarefas a realizar, porque o tempo é dinheiro e convém entrar já no ritmo.
Começando a análise e a pesquisa quase nem dei pelo tempo passar e comecei logo a fazer horas extraordinárias no primeiro dia!
Vou para casa onde termino de resolver os problemas no pc doméstico (foram 3 dias de problemas constantes em qualquer máquina que me aparecia à frente!) e depois do jantar passo pelo café para dar os parabéns ao menino Miguel (de menino já tem pouco ou nada). Depois disto e quando me aprontava para regressar a casa sou desencaminhado pelo demónios do costume, aliados ao demónio que sacou demos para a PS3 e que convida para irmos lá testar as mesmas, acompanhadas de um chouriço e uma bela vinhaça.
As meninas foram fazer coisas de meninas, e os meninos foram fazer disparates de meninos.
A ideia até era boa, um belo vinho para acompanhar o chouriço assado, o problema era assar o chouriço, tínhamos todos os utensílios excepto o inflamável. Tivemos de recorrer a uma solução caseira, mas rapidamente percebemos que regar o chouriço em vodka não resulta. Escusado será dizer que o chouriço ficou impróprio para consumo.
O que vale é que alguém teve a ideia de deixar um chouriço de lado, já antevendo a desgraça que era mais certa de acontecer. Devorado o outro chouriço e esvaziados os cacauettes, foi altura de experimentar então as tais demos. Foi a perdição total.
Gráficos de sonho e jogos divertidos, foram ocupando o resto da noite até à descoberta da possibilidade de jogar o FIFA08 a dois, então aí foi a desgraça total, embora os gráficos fossem bonitos, faltava a jogabilidade e o feeling de um PES, mas mesmo assim chegou para nos levar para horários impróprios.
Na hora do regresso havia menos um lugar, por isso o smart teve de ser adaptado e tenho a dizer que até nem se anda muito mal na traseira, o espaço interior daquele carro é deveras enganador.
Chegado a casa e depois do raspanete parental, foi altura de fechar os olhos e dormir, descansar deste longo dia.
O primeiro dia do resto da minha vida.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

John Mayer - "Your Body Is A Wonderland"

We got the afternoon
You got this room for two
One thing I've left to do
Discover me
Discovering you

One mile to every inch of
Your skin like porcelain
One pair of candy lips and
Your bubblegum tongue

And if you want love
We'll make it
Swim in a deep sea
Of blankets
Take all your big plans
And break 'em
This is bound to be awhile

Your body is a wonderland
Your body is a wonder (I'll use my hands)
Your body is a wonderland

Something 'bout the way the hair falls in your face
I love the shape you take when crawling towards the pillowcase
You tell me where to go and
Though I might leave to find it
I'll never let your head hit the bed
Without my hand behind it

You want love?
We'll make it
Swim in a deep sea
Of blankets
Take all your big plans
And break 'em
This is bound to be awhile

Your body is a wonderland
Your body is a wonder (I'll use my hands)
Your body is a wonderland

Damn baby
You frustrate me
I know you're mine all mine all mine
But you look so good it hurts sometimes

Your body is a wonderland
Your body is a wonder(I'll use my hands)
Your body is a wonderland
Your body is a wonderland

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Simplesmente Dory

Quando me lembrei deste nome foi pela fraca memória pela qual os peixes são conhecidos (por isso vivem tão felizes e estúpidos dentro dos aquários, de 15 em 15 segundos é tudo novo para eles!).
Estaria longe de imaginar que seria um nome que ficasse e que se ligasse tão bem.
Já nos conhecemos há muito tempo, já vivemos tanta história, já passámos por tanta fase, mas agora estamos mais próximos que nunca e voltámos a descobrir cada um.
Crescemos, amadurecemos e fomos vivendo várias coisas que formam aquilo que somos e que temos hoje.
É tudo isso que temos vindo a partilhar um com o outro, partilhando o dia-a-dia, as frustrações e desilusões, os sucessos e as vitórias, vivendo as alegrias e as derrotas de cada um como se fossem as nossas.
Foi neste tempo que te voltei a descobrir, foi neste tempo que te voltei a conhecer, foi neste tempo que te fiquei a admirar.

Com o tempo fui percebendo que és bem diferente daquilo que se pode pensar, conhecendo-te melhor consigo perceber claramente aquilo que pensas e que sentes.
És das pessoas mais divertidas e animadas que conhecendo e consegues incrivelmente surpreender-me.

Há pessoas com as quais estabelecemos uma relação especial e bonita, no teu caso posso dizer que foi um bonito acaso, mas não me arrependo de nada. Gosto de ti como és. Gosto de ti assim, simplesmente Dory.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Acabou bem e começa melhor

Ainda a reflectir sobre o grande mês que tive, eis que o novo começa igualmente com boas notícias. Notícias sobre o novo desafio e uma grande oportunidade.


É este o novo desafio.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Há meses como este

Não é normal eu fazer balanços dos meses, mas sinto que este justifica, pois foi de longe o melhor mês que tive em muito tempo.
Passo a explicar o porquê.
Depois de uma entrada em grande em 2008, consegui ainda ter um tempo de férias e acalmia, antes da semana infernal que teria de avaliações. Essas avaliações foram coroadas de êxito e eis que entro de férias que se prolongam até agora.
Sou chamado a uma entrevista, a qual me correu bem, tive um contacto interno que me disse que ficaram bastante agradados e por isso tenho sérias possibilidades de ser o escolhido, estando a confirmação presa por detalhes.
Tenho tempo para organizar tudo e mais alguma coisa, para resolver os assuntos pendentes, para por em dias as séries, filmes, livros e músicas. Para me por em forma e tratar da minha saúde. Tive tempo para as conversas e amizades distantes, para as compras e para alteração do visual, para os momentos marcantes e importantes, assim como a brincadeira e palhaçada.

Se me sentir assim no fim de cada mês, é sem dúvida bom sinal. Sinto-me bem, feliz e alegre.
Melhor parece difícil, e por isso Janeiro fica marcada pela positiva!

Não há muitos jogadores como este

Sem dúvida que o futebol português sofreu uma enorme expansão, e cresceu para níveis nunca antes pensados. Já tivemos bons jogadores no estrangeiro, mas nenhum deles com a projecção mediática de Cristiano Ronaldo.
Impressionante como não se sente afectado pela forte imprensa britânica, apesar de todas as polémicas. Impressionante a capacidade que tem de calar-nos a todos fazendo aquilo que melhor sabe. Jogar e marcar golos, e que golos.
Impressionante como não se deixa vencer pela pressão do futebol inglês e com o peso da história do número que enverga nas costas, estando bem perto de bater o recorde de golos do mítico George Best.
Ontem meteu mais dois na conta pessoal, sendo que o segundo é um livre espectacularmente executado.

E depois o Messi é que fica em segundo como melhor jogador do ano da FIFA...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

It's funny how life turns out

Mais uma vez sou impelido a escrever por força das coincidências da vida. Daquelas coincidências que achamos extremamente engraçadas pelos factos e circunstâncias que as envolvem, mas que no fundo são passos e etapas, mas já lá vamos.

