Como já era sabido, o destino da passagem de ano voltou a ser Vieira de Leiria, e a festa voltou a ser imensa! Aqui fica o registo, possível, desses dias.
Dia 1 - Recordar
Este ano a viagem começa de um modo diferente, ainda nem sequer tínhamos saído do Casal e já havia feridos!
Na tentativa de conseguir compactar mais as coisas no porta bagagens da Kátia, e de forma inexplicável, consigo acertar com a porta do mesmo na cabeça dela, fazendo a tamanha proeza de lhe acertar em dois locais diferentes. Escusado será dizer que tive de levar com bocas do incidente durante algum tempo.
Após este infeliz incidente e depois de chegados novamente ao local do crime, por assim dizer, foi hora de recordar os locais por onde tínhamos estado no ano transacto e voltar a ver os cantos da casa que anteriormente nos acolheu. Felizmente aquela que tínhamos, ligeiramente, destruído não nos calhou na fava, por isso havia um novo mundo para arruinar, que curiosamente aconteceu quando deitamos logo um disjuntor abaixo, mas que foi o único percalço este ano.
Depois de devidamente ambientados, foi também altura de montar arrais, que é como quem diz, montar as Playstation uma em cada casa. Uma dedicada ao PES 2008 e outra ao Buzz e Eye Toy. Foi também por aí que passou o resto do tempo, com uma divisão mais ou menos igual de rapazes e raparigas para cada actividade.
Esta foi uma noite caseira, de ambientação aos comandos, câmara e campainhas e também as bebidas. Começar a treinar o fígado para a absorção de grandes quantidades de álcool. Ainda houve três aventureiros que foram à zona dos bares, mas rapidamente voltaram amedrontados com a frequência dos mesmos e com o frio, ou então com fome de PES.
A animação desta noite ficou-se pelos jogos e umas quantas cervejas, à volta da PS2 ou da mesa de cartas, mas para terminar a noite, os resistentes reuniram-se para um Buzz onde o grito de ordem era: "Preto e Amarelo!!!"
Segundo relataram os companheiros de equipa, eles tinham de esconder o comando para a resposta às perguntas não ser ao acaso!
Findo o jogo houve um chá e bolo para terminar a noite, bolo esse que segundo o Rui Tiago (o mesmo do preto e amarelo) era do Ikea porque se desmontava todo.
É também do mesmo autor a bela frase: "Foram todos para a cama! São umas meninas, amanhã vamos beber todos! Aqueles que não beberem vou apanhá-los todos como os Pokémon!"
Antes de dormir tivemos ainda uma pequena troca de ideias com o quarto das raparigas através da parede, sendo que, segundo o Miguel, a Kátia estava encostada à Tânia, a Tânia encostada à Kátia e no meio ainda estava o vice-versa. Brilhante pensamento para terminar o dia.
Dia 2 - Libertação
Neste dia, e ao contrário do ano passado, não começou com a habitual futebolada. A mesma ficou reservada para a parte da tarde, em vez disso fomos à Eucaristia na Igreja da Praia da Vieira, onde partilhámos com a comunidade local o factor que nos distingue de um qualquer grupo de amigos.
Depois disso iniciaram-se os trabalhos do almoço, e claro que os outros voltaram ao PES e Buzz.
Depois do almoço bem regado, iniciaram-se os preparativos para o grande embate. Mais uma vez equipados a rigor, lá fomos nós para esse magnífico encontro para o qual o resultado não interessa muito, mas sim o convívio e para outros o exercício físico.
Depois de tanto esforço para alguns, as cãibras já faziam moça em alguns (nomeadamente eu) e foi altura de regressar e preparar o jantar, enquanto isso uns iam ao banho e outros, adivinhem só, estavam no PES e no Buzz.
Aproveitei este tempo para limar as últimas arestas do meu stand-up, que este ano pecou por falta de preparação, houve muita outra coisa a ocupar o meu tempo que o stand-up foi sendo relegado para último. Ainda assim confiei na minha capacidade de improviso, nalgumas (poucas) piadas bem conseguidas e sobretudo no alto estado de embriaguez da audiência.
