terça-feira, 15 de abril de 2008

Contextos

Durante os últimos tempos foram constantes as mudanças de contexto. Essas mudanças ocorrem em várias aspectos, tenho de mudar de contexto mental, semântico, sintáctico, local e temporal.
Obviamente que não é fácil de gerir todas estas alterações que acabam por causar desgaste e cansaço, mas a rotina vai-se instalando e com mais ou menos esforço lá me vou adaptando aos contextos e as situações em constante mudança.

Como em todas as mudanças, também esta não está a ser fácil, e para alguém que adora dormir, todas estas alterações pesam nas horas de sono que são drasticamente reduzidas. Naturalmente que as capacidades são limitadas e por vezes é necessário recorrer a estimulantes externos.
Este estimulante já começa a ser hábito, mas confesso que sem ele iria ser bem mais complicado.

domingo, 6 de abril de 2008

Quem as mãos estende

Quem as mãos estende
Quem sabe dar valor
E quem nunca se cansa
Sabe de amor

Quem, cada manhã
Saúda alegre o sol
Quem é forte, quem vive
Sabe de amor

Quem não se retira
Quem cuida com amor
Quem as portas não fecha
Sabe de amor

Quem assim procede
Caminha até à Luz
Pode até não saber
Mas segue Jesus

domingo, 30 de março de 2008

Querida mudei o carro

Até parece outro!

sexta-feira, 28 de março de 2008

E por falar em amigos..

..recebo um mail com o seguinte conteúdo:

A tua amiga (é melhor não colocar o nome) convida-te a participar no passatempo Clean&Win da Clean&Clear. Podes ganhar workshops de auto-maquilhagem e muitos prémios fantásticos.

Era mesmo isto que estava a precisar.

Com amigos é assim

Na noite passada, e como forma de comemoração do aniversário do nosso amigo Pedro, os cavaleiros de outros tempos partiram para o Bairro para recordar velhos tempos e velhas demandas.

Ao início estava relutante pois os tempos são outros, mas subitamente a motivação mudou e o espírito de antigamente tomou conta de mim e quando vamos a ver já estamos com cerveja na mão, alguns com Fanta, mas sempre a mandar as bacuradas do costume, com o abardinanço em alta e sem conversa nenhuma de jeito, o habitual.
Apesar disto, foi diferente pois desta vez não houve direito a giro, ficámos sempre no mesmo local, mas mesmo assim foi a loucura total. Quem passava por nós devia achar que éramos malucos e parvos, e de certeza que acertava, as figuras que fizemos, as porcarias que dissemos ecoaram pelo bairro inteiro.
Cada um com o seu estilo e com a sua capacidade de meter o pé na argola naturalmente, ou por culpa da cerveja, fomos capazes de criar um dinamismo tal que só foi quebrado quando na última rodada de cervejas ficámos a estupidificar a ver um jogo de NBA.
Nitidamente era a hora de partir.

É claro que antes tivemos de fazer a habitual paragem para cumprimentar o Nandinho, nome carinhoso pelo qual tratamos a estátua do Fernando Pessoa.
Infelizmente a noite não terminou como pretendido, pois o repasto dos bolos, que tão bem sabem àquela hora, estava encerrado para descanso do pessoal.
Lá tivemos de vir directos para casa com mais uma noite cheia de aventuras e palhaçadas para mais tarde recordar.

De manhã o esforço para levantar teve de ser titânico, mas sem dúvida que a noite valeu a pena.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Domingo à tarde

O domingo é por norma um dia calmo e tranquilo, o fim de semana está a terminar e mais uma longa semana avizinha-se. Por norma nestes dias os planos também costumam ficar afectados e restringidos pelo tempo, mas é nessa altura que nos podemos refugiar em planos alternativos.

Há dias de chuva que nos colocam pensativos, melancólicos e se calhar nesses dias mais susceptíveis e sensíveis a certas situações.
Esse domingo era um desses.
Era um daqueles dias em que não apetece fazer nada e estava bem relutante em relação ao convite para o cinema, estava convicto que ia adormecer a meio mas fui convencido a ir e no fim acabei por agradecer essa insistência.

O filme parecia ser o típico filme de namorados, daqueles que a rapariga vai criticar o rapaz porque ele nunca faz como faz o tipo do filme (à conta disto perdi uma aposta) mas afinal enganei-me redondamente!
O filme, apesar do romantismo, foge claramente a esse estereótipo e tem uma abordagem extremamente interessante sobre o amor, as relações e a morte.