Acredito que todas as coisas acontecem por uma razão, e que tudo tem o seu tempo e sentido. Já aqui o disse e continuo a crer que assim é, embora às vezes não o percebamos, não o compreendamos mas sinto que é assim a vida.
Às vezes é preciso tempo, distanciamento para permitir analisar e perceber os acontecimentos e as repercussões dos mesmos.
Tendo esse distanciamento consigo olhar para trás e perceber que percorri um caminho, pode ter sido longo ou curto, mas há sem dúvida um caminho feito, caminho de construção, de conhecimento e de amadurecimento.
Ao longo desse caminho foram acontecendo várias coisas, as tais coincidências, mas que hoje vejo-as como etapas, passos que fui percorrendo ao longo desse caminho. Apesar de alguns não terem sido do meu agrado, hoje percebo a sua importância e a sua relevância, e foi com eles e através deles que fui conseguindo avançar no caminho e retirar ensinamentos.

Olho para trás e acho engraçados alguns episódios, algumas circunstâncias, porque hoje consigo entender melhor a sua razão e compreender porque as coisas aconteceram daquela forma. É um exercício engraçado e educativo.
Temos sempre a tendência a queixar-nos do porquê das coisas serem como são e acontecerem de certa forma. É muitas vezes difícil de perceber que aconteceram porque tinha de ser assim. Mas é a pura das verdades e no fundo todos sabemos disso.
É com esta certeza e confiança e encaro o futuro, o que tiver de ser será, e certamente acontecerá para me ajudar, reforçar e ensinar.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Descrição

Estava eu no meu quinto ano, corria o ano de 1994 e tinha 10 anos, quando num dos rastreios que se realizaram me foi diagnosticada alguma falta de visão.
Após consultar um especialista essa falta de visão foi confirmada, fechando assim um dos meus grandes sonhos, o de ser futebolista profissional. Não que os óculos afectassem a minha excelente técnica e capacidades, mas nunca se tinha visto um futebolista de óculos e por isso logicamente que fiquei condenado, e limitado a profissões de pessoas com óculos, foi assim que vim parar à engenharia informática.

Mas o importante aqui é reter que durante cerca de 14 anos, o meu visual ficou afectado por uma parafernália ocular que foi evoluindo com o avançar da moda, desde os óculos de massa gigantescos até estagnar à alguns anos na forma preta, que sofreu também as suas variações mas mantendo a essência.
Nunca tive queixas, nem nunca me senti inibido pelo facto de ter óculos, nunca me senti limitado nem constrangido, mas é natural haver evolução e a evolução da tecnologia permite que hoje pequenas lentes sejam colocadas no olho substituindo os óculos.
São essas lentes que agora tenho.
São essas lentes que vou passar a usar.

A minha descrição podia ser: um tipo alto, bem constituído, magro e barriga bem definida, bem humorado e com extrema simpática e delicadeza. E com óculos.
Podia ser até hoje, porque a partir de hoje deixa de ser verdade a parte dos óculos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Futebol

Uma das vantagens de se ser ARD é a possibilidade de se puder ver os jogos do Benfica ao vivo no estádio, e de facto a emoção é completamente diferente de ver um jogo na televisão. Essa mesma possibilidade de se ver os jogos ao vivo faz-nos ganhar uma sensibilidade diferente para o futebol, no meu caso fez-me saber apreciar melhor outros pormenores do jogo e as características pelas quais se diz que o futebol é o desporto rei.
Nessas características destaco a entrega e dedicação ao jogo, aquilo que cativa as pessoas e as faz vibrar e puxar pela equipa. Aquilo que faz com que se pague o que se paga por bilhete e se vá, faça chuva ou faça sol, ao estádio. Essa característica já a vi em muitos jogos do Benfica, mas este ano dificilmente a consegui ver e por isso consigo perceber perfeitamente o porquê de a cada jogo a assistência ser menor.
Há jogos em que não somos felizes mas sentimos que o jogo foi esforçado e que simplesmente não era o nosso dia, mas há outros jogos que pura e simplesmente faz confusão ver 10 gajos ali no campo que não fazem ideia do que fazer, nem se esforçam muito para mudar as coisas. Ultimamente isso tem acontecido muito e não parece muito mudar.
Diz-se que o público tem de puxar pela equipa e por isso se devem encher os estádios, mas muitas vezes têm de ser os jogadores a puxar pelos adeptos para que estes puxem pela equipa, mas isso simplesmente não tem acontecido e é quase desesperante e doloroso ver um jogo do Benfica.
Pode não ser o sentimento geral mas é certamente o meu.
Em cima falei em 10 jogadores, eu sei que uma equipa são 11 e neste facto reside ainda mais um factor de tristeza, porque há ali apenas um que mostra vontade, força e a entrega de que falava à pouco.
Esse jogador é o Rui Costa, um verdadeiro senhor dentro do campo e por isso custa ver um imenso talento perdido no meio de tanta mediocridade.
É pena que não o tenhamos tido em condições no ano passado, assim como é pena o treinador passado ter a equipa que teve e este treinador ter a equipa que tem.
Não admire que na conferência de imprensa ele fique fodido com a atitude dos jogadores.

Resumo

Por falta de tempo ficou por registar o que foram dois dias marcantes por vários factores.
O primeiro dos quais é a minha primeira oral em inglês, oral esta que se inicia com a seguinte frase por parte do professor: "i like to give lectures, but examination is shit."
Depois disto que até ajudou a descontrair o ambiente, o professor pergunta-me qual a parte em que estou mais à vontade, altura na qual começo a disparar tudo o que sei. Depois disto acabamos por passar quase toda a matéria para terminar a oral com 17. Nada mau.
A tarde acaba por ser tranquila, aproveito para colocar alguma ordem no quarto desarrumado e confuso e descanso um pouco.
À noite vou ao café ter com o pessoal do costume para o anhanço habitual (melhor que ficar a ver as novelas da noite, certo edgar?) altura na qual também se prepara a noite, pois quinta à noite começa a ser ritual haver saída.
Surge um convite para matar saudades do PES e lá vamos nós para a casa do anfitrião dar corda aos dedos em jeito de aquecimento.
Depois de devidamente aquecidos foi hora de zarpar em direcção ao BA, local já mais que nosso conhecido. Aí foi a história do costume, bebida, fumo, conversas, risadas e discussões técnico-tácticas de várias situações, nomeadamente de onde seria a próxima paragem.
Acabou por ser na roulote ao pé do IADE, onde cada um escolheu o seu petisco e se reabasteceu de forças.
Sendo que a quinta começa a ser tradição, começamos também a conhecer certos hábitos e acontecimentos, as operações stop são igualmente frequentes à quinta e esta não foi excepção. Mas como condutor consciente e avisado contive-me e o balão ficou a zeros, podendo assim o Corsa seguir para casa com os 5 mafiosos que lá dentro iam, um dos quais quase nem percebeu que houve operação stop e o outro não parou de insultar a mesma (vá-se lá saber porquê!).
Para castigo das horas a que cheguei a casa, fui forçado pelo meu pai a levantar-me cedo e a resolver alguns assuntos, sendo que aproveitei para limpar o Corsa das marcas deixadas na noite anterior pelos infames passageiros.
Durante a tarde alguns dos mesmos que estiveram presentes na noite anterior, foram ao ginásio do estádio do glorioso numa sessão tortuosa e complicada a nível físico, mas que rendeu bem para manter os já esbeltos corpos.
Foi uma sessão bastante produtiva e cheia de actividades, sendo seguida por um lanche no MacDonald's e uma visita com direito a foto à loja da Disney.
Bem bonito.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Bob Sinclar Feat. Steve Edwards - Together