Chega o jantar, e começo a ver as coisas bem encaminhadas para a embriaguez de parte da audiência, menos mal, pode ser que as coisas até corram bem. É também a altura de tratar da minha embriaguez senão seria também complicado enfrentar aquele público num estado normal
Depois de loiça lavada e mais umas bebidas começou tudo a colocar-se em posição de me escutar, mas antes de começar tive de fazer alguns preparativos informáticos assim como esperar pelo Edgar, que devia estar a desejar o bom ano à sua família toda pelo tempo que demorou ao telefone.
Bebo mais um pouco para acalmar os nervos. Se mexer muito a cabeça já fico tonto, estou no ponto! Lá vou eu enfrentar as feras.
Eram 22h35. Às 23h05 terminei.
Por um lado uma sensação enorme de alívio, mas também de insatisfação com o facto de as coisas não terem corrido tão bem como esperado. A falta de tempo para mais e melhores piadas notou-se. Ainda assim houve risos e aplausos, o que não deixa de ser bom sinal.
Depois disto foi hora de rumar aos bares e deixar um pouco a casa de lado. É claro que não podíamos ir de mãos vazias, por isso munidos com charutos, cigarilhas e do importante kit botellon lá fomos nós.
Estava tudo cheio como de costume, mas lá conseguimos arranjar um espaço para que todo o grupo ficasse junto, até conseguimos interagir com o DJ e pedir Buraka.
Os acontecimentos seguintes são complicados de descrever, penso que pelo facto de a bebida estar no pleno do seu efeito, porque a recordação que tenho é a de já estar cá fora sem perceber muito bem como. Contingências da bebida..
A seguir já estamos de volta a casa, para recarregar o kit, mas desta vez para um nível superior,
o chamado "Chanparrilion". A mistela consistia em juntar quase tudo que apareceu à frente, mas por incrível que pareça, ficou uma delícia!
No meio disto ficámos em conversa com os vizinhos de baixo, que provaram a mistura e em troca ofereçam da deles, numa troca comercial proveitosa e que incendiou mais o nível de alcoólico de alguns.
Já devidamente abastecidos e recarregados, regressamos à zona dos bares, onde outros já regressavam a casa, tal não fora a nossa demora.
Foi aí também que voltámos a encontrar os nosso vizinhos, e foi ai também que o Chanparrilion foi despejado, levando à desgraça alguns elementos, sendo que outros conseguiram fugir ao tiroteio.
Já com os estragos feitos, foi altura de retornar à base para tratar dos danos. Havia particularmente dois mais afectados, e o mais fraco de estômago não aguentou a pressão tendo sucumbido à visita do grego. O outro, apesar de combalido consegui ser forte, mas estava num estado tal que apenas com um poção milagrosa conseguiu aguentar a noite.
Os outros olhava a desgraça e tentavam ajudar de alguma forma. O cenário podia ter sido bem pior, pois já alguns estavam debilitados, mas o regresso a casa fez com que tivessem de recuperar a postura, pois era necessária para conseguir carregar a tempo e responder em condições ao Buzz desportivo.
Dia 3 - Recuperação
Os estragos do dia anterior foram marcantes e a manhã foi passada em recuperação e análise das baixas causadas, mas não podíamos ficar de braços cruzados, pois havia um batalhão para alimentar. Essa responsabilidade era neste dia também minha e por esse facto foi altura de arregaçar as mangas e por mãos ao trabalho. Sobre as ordens das Capitãs Kátia e Joana, fomos instruídos de forma precisa sobre o que fazer para recuperar alguns soldados e preparar outros para o dia, este sim, de festa e desgraça total.
Depois de mais um almoço bem regado, e tendo em conta a constante lentidão de certos recrutas ao comer, as meninas seguiram mais cedo para o café, enquanto os homens ficaram a fazer coisas de homens, ou seja nada.
Mais tarde lá demos por falta de alguém que nos dissesse como nos comportar e que estávamos a fazer muito barulho, foi aí também que nos lembrámos de ir ter com elas ao café preparados para dar uns toques na bola de futebol, e por indicação feminina, levámos também a bola de voleibol.