O filme e as conversas que se seguiram foram catalisadoras de algumas reflexões, a primeira grande conclusão (como se já não se soubesse isto), é que só sentimos falta de algo quando não o temos.

É simples directo e sem espinhas. Não há ali lugar a vírgulas, nem a suposições.
As coisas são como são, e a realidade é que se há algo que nos faz falta e não o temos, vamos sentir a sua falta.
Há coisas que julgamos que não nos fazem falta e ao nos sentirmos privados delas sentimos que estamos perdidos, que não há volta a dar.
Parece que tudo perdeu o sentido e orientação. Continuamos o nosso caminho, mas parece que vamos coxos, que algo que nos servia de apoio não está ali.
Parece que vamos sozinhos por uma estrada escura e que deixamos a lanterna em casa.
Não é fácil, custa imenso e questionamos várias vezes porque raio tem de ser assim.

Somos pessoas de hábitos, e quando nos habituamos a algo nem nos damos conta, só vamos perceber que algo está diferente depois de nos vermos privados. Aí sim, percebemos que algo mudou, que há algo diferente.
Também sentimos isto depois de voltarmos ao antigamente. Ao voltar como estava antes, tenho tendência a ver as diferenças, e assim entender melhor que sentia falta de algo, não porque me dava jeito, porque era mais prático, mas porque era algo indispensável e do qual dificilmente me quero ver afastado.

Isto é relevante sobretudo na relação pessoais, as pessoas são importantes na nossa vida e nós não fomos feitos para estar sozinhos.

Há momentos importantes na nossa vida, momentos que nos fazem despertar e nos fazem pensar e sobretudo compreender. Confesso que no Domingo tive um momento desses, um momento em que pensei e reflecti e que compreendi alguns aspectos importantes da minha vida actual.
Muitas vezes é preciso situações destas para nos apercebermos de certas coisas na nossa vida.
Acabei por me aperceber de uma realidade que muitas vezes duvidava, mas que sobretudo não tinha parado para pensar.
É engraçado chegar a conclusões assim, é bom perceber e ter certezas daquilo que sentimos.


A curiosidade matou o gato, mas neste caso a curiosidade salvou a tarde. Não fosse a curiosidade e não saberíamos que a exposição Berardo estava acessível de borla naquele dia. Como belos portugueses que somos adoramos coisas à borla, por isso lá fomos atrás da exposição de borla.

Já não estava num museu há anos, mas ali estava eu a passear entre obras que não compreendia e que decerto custa valores que igualmente não compreendo.
Felizmente passa um grupo de pessoas acompanhadas por uma guia, e nem que fosse por 5 minutos fiquei a ouvir a explicação, pelo menos ia sair dali com a explicação de uma obra. 50 minutos depois estou a sair do museu, não pela porta que entrei mas isso por culpa da acompanhante, mas saimos os dois sem passar pelas obras todas, mas de certeza que saimos os dois bem contentes e satisfeitos pelo tempo empregue.
Acabámos por seguir a guia durante a visita toda, não passámos por todas as obras, mas visitámos todas as secções e todas as obras marcantes.
É completamente diferente uma visita assim, percebemos bem mais o sentido de cada obra, da ideia do artista, do período em que foi feita e do significado que teve.
É uma exposição bem interessante e recomendável, assim como o acompanhar com atenção a explicação dos guias da exposição.
O senhor Berardo pode não saber falar bem português, pode mandar bitaites da treta sobre o Benfica, pode até só saber implicar com a família Jardim Gonçalves, mas que tem ali uma rica exposição disso não haja dúvida e que fica o agradecimento por tentar trazer a cultura de volta aos portugueses.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Há dias de azar


quinta-feira, 13 de março de 2008

Mundo do trabalho IV

O meu chefe está de férias, mas hoje conseguimos arranjar um bom substituto.