Oh yeah we're back now, oh!
More bad news on the radio
Planet Earth she's about to explode, yeah.
The stars have lost their shine today
They have all been blown away
Together, only hope can be away

Let me hear you say

One day, we'll be together
We'll never be apart,
One heart, one mind yeah
One day we'll be together
Remeber this old world is yours and mine (yeah)

See that man with a pen and gun ?
Says its over for everyone (oh no)
No I don't believe it's true
But, I guess its up to me and you
Together, we will find a way through.

I believe in you

One day, we'll be together
We'll never be apart,
One heart, one mind yeah
One day we'll be together
Remeber this old world is yours and mine (yeah)...
Oh oh oh..

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Novos multibancos

A SIBS, conjuntamente com a CML, vão desenvolver um novo sistema de multibanco dirigido para as zonas de diversão nocturna da capital.
O novo sistema vai conter uma nova interface e linguagem para se aproximar dos frequentadores desses locais.

Como podemos ver nesta foto de teste, o boneco foi adaptado para parecer um tipo drogado, bêbado ou xunga, típicos frequentadores dessas zonas.


Também as opções que normalmente encontramos serão alteradas e haverá um interacção maior do sistema com o utilizador passando a incorporar expressões como: "mete o cartão no sítio certo pah!", "tornas a dar pontapés e vou chamar a bófia" "não bebes mais nada hoje, tás uma desgraça" e "não são aceites depósitos de vómito."
Estas são as várias opções para a introdução do cartão, para levantamentos e operações há outras hipóteses: "guita pó cavalo", "guita pó charro", "guita pá bejeca", "guita pó telemóvel". Nas operações temos: "ver saldo para impressionar as miúdas", "ver saldo para não passar vergonhas" e "ver saldo real", sendo que ao escolher esta última é oferecido um lenço de papel para limpar as lágrimas.

Outras alterações estão a ser equacionadas, mas este novo conceito promete ser um sucesso..ou então não.

domingo, 13 de janeiro de 2008

"Faz porque queres e sentes, não porque deves e tens"

Há coisas na nossa vida que acontecem nos momentos mais inesperados e da forma mais surpreendente. Muitas vezes pensamos em demasia as coisas, os resultados e as consequências, as repercussões e os objectivos.
Às vezes tem de ser mesmo assim, mas não tem de ser tudo assim. Há que acreditar nas surpresas da vida, naquilo que resulta da imprevisibilidade dos acontecimentos, no sabor do momento. Às vezes há que não pensar em nada e deixar as coisas correrem.

Às vezes somos pressionados a agir, a ter de tomar uma atitude, a fazer algo que não queremos. Porque tem de ser, porque não podemos deixar passar mais, porque é assim que todos fizeram. Às vezes é verdade, mas noutras nem tanto.
É bom de vez em quando deixar os sentidos guiar a acção, deixar que as coisas surjam no momento, e deixar o racional para depois, ou pelo menos em standby.
É claro que não nos podemos esconder, há que saber ser responsável apesar de tudo, mas saber aproveitar as coisas.

Fazemos planos de acção, traçamos ideais e metas e às vezes sai tudo furado, outras vezes quando já não contamos com nada, já nem esperamos nada a vida dá-nos um presente.
Um presente com o qual ficamos surpreendidos e agradecidos. A mim isso aconteceu, e neste momento sinto-me bem com este pensamento e com esta fase.
Sempre fui racional, pensativo, orientado e ainda o sou, mas já consigo desligar um pouco isso e viver as coisas de forma diferente.
Viver o agora para pensar no amanhã depois. Não o faço em tudo na minha vida, é impossível, mas sabe bem deixar-nos levar, aproveitar e viver. É sentir-nos vivos e alegres. Sinto-me bem assim.
Fazendo porque quero e sinto, não porque tenho e devo.

Dizes muitas vezes que tens defeitos, todos nós os temos, mas tendo defeitos também tens virtudes e qualidades e das maior delas é a tua força, a tua vontade.
Força e vontade que se notam muito no teu trabalho.
Proporcionado pela nossa aproximação pude constatar melhor tudo aquilo que diz respeito ao teu trabalho, já antes te admirava e achava incrível fazeres o que fazes, mas a cada dia sinto isso com mais força. É impressionante a vontade e motivação que tens e encontras no teu trabalho, impressionante como aguentas e suportas a dureza e todas as exigências. Incrível como fazes tudo isso com a maior das naturalidades e vontades, mesmo quando não gostas e não te apetece.
Impressionante..

Incrível como depois de uma semana, que para mim seria descrita como infernal, ainda tens de trabalhar ao sábado e domingo e te encontro, apesar de nitidamente cansada, bem-disposta e sorridente, encarando as coisas com a maior das naturalidades. E ainda me dás uma lição extremamente importante e verdadeira, sobre o trabalho e os sacrifícios que nos são exigidos.
Obrigado, muito obrigado pelo enorme exemplo que és e já te disse, mas reafirmo, que acredito que vais chegar longe!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Vieira de Leiria 2007-2008 (Para o Edgar e Kátia é 2006-2007)

Como já era sabido, o destino da passagem de ano voltou a ser Vieira de Leiria, e a festa voltou a ser imensa! Aqui fica o registo, possível, desses dias.