Depois de muita brincadeira pelo caminho, algumas fotos de equipa, chegámos ao local e claramente percebemos que não íamos jogar futebol, a temperatura da areia era tal que podia congelar os nossos cérebros de tal maneira, que não seriamos capazes de fazer mais nada a não ser dizer barbaridades, falar de futebol, gajas e ainda mandar uns arrotos.
Decidimos juntar-mo-nos às raparigas e efectivar aí um convívio bonito e saudável, tirando os violentos insultos à clara nabice do Edgar por parte da Sandra, as palhaçadas à Charlot do árbitro Jota, as invasões constantes ao terreno adversário feitas por mim e o fervoroso público que nos insultava a cada jogada falhada.
No fim foi altura das fotos bonitas e românticas com o por do sol como fundo, aqui tivemos o jornalista destacado para a cobertura deste evento em grande, mas ao chegar à redacção foi-lhe dito que precisava de focar as fotos antes de as tirar..
Depois das caminhadas e do desporto, estava na altura de nos prepararmos para a grande ceia e a correria ao banho foi complicada, uma vez que apenas tínhamos uma casa de banho funcional, pois o borrego que estávamos a assar para alimentar um regimento de mânfios ocupava o gás de uma casa inteira.
Depois de todos bonitos, arranjados e perfumados, esperámos a conclusão de tamanho petisco e mantive-mo-nos entretidos com algo que ainda não tínhamos experimentado, o Buzz.
Jantar pronto, oração feita, está na altura do assalto, o problema é que era um assalto complicado, pois havia muita gente aviadora e pouco espaço na pista.
Comida impecável e bebida ainda melhor e começam os brindes. Pelos que estão, não estão, estiveram e vão estar, por isto e por aquilo, tudo serve para beber mais um pouco.
Já tocados pela bebida alguns embarcam em brincadeiras de cariz homossexual, brincadeiras que parece que ficaram registadas e que podem servir para mais tarde arruinar carreiras e destruir reputações (que figuras...).
Foi também nesta altura que o Edgar pergunta se alguém está interessado em tomar o último café de 2006.. Acho que alguém parou no tempo..
Depois das sobremesas começou a festa que durou até à meia noite, altura em que todos cantavam que queriam voar bem alto para o arco-íris, assim como a Kátia que pega no microfone e deseja um bom 2007 a todos (bêbados..).
Depois de terminadas as celebrações na casa, e tendo os meninos da noite anterior bebido com calma e moderação, partimos para os bares e verificamos que a lei do tabaco ainda não estava em vigor. Indignados com o sucedido recusámos participar nessa ilegalidade e regressámos a casa onde fizemos um jogo de Buzz em que quando se errava bebia um shot.
A parte do Buzz ainda fizemos, a do shot ficou por fazer.
Terminado mais um Buzz, estava na altura de descansar para no dia seguinte arrumar e regressar, mas ainda tive de retirar uma princesa delicada e preguiçosa que adormeceu na cama dos rapazes, princesa essa que voltaria para amedrontar o sossego do nosso quarto e não nos deixando dormir. Ainda pensámos coloca-lá fora do quarto, mas havia um cheiro imundo que tomava conta do exterior e por mais chata que fosse não merecia tamanho castigo.
Depois de nos deixar, tivemos nós de ir ao quarto delas, para contar uma história de adormecer, história essa que foi despachada em três tempos e que contava com mais "e depois" do que com partes da história.
Por volta das 7h da manhã lá conseguimos adormecer.
Dia 4 - Regresso
Acordei às 13h30 quando já havia movimento de arrumação e a muito custo lá tivemos de nos levantar e ajudar nas arrumações.
Chegou altura de partir em direcção, mais uma vez, ao Mac onde faríamos uma paragem para abastecer os estômagos, não sem antes eu entornar um euro de sem chumbo 95 nos pés, tal não o meu estado de estupidez. Depois de estar com o estômago cheio voltei ao meu estado normal, não quer dizer que deixasse de fazer e dizer disparates, mas eram em quantidade menor.
O resto da viagem foi normal, eu enquanto DJ é que estava com algum azar, visto que as boas músicas que apanhava estavam sempre a acabar.
Pelo menos voltei a ouvir o elogio que a minha voz fica bastante bem rouca, nada mau para terminar a viagem!