Dia 1 - Recordar
Este ano a viagem começa de um modo diferente, ainda nem sequer tínhamos saído do Casal e já havia feridos!
Na tentativa de conseguir compactar mais as coisas no porta bagagens da Kátia, e de forma inexplicável, consigo acertar com a porta do mesmo na cabeça dela, fazendo a tamanha proeza de lhe acertar em dois locais diferentes. Escusado será dizer que tive de levar com bocas do incidente durante algum tempo.
Após este infeliz incidente e
depois de chegados novamente ao local do crime, por assim dizer, foi hora de recordar os locais por onde tínhamos estado no ano transacto e voltar a ver os cantos da casa que anteriormente nos acolheu. Felizmente aquela que tínhamos, ligeiramente, destruído não nos calhou na fava, por isso havia um novo mundo para arruinar, que curiosamente aconteceu quando deitamos logo um disjuntor abaixo, mas que foi o único percalço este ano.
Depois de devidamente ambientados, foi também altura de montar arrais, que é como quem diz, montar as Playstation uma em cada casa. Uma dedicada ao PES 2008 e outra ao Buzz e Eye Toy. Foi também por aí que passou o resto do tempo, com uma divisão mais ou menos igual de rapazes e raparigas para cada actividade.
Esta foi uma noite caseira, de ambientação aos comandos, câmara e campainhas e também as bebidas. Começar a treinar o fígado para a absorção de grandes quantidades de álcool. Ainda houve três aventureiros que foram à zona dos bares, mas rapidamente voltaram amedrontados com a frequência dos mesmos e com o frio, ou então com fome de PES.
A animação desta noite ficou-se pelos jogos e umas quantas cervejas, à volta da PS2 ou da mesa de cartas, mas para terminar a noite, os resistentes reuniram-se para um Buzz onde o grito de ordem era: "Preto e Amarelo!!!"
Segundo relataram os companheiros de equipa, eles tinham de esconder o comando para a resposta às perguntas não ser ao acaso!
Findo o jogo houve um chá e bolo para terminar a noite, bolo esse que segundo o Rui Tiago (o mesmo do preto e amarelo) era do Ikea porque se desmontava todo.
É também do mesmo autor a bela frase: "Foram todos para a cama! São umas meninas, amanhã vamos beber todos! Aqueles que não beberem vou apanhá-los todos como os Pokémon!"
Antes de dormir tivemos ainda uma pequena troca de ideias com o quarto das raparigas através da parede, sendo que, segundo o Miguel, a Kátia estava encostada à Tânia, a Tânia encostada à Kátia e no meio ainda estava o vice-versa. Brilhante pensamento para terminar o dia.

Dia 2 - Libertação
Neste dia, e ao contrário do ano passado, não começou com a habitual futebolada. A mesma ficou reservada para a parte da tarde, em vez disso fomos à Eucaristia na Igreja da Praia da Vieira, onde partilhámos com a comunidade local o factor que nos distingue de um qualquer grupo de amigos.
Depois disso iniciaram-se os trabalhos do almoço, e claro que os outros voltaram ao PES e Buzz.
Depois do almoço bem regado, iniciaram-se os preparativos para o grande embate. Mais uma vez equipados a rigor, lá fomos nós para esse magnífico encontro para o qual o resultado não interessa muito, mas sim o convívio e para outros o exercício físico.
Depois de tanto esforço para alguns, as cãibras já faziam moça em alguns (nomeadamente eu) e foi altura de regressar e preparar o jantar, enquanto isso uns iam ao banho e outros, adivinhem só, estavam no PES e no Buzz.
Aproveitei este tempo para limar as últimas arestas do meu stand-up, que este ano pecou por falta de preparação, houve muita outra coisa a ocupar o meu tempo que o stand-up foi sendo relegado para último. Ainda assim confiei na minha capacidade de improviso, nalgumas (poucas) piadas bem conseguidas e sobretudo no alto estado de embriaguez da audiência.
Chega o jantar, e começo a ver as coisas bem encaminhadas para a embriaguez de parte da audiência, menos mal, pode ser que as coisas até corram bem. É também a altura de tratar da minha embriaguez senão seria também complicado enfrentar aquele público num estado normal
Depois de loiça lavada e mais umas bebidas começou tudo a colocar-se em posição de me escutar, mas antes de começar tive de fazer alguns preparativos informáticos assim como esperar pelo Edgar, que devia estar a desejar o bom ano à sua família toda pelo tempo que demorou ao telefone.
Bebo mais um pouco para acalmar os nervos. Se mexer muito a cabeça já fico tonto, estou no ponto! Lá vou eu enfrentar as feras.
Eram 22h35. Às 23h05 terminei.
Por um lado uma sensação enorme de alívio, mas também de insatisfação com o facto de as coisas não terem corrido tão bem como esperado. A falta de tempo para mais e melhores piadas notou-se. Ainda assim houve risos e aplausos, o que não deixa de ser bom sinal.
Depois disto foi hora de rumar aos bares e deixar um pouco a casa de lado. É claro que não podíamos ir de mãos vazias, por isso munidos com charutos, cigarilhas e do importante kit botellon lá fomos nós.
Estava tudo cheio como de costume, mas lá conseguimos arranjar um espaço para que todo o grupo ficasse junto, até conseguimos interagir com o DJ e pedir Buraka.
Os acontecimentos seguintes são complicados de descrever, penso que pelo facto de a bebida estar no pleno do seu efeito, porque a recordação que tenho é a de já estar cá fora sem perceber muito bem como. Contingências da bebida..
A seguir já estamos de volta a casa, para recarregar o kit, mas desta vez para um nível superior,
o chamado "Chanparrilion". A mistela consistia em juntar quase tudo que apareceu à frente, mas por incrível que pareça, ficou uma delícia!
No meio disto ficámos em conversa com os vizinhos de baixo, que provaram a mistura e em troca ofereçam da deles, numa troca comercial proveitosa e que incendiou mais o nível de alcoólico de alguns.
Já devidamente abastecidos e recarregados, regressamos à zona dos bares, onde outros já regressavam a casa, tal não fora a nossa demora.
Foi aí também que voltámos a encontrar os nosso vizinhos, e foi ai também que o Chanparrilion foi despejado, levando à desgraça alguns elementos, sendo que outros conseguiram fugir ao tiroteio.
Já com os estragos feitos, foi altura de retornar à base para tratar dos danos. Havia particularmente dois mais afectados, e o mais fraco de estômago não aguentou a pressão tendo sucumbido à visita do grego. O outro, apesar de combalido consegui ser forte, mas estava num estado tal que apenas com um poção milagrosa conseguiu aguentar a noite.
Os outros olhava a desgraça e tentavam ajudar de alguma forma. O cenário podia ter sido bem pior, pois já alguns estavam debilitados, mas o regresso a casa fez com que tivessem de recuperar a postura, pois era necessária para conseguir carregar a tempo e responder em condições ao Buzz desportivo.

Dia 3 - Recuperação
Os estragos do dia anterior foram marcantes e a manhã foi passada em recuperação e análise das baixas causadas, mas não podíamos ficar de braços cruzados, pois havia um batalhão para alimentar. Essa responsabilidade era neste dia também minha e por esse facto foi altura de arregaçar as mangas e por mãos ao trabalho. Sobre as ordens das Capitãs Kátia e Joana, fomos instruídos de forma precisa sobre o que fazer para recuperar alguns soldados e preparar outros para o dia, este sim, de festa e desgraça total.
Depois de mais um almoço bem regado, e tendo em conta a constante lentidão de certos recrutas ao comer, as meninas seguiram mais cedo para o café, enquanto os homens ficaram a fazer coisas de homens, ou seja nada.
Mais tarde lá demos por falta de alguém que nos dissesse como nos comportar e que estávamos a fazer muito barulho, foi aí também que nos lembrámos de ir ter com elas ao café preparados para dar uns toques na bola de futebol, e por indicação feminina, levámos também a bola de voleibol.
Depois de muita brincadeira pelo caminho, algumas fotos de equipa, chegámos ao local e claramente percebemos que não íamos jogar futebol, a temperatura da areia era tal que podia congelar os nossos cérebros de tal maneira, que não seriamos capazes de fazer mais nada a não ser dizer barbaridades, falar de futebol, gajas e ainda mandar uns arrotos.
Decidimos juntar-mo-nos às raparigas e efectivar aí um convívio bonito e saudável, tirando os violentos insultos à clara nabice do Edgar por parte da Sandra, as palhaçadas à Charlot do árbitro Jota, as invasões constantes ao terreno adversário feitas por mim e o fervoroso público que nos insultava a cada jogada falhada.
No fim foi altura das fotos bonitas e românticas com o por do sol como fundo, aqui tivemos o jornalista destacado para a cobertura deste evento em grande, mas ao chegar à redacção foi-lhe dito que precisava de focar as fotos antes de as tirar..
Depois das caminhadas e do desporto, estava na altura de nos prepararmos para a grande ceia e a correria ao banho foi complicada, uma vez que apenas tínhamos uma casa de banho funcional, pois o borrego que estávamos a assar para alimentar um regimento de mânfios ocupava o gás de uma casa inteira.
Depois de todos bonitos, arranjados e perfumados, esperámos a conclusão de tamanho petisco e mantive-mo-nos entretidos com algo que ainda não tínhamos experimentado, o Buzz.
Jantar pronto, oração feita, está na altura do assalto, o problema é que era um assalto complicado, pois havia muita gente aviadora e pouco espaço na pista.
Comida impecável e bebida ainda melhor e começam os brindes. Pelos que estão, não estão, estiveram e vão estar, por isto e por aquilo, tudo serve para beber mais um pouco.
Já tocados pela bebida alguns embarcam em brincadeiras de cariz homossexual, brincadeiras que parece que ficaram registadas e que podem servir para mais tarde arruinar carreiras e destruir reputações (que figuras...).
Foi também nesta altura que o Edgar pergunta se alguém está interessado em tomar o último café de 2006.. Acho que alguém parou no tempo..
Depois das sobremesas começou a festa que durou até à meia noite, altura em que todos cantavam que queriam voar bem alto para o arco-íris, assim como a Kátia que pega no microfone e deseja um bom 2007 a todos (bêbados..).
Depois de terminadas as celebrações na casa, e tendo os meninos da noite anterior bebido com calma e moderação, partimos para os bares e verificamos que a lei do tabaco ainda não estava em vigor. Indignados com o sucedido recusámos participar nessa ilegalidade e regressámos a casa onde fizemos um jogo de Buzz em que quando se errava bebia um shot.
A parte do Buzz ainda fizemos, a do shot ficou por fazer.
Terminado mais um Buzz, estava na altura de descansar para no dia seguinte arrumar e regressar, mas ainda tive de retirar uma princesa delicada e preguiçosa que adormeceu na cama dos rapazes, princesa essa que voltaria para amedrontar o sossego do nosso quarto e não nos deixando dormir. Ainda pensámos coloca-lá fora do quarto, mas havia um cheiro imundo que tomava conta do exterior e por mais chata que fosse não merecia tamanho castigo.
Depois de nos deixar, tivemos nós de ir ao quarto delas, para contar uma história de adormecer, história essa que foi despachada em três tempos e que contava com mais "e depois" do que com partes da história.
Por volta das 7h da manhã lá conseguimos adormecer.

Dia 4 - Regresso
Acordei às 13h30 quando já havia movimento de arrumação e a muito custo lá tivemos de nos levantar e ajudar nas arrumações.
Chegou altura de partir em direcção, mais uma vez, ao Mac onde faríamos uma paragem para abastecer os estômagos, não sem antes eu entornar um euro de sem chumbo 95 nos pés, tal não o meu estado de estupidez. Depois de estar com o estômago cheio voltei ao meu estado normal, não quer dizer que deixasse de fazer e dizer disparates, mas eram em quantidade menor.
O resto da viagem foi normal, eu enquanto DJ é que estava com algum azar, visto que as boas músicas que apanhava estavam sempre a acabar.
Pelo menos voltei a ouvir o elogio que a minha voz fica bastante bem rouca, nada mau para terminar a viagem!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Noite de grande reflexão

Apesar de já ser nossa intenção um encontro entre São Brás e a Nazaré, esse encontro tornou-se forçado com um trabalho inerente à formação. Trabalho esse que se revestiu de uma importância extrema e que exigiu de nós grandes índices de concentração e um elevado pensamento profundo. Foi uma reunião extremamente produtiva e relevante para todos os seus intervenientes. Para o comprovar aqui fica o registo fotográfico da mesma.


Não se deixem enganar pela aparente descontracção, era um ambiente de cortar à faca!


Depois do grande esforço os resultados começaram a surgir.


E que melhor forma de registar as conclusões do que com uma caneta toda tuning.

Foi assim uma noite intensa e de grande reflexão, ainda hoje os seus autores a recordam, pois o que dali retiraram é de grande valor e importância, assim como as consequências de tamanha reflexão ainda não estão totalmente ultrapassadas e infelizmente muitos esgotaram os seus neurónios ali.

Para lembrar essa noite ficam aqui algumas citações que ficarão para a história:

"Jesus Cristo não foi grande teólogo na teoria."
Kika

"-Fui ver o Dalai Lama.
- Grande concerto!"
tx

"Teólicos."
Nickas

"- Tu não sabes fazer m's.
- Tu não sabes fazer o's, fazes u's fechados!"
Kika e Yo

"27+4 = 55 o que dá 7,25."
Kika

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Este ano não há Dakar

É verdade, mas parece mentira, mas este ano não temos Dakar.
A notícia causa estranheza porque não memória de não haver um Dakar.
Claro que um Dakar é sempre uma caixa de surpresas e há sempre problemas com os quais a caravana sempre soube lidar, mas desta vez o problema surge antes da partida e condiciona muito o percurso delineado.
Mas este cancelamento trás outras repercussões, eu percebo e compreendo as razões da organização, mas o problema maior é que cedemos às ameaças, ao medo que algo aconteça. E faze-mo-lo de uma forma que confere uma vitória moral aos que não passam de cobardes. Podia-se ter-se visto alternativas, rotas diferentes, mas não. Anula-se um Dakar inteiro.
Grande problema para futuros eventos, não só o Dakar do próximo ano, mas quem sabe o Euro deste ano e o Mundial de 2010 na África do Sul.

Abre-se um precedente complicado para o mundo, e daqui para a frente talvez seja bem pior.

Primeira saída do ano

Ontem aconteceu a primeira saída da noite, dentro do ambiente Casal de São Brás. Tínhamos outros planos e aventuras marcadas, mas o frio e a chuva furou-nos o esquema, mas quando a vontade é diversão, nada nos para e acabámos por conseguir encontrar um consenso e um plano de acção. Posto o plano em movimento acabou por ser uma grande noite!
Há surpresas que nos deixam realmente espantados, e citando o André, "as noite combinadas em cima da hora são as melhores!"
Esta foi sem dúvida uma delas, e não era nada mau que 2008 fosse sempre assim!

Mobbit Systems

Por vários factores acabei por não colocar aqui informação sobre a minha participação na Mobbit Systems, participação que terminou no início do mês de Dezembro, e que por diversos factores não teve continuação.
O meu trabalho era simples e era uma rampa de lançamento para outros projectos, mas houve demasiadas hesitações por parte deles sobre o que seria de facto o meu projecto e quando esse trabalho ficou definitivamente decidido já meio mês se tinha passado.
Depois foram os problemas com as plataformas, a criação de um ambiente de desenvolvimento na minha máquina demorou igualmente o seu tempo, mas depois de mais uma semana e meia desse trabalho começou verdadeiramente o projecto.
Mas também aqui houve os seus problemas, era um projecto sem qualquer documentação, sem qualquer explicação das funcionalidades e numa linguagem com a qual nunca trabalhei, o que se tornou um desafio maior, pois demorava mais tempo para compreender o trabalho e as várias ligações do mesmo do que propriamente a trabalhar.
Ainda assim o trabalho foi avançando no seu ritmo e verdade seja dita que não me posso queixar da falta de apoio presencial, apesar do imenso trabalho que por lá passava, mas é também verdade que algumas questões podiam ser facilmente resolvidas por mail e não eram.
O trabalho foi terminado e apresentado, e foi também aí que me foi revelado que o esperado de mim, e da outra estagiária, era bem mais naquela altura.
Após uma conversa construtiva, cada um percebeu o que tinha corrido mal em cada uma das partes, chegando-se a um consenso que a culpa era das duas partes, mas ao mesmo tempo não era forçosamente de ninguém.
Ficou de se falar internamente se valia a pena apostar na continuidade, uma vez que agora já estava bem mais entrosado no projecto e seria mais fácil e rápido o desenvolvimento.
Essa aposta não sucedeu e com isso termino a participação na Mobbit Systems, pelo menos por agora, nunca se sabe o futuro.

No fim agradeço a João Tacanho pela oportunidade e pelo apoio, assim como Jorge Fontes pela ajuda e tempo investido em mim, tal como alguns momentos engraçados quando nenhum dos dois percebia como era possível o programa não esta a trabalhar.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Vieira de Leiria - O Regresso

Este ano voltamos mais uma vez para Vieira de Leiria para os festejos do final do ano, com algumas pessoas novas e outras que, infelizmente, não puderam estar presentes. Ainda assim a festa promete ser animada como sempre. Existem imensas actividades programadas e que suscitam grande interesse que parece que o dormir vai ser a única que ninguém vai querer fazer!
Para grande tristeza minha este ano não tenho o meu grande talismã do ano passado, o Swatch mágico que me ajudou a conquistar e arrasar está longe, bem longe, e por isso este ano terá de ser apenas o meu charme e astúcia a fazer o todo o trabalho!
Vamos ver como correm as coisas!

Umas boas entradas e um novo ano cheio de sucesso!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Christe lux mundi

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Here I am. What are you're other two wishes?

No fim de mais um Natal, e apesar de não ser esta a sua essência, é sempre engraçado fazer a contabilização dos presentes recebidos.
Não posso dizer que foi um mau ano, foi um bom ano, mas sinto-me bem sobretudo com as amizades que continuaram e aquelas que floresceram ao longe deste ano.
Recebi alguns postais, alguns dos quais bem bonitos poiso que diziam vinha expresso em números que às vezes dizem mais que palavras, eheh.
Recebi também livros, livros que muito vão ajudar nos desafios do presente e quem sabe no futuro.
Recebi também roupa, mas não é uma roupa qualquer! Uma t-shirt e uma sweat personalizadas! Ah pois. A mensagem de cada uma é, respectivamente:
"Here I am. What are you're other two wishes?"
"I'm nobody.
Nobody is perfect.
So, I'm perfect!"

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

"Amazing Grace" by David Fonseca

Feliz Natal!

sábado, 22 de dezembro de 2007

David Gray - "Babylon"

Friday night I'm going nowhere
All the lights are changing green to red
Turning over TV stations
Situations running through my head
Looking back through time
You know it's clear that I've been blind
I've been a fool
To open up my heart
To all that jealousy, that bitterness, that ridicule

Saturday I'm running wild
And all the lights are changing red to green
Moving through the crowds I'm pushing
Chemicals all rushing in my bloodstream
Only wish that you were here
You know I'm seeing it so clear
I've been afraid
To show you how I really feel
Admit to some of those bad mistakes I've made

If you want it
Come and get it
Crying out loud
The love that I was
Giving you was
Never in doubt
Let go of your heart
Let go of your head
And feel it now
Let go of your heart
Let go of your head
And feel it now

Babylon, Babylon, Babylon

Sunday all the lights of London
Shining , Sky is fading red to blue
I'm kicking through the Autumn leaves
And wondering where it is you might be going to
Turning back for home
You know I'm feeling so alone
I can't believe
Climbing on the stair
I turn around to see you smiling there
In front of me

If you want it
Come and get it
Crying out loud
The love that I was
Giving you was
Never in doubt
Let go of your heart
Let go of your head
And feel it now
Let go of your heart
Let go of your head
And feel it now
Let go of your heart
Let go of your head
And feel it now
Let go of your heart
Let go of your head
And feel it now

Babylon, Babylon, Babylon, Babylon, Babylon


domingo, 16 de dezembro de 2007

Espaço para publicidade

Um saco de natação: 20 Euros.
Um toca, óculos e calções de natação: 25 Euros.
Um mês de aulas: 11 Euros.
Um litro de gasóleo: 1.203 Euros.
Um mulher de 23 anos a fazer beicinho e a dizer "Quero ir para casa... buááá": Sem preço.

Há coisas que o dinheiro compra, para todas as outras há Kátia Santos!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Outro dia li um texto que a certa altura dizia isto:

Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é difícil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “ai que não vi a tua chamada não atendida”.

Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.

Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós.
E não isto verdade?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Olha o que encontrei

Todos os anos quando chega o frio (este ano chegou tarde mas chegou bem forte), há a tendência natural de ir buscar os casacos mais quentes que guardámos há já algum tempo. Ao recuperar esses casacos podem acontecer várias coisas surpreendentes, como encontrar algo perdido nos bolsos que a certa altura nos fez imenso jeito, ou então encontramos assim do nada uma nota de 10, ou com muita sorte, de 20 euros que ficou perdida num desses bolsos.
É sempre uma coincidência engraçada e é dinheiro que entra em conta para folgar os tempos mais próximos a nível de pequenas despesas. Até como estamos próximos do Natal pode ajudar nalguma prenda!

A mim aconteceu-me isso hoje, ao vestir um dos meus casacos encontrei lá dinheiro: 20 cêntimos..
Digamos que não é uma grande fortuna, mas é sempre bom sinal!

domingo, 2 de dezembro de 2007

Finger Eleven - "One Thing"

Restless tonight
Cause I wasted the light
Between both these times
I drew a really thin line
It’s nothing I planned
And not that I can
But you should be mine
Across that line

If I traded it all
If I gave it all away for one thing
Just for one thing
If I sorted it out
If I knew all about this one thing
Wouldn’t that be something

I promise I might
Not walk on by
Maybe next time
But not this time

Even though I know
I don’t want to know
Yeah I guess I know
I just hate how it sounds

If I traded it all
If I gave it all away for one thing
Just for one thing
If I sorted it out
If I knew all about this one thing
Wouldn’t that be something (x2)

Even though I know
I don’t want to know
Yeah I guess I know
I just hate how it sounds (x2)

If I traded it all
If I gave it all away for one thing
Just for one thing
If I sorted it out
If I knew all about this one thing
Wouldn’t that be something (x3)


sábado, 1 de dezembro de 2007

Escolhas

Já falei de escolhas, decisões, certezas e incertezas, daquilo que temos e daquilo que queremos e como às vezes tudo isto não coincide.
Somos seres de hábitos e rotinas, resistentes à mudança, principalmente àquelas que desconhecemos o resultado.
O ser humano é assim, tudo que nos é incerto é estranho, e isso causa-nos receio, mas não deve ser impedimento a um cristão.
Ser cristão é um desafio constante, o desafio de dar o testemunho de Cristo através da nossa vida, e isto nem sempre é fácil, mas Cristo não se resignou, não ficou parado, deixou tudo e partiu para o desconhecido, não ficou acomodado e no fim, mesmo sabendo o que lhe ia acontecer, continuou.
Perante isto qual é a nossa atitude? Muitas vezes queremos é fugir das escolhas, fugir das opções, por mais simples que elas sejam, e quando as tomamos não conseguimos assumir as suas consequências.

O ter fé, o acreditar, é confiar em Cristo e saber que em qualquer situação nunca vamos estar sozinhos, e que perante qualquer problema teremos sempre um apoio.
Há escolhas difíceis, há escolhas complicadas, há escolhas que mais tarde se revelam erradas, desajustadas, mas em todas elas Deus não nos abandona e quer que nós cresçamos e retiremos algo para nós e para os outros.
Perante as nossas escolhas e os resultados delas, quer sejam bons ou maus, devemos enfrentá-los com um sorriso e alegria, a alegria de quem tem Deus do seu lado para tudo o que der e vier.
A alegria deve pautar a nossa vida e, sobretudo, as nossas escolhas, não devemos viver na amargura daquilo que perdemos, que muitas vezes é algo que nunca tivemos, mas na alegria daquilo que ganhámos e conseguimos manter.

A cada dia podemos escolher a alegria, podemos escolher acordar e enfrentar o mundo com sorrisos, ou entrar na tristeza e na amargura de todos os outros, sendo mais uns no meio de tanta insatisfação e confusão e assim dificilmente faremos o amor de Deus sinal da nossa vida.

Há alturas na minha que penso como seria se pudesse mudar isto ou aquilo, como seria se pudesse ter feito assim ou de outra forma.
No final de tudo acabo por ficar contente com o resultado de tudo que fiz e da forma que fiz, porque tudo teve o seu sentido e significado por ter acontecido como aconteceu.
Tudo serviu de aprendizagem e lição, tudo serviu de experiência e de exemplo, e por isso é bom que aceitemos as coisas como elas são e como elas acontecem.

As nossas escolhas determinam a nossa vida e a nossa vida determina as nossas escolhas, mas a alegria de viver deve estar em todos os momentos, em todas as escolhas. Cada vez mais temos medo de arriscar, de ir no desconhecido pois estamos tão bem assim para quê mudar?
Mas se a vida nos chama a isso, se Deus nos chama a isso, não podemos negar essa mudança. Adiar ou ignorar não vai fazer desaparecer a escolha, a opção continua presente e vai permanecendo lá, aparecendo de vez em quando para nos lembrar que temos algo para decidir. Há-de haver uma altura em que ela se vai tornar inevitável e aí a pressão de ter de decidir, pode não reflectir uma escolha de coração. Pode já ser a única escolha, ou então já nem escolha se torna, torna-se apenas uma consequência da indecisão.

Há decisões que não se podem adiar nunca, pois delas depende a nossa alegria, a nossa felicidade, mesmo que não vejamos logo, mesmo que nos causem algum sofrimento inicial, elas podem mudar a nossa vida, o nosso bem-estar. Nem sempre o que queremos é o que precisamos.
Mas há sempre que optar pela alegria, pela felicidade, há que acreditar que a vida é um caminho para a alegria, uma caminhos com dificuldades e obstáculos, mas se fosse sempre a direito não ia ter graça nenhuma!
Sendo alegre, feliz e contente, mais facilmente atraimos alegria e felicidade para nós e mais facilmente contagiamos os outros, se formos tristes e amargurados vamos deixar passar muita coisa boa por nós.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

"O meu padinho é muta gande!"

Graças à greve que hoje afecta o nosso país, o meu querido afilhado veio passar o fim de semana mais cedo a minha casa e depois do jantar acabei por o levar a dar um passeio a casa da Diana, (ou à casa da Liliana como ele dizia) mas a vergonha tomou conta dele e foi aí que entrou outra criança de forma a retirar a máscara de vergonha. A Kátia lá usou os seus truques e manhas para o por à vontade enquanto os adultos discutiam coisas sérias!
Tou a brincar, mas foi um esforço titânico para por esta criança à vontade mas bastou um catálogo dos brinquedos, onde avidamente procurou os bonecos do wrestling, sobretudo o da máscara! Depois de muito procurar lá encontrou os bonecos do wrestling e estando no colo da Rita (ou Margarida como ele lhe chamou) e em brincadeiras e conversas tudo ficou normal.
Mas depois do catálogo dos brinquedos passamos para as revistas cor-de-rosa, onde o único individuo que consegue ser identificado é Cristiano Ronaldo e qual não era o seu contentamento quando o via!
Com isto regressamos a casa, onde o contentamento continua ao mostrar aos meus pais a revista do Ronaldo e a sua imitação da foto da capa, mas já se faz tarde e de pijama vestido deita-se ao meu lado, onde ainda há tempo para umas perguntas sobre o Ronaldo e o Rey Mysterio, (o tal da máscara) sobretudo no que diz respeito à altura de cada um, chegando à conclusão que o Mysterio é pequeno.
Dito isto, vira-se para o outro lado e antes de adormecer ainda diz em voz baixa para ele mesmo: "O Mysteio é pequeno e o meu padinho é muta gande!"

sábado, 24 de novembro de 2007

O Fim do Mundo!

O último dia.
Regra essencial: Não dormir!

00H - Anúncio ao mundo
00H15 - Passeio Nocturno pela cidade - Descoberta de locais e conversas
02H - Filmes/Séries/Músicas - Oportunidade de rever ou conhecer um a última obra
05H - Saída para a praia
05H30 - Paragem nas roulottes para a bifana/cachorro/hamburger
06H - Chegada à praia - Ver o nascer do Sol, banho e Laudes
07H - Actividades desportivas
08H - Corrida com automóveis
09H - Massagem
10H - Leitura do último livro
11H - Compras para o almoço, jantar e tudo o resto que nos apeteça
13H - Almoço
14H - Tempo perdido do café, digestivo (sabe sempre bem depois de um bom almoço)
15H - Tempo individual/namoro/família
17H - Jogatana com os amigos
18H - Praia - Por do Sol, banho e Vésperas
19H - Eucaristia
20H - Banquete com Família e Amigos
22H - Contemplação da Lua e Estrelas seguida de Completas
23H - Inicio da Festa do Fim do mundo - momento de despedidas e de algumas loucuras
23H59M - Inicio da contagem para o fim

Acho que não era um dia assim tão mal passado.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

domingo, 18 de novembro de 2007

Matchbox Twenty - "If You're Gone"

I think I've already lost you
I think you're already gone
I think I'm finally scared now
You think I'm weak - but I think you're wrong
I think you're already leaving
Feels like your hand is on the door
I thought this place was an empire
But now I'm relaxed - I can't be sure

I think you're so mean - I think we should try
I think I could need - this in my life
I think I'm just scared - I think too much
I know this is wrong it's a problem I'm dealing

If you're gone - maybe it's time to go home
There's an awful lot of breathing room
But I can hardly move
If you're gone - baby you need to come home
Cuz there's a little bit of something me
In everything in you

I bet you're hard to get over
I bet the room just won't shine
I bet my hands I can stay here
I bet you need - more than you mind

I think you're so mean - I think we should try
I think I could need - this in my life
I think I'm just scared - that I know too much
I can't relate and that's a problem I'm feeling

If you're gone - maybe it's time to go home
There's an awful lot of breathing room
But I can hardly move
If you're gone - baby you need to come home
Cuz there's a little bit of something me
In everything in you

I think you're so mean - I think we should try
I think I could need - this in my life
I think I'm just scared - do I talk too much
I know this is wrong it's a problem I'm dealing

If you're gone - maybe it's time to go home
There's an awful lot of breathing room
But I can hardly move
If you're gone - baby you need to come home
Cuz there's a little bit of something me
In everything in you

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Mais alguma coisa?

É complicado explicar e descrever tudo aquilo que hoje me vai pela cabeça e pelo coração, uma catadupa de situações e de eventos com os quais não sei lidar, e os quais tenho de enfrentar e dar uma resposta coerente e rápida.
E um dos problemas é o número de problemas e a gravidade dos mesmos, quando parece que já nada mais pode surgir, eis que mais um problema surge e que não se avizinha de simples resolução.
Ainda tento distanciar-me um pouco e dedicar-me a outras coisas, mas rapidamente passa esse estado de graça e lá tenho de voltar à realidade que me assalta e me toda todas as forças.
Espero que consiga tomar as decisões correctas e ter as palavras certas para os momentos. Espero também ter ajuda daqueles que comigo partilham o caminho e as responsabilidades.
Há muito trabalho pela frente e posso parecer assustado mas não vai ser por isso que vou deixar de lutar pelas coisas.

No fim disto tudo quero descontrair e nem jogo PES 2008, porque o jogo está horrível, e o FM bloqueia.. Mais alguma coisa?

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Como fazer uma festa dos diabos em 5 passos.

Hoje vou dar algumas dicas de como criar uma festa com poucos recursos e em pouco tempo.
É bastante simples e vais ver como tens uma diversão impressionante.

Primeiro, e mais importante, juntar uns amigos prontos para a festa (e meio malucos). Este é o ingrediente principal, sem isto é impossível fazer alguma coisa.

Segundo: juntas umas litrosas para aquecer e criar aquela dinâmica de festa. Parece mais uma festa a sério se houver bebida na mão.

Terceiro: música. Pelo mesmo motivo que antes, com música já parece uma festa a sério.

Quarto: aperitivos. Uns amendoins e umas batatas fritas para o pessoal ir petiscando. O mau é que depois vamos andar a noite toda com uma azia do caraças, mas são importantes as vantagens da casca do amendoim.

Quinto: lugar deserto. Ou parecido com isso, dessa forma é possível criar um ambiente de festa sem chatear ninguém nem ter a polícia atrás de nós.

Sexto: Charuto (Opcional). Para dar um ar de festa rica. Fica sempre mais charmoso um charuto que um cigarro.

E pronto, como podem ver é bastante simples!
Acreditem que passado um pouco vai estar uma festa incrível! Vai andar tudo aos saltos e aos gritos da música, como numa festa a sério, a dizer bacuradas e parvoíces, a contar as histórias todas, a falar de tudo e mais alguma coisa, com a vantagem de se puder baixar a música para conversar à vontade e de termos gasto 3 euros.
É sucesso garantido!

domingo, 4 de novembro de 2007

Michael Phelps do Casal...ou então não.

Passados uns bons anos, eis que hoje retomei a prática da natação.
Era um desejo já antigo que agora se voltou a concretizar, sinto que precisava da prática de um desporto regular para complementar o futebol de sábado de manhã, e nada melhor que voltar a um desporto que já pratiquei e que me sinto bem a praticar.
Já tinha saudades e agora sinto que soube mesmo muito bem. Isto tudo apesar de na altura ter demorado um pouco a apanhar os pulmões, já que a minha treinadora não me deu um minuto de descanso e ainda por cima me enganava nas piscinas que ainda faltavam fazer.
Espero que assim continue, e em breve já devo ter um bom ritmo.
Espero também que a treinadora continue a puxar por mim desta forma, mas ela tem de perceber que no treino de um atleta, 50 metros golfinhos não é propriamente um estilo.

sábado, 3 de novembro de 2007

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

U2 - "Stay (Faraway, So Close!)"

Green light, Seven Eleven
You stop in for a pack of cigarettes
You don't smoke, don't even want to
Hey now, check your change
Dressed up like a car crash
Your wheels are turning but you're upside down
You say when he hits you, you don't mind
Because when he hurts you, you feel alive
Oh no, is that what it is?

Red lights, grey morning
You stumble out of a hole in the ground
A vampire or a victim
It depends on who's around
You used to stay in to watch the adverts
You could lip synch to the talk shows

And if you look, you look through me
And when you talk, you talk at me
And when I touch you, you don't feel a thing

If I could stay... then the night would give you up
Stay, and the day would keep its trust
Stay, and the night would be enough

Faraway, so close
Up with the static and the radio
With satellite television
You can go anywhere
Miami, New Orleans, London, Belfast, and Berlin

And if you listen I can't call
And if you jump, you just might fall
And if you shout I'll only hear you

If I could stay... then the night would give you up.
Stay then the day would keep its trust
Stay with the demons you drowned
Stay with the spirit I found
Stay and the night would be enough

Three o'clock in the morning
It's quiet and there's no one around
Just the bang and the clatter
As an angel runs to ground
Just the bang and the clatter
As an angel hits the ground