terça-feira, 11 de março de 2008

Mundo do trabalho III

Passou um mês desde que assumi funções.
Neste mês já muita coisa aconteceu, algumas já aqui relatadas, mas é interessante fazer aqui as diferenças passado um mês.
Passado um mês já tive de mudar de lugar, pois o lugar que ocupava já estava prometido e parecia mal ficar ali, mas foi engraçado andar pelo chão a tirar cabos e fichas para puder montar o meu estaminé noutro lugar.
Depois de um mês deixei de ser o tipo novo, ainda sou o estagiário sim, mas já entrou alguém depois de mim, pelo que os privilégios de ser o tipo novo já se foram, privilégios que nem der por eles existirem. Agora passa a ser o outro tipo a ter a obrigação de levar o bolo.
Depois de um mês, já consigo estar minimamente integrado na equipa, participar nas piadas e nas conversas e começo a ser reconhecido e notado.
Passado um mês o edifício entrou também em obras e o ar condicionado está desligado, está aqui um calor que não se pode, parece uma sauna.
Passado um mês já bebi mais cafés que provavelmente num ano inteiro, infelizmente tenho de recorrer à cafeína em algumas situações, porque senão ainda deixo cair a cabeça em cima do teclado.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Alicia Keys - "Like You'll Never See Me Again"

If I had no more time
No more time left to be here
Would you cherish what we had?
Was it everything that you were looking for?
If I couldn't feel your touch
And no longer were you with me
I'd be wishing you were here
To be everything that I'd be looking for
I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed

So every time you hold me
Hold me like this is the last time
Every time you kiss me
Kiss me like you'll never see me again
Every time you touch me
Touch me like this is the last time
Promise that you'll love me
Love me like you'll never see me again

Oh Oh Oh

How many really know what love is?
Millions never will
Do you know until you lose it
That it's everything that we are looking for
When I wake up in the morning
You're beside me
I'm so thankful that I found
Everything that I been looking for

I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed

So everytime you hold me
Hold me like this is the last time
Every time you kiss me
Kiss me like you'll never see me again
(can you do that for me baby)
Every time you touch me
(see we don't really know)
Touch me like this is the last time
(see everyday we never know)
Promise that you'll love me
(I want you to promise me)
Love me like you'll never see me again
(like you'll never see me again)

Oh oh oh oh oh

quinta-feira, 6 de março de 2008

Acordo Ortográfico

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990, é um tratado internacional que tem como objectivo criar uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países que usam esta língua. Desta forma é criada uma unificação no que à ortografia diz respeito, pois o português é a única língua no mundo com duas normas ortográficas oficiais, uma vigente no Brasil e a outra nos restantes países da CPLP.

Após várias tentativas ao longo dos anos, e dos inúmeros encontros e acordos, nunca foi possível criar essa unificação, pois nem todos os países ratificaram os sucessivos tratados. Em 2004 foi proposto um "Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico", que para além de prever a entrada de Timor-Leste na lista de signatários, previa que com a aprovação de apenas três países o Acordo fosse aprovado. Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram esta alteração, cumprindo assim o número suficiente de países necessários para a entrada em vigor.
Na prática o Acordo tem condições e já devia estar em execução, mas a falta de ratificação por parte de Portugal coloca todo o processo em espera, pois pelo peso histórico, apenas com o sim português o Acordo toma de facto visibilidade e efectividade.

É então aqui que o caso se torna complicado, a premente pressão brasileira para que o Acordo se torne efectivo contrasta com a passividade e constante adiar português na resolução da questão. Falou-se que se seria ratificada em finais de 2007, sendo que apenas hoje foi ratificado pelo Governo Português com um prazo de transição de seis anos.
Provavelmente serão precisos mais alguns para mudar uma geração completamente, ao contrário da moeda a língua não pode retirar-se de circulação.

Por trás deste Acordo existem, como sempre, apoiantes e críticos, sobretudo linguistas e escritores que consideram que o Acordo não trará nada de novo, mas sobretudo uma perca de tempo e dinheiro, pois tudo que foi feito para trás a nível de gramáticas, dicionários e os próprios livros, ficarão obsoletos aquando da entrada em vigor do Acordo.
Do outro lado temos as editoras, que ávidas por terem de nos impingir novos livros, desesperam pela entrada em vigor do Acordo. Mas o desespero maior é das editoras brasileiras, pois com o Acordo poderiam mais facilmente entrar no mercado africano, que é dominado pelas editoras portuguesas com o Português de Portugal.

Apesar de todas estas indecisões e contradições a nível da entrada em vigor, é importante perceber o que muda com este acordo. Segundo especialistas, em Portugal e nos restantes países lusófonos que não o Brasil, as mudanças afectarão cerca de 1,6% do vocabulário total. As alterações mais significativas encontram-se na eliminação das consoantes que não são pronunciadas.

Norma actual (pt) Acordo ortográfico
acção ação
didáctico didático
direcção direção
eléctrico elétrico
óptimo ótimo

Este quadro ilustra algumas das alterações previstas no acordo, e apesar de haver outras que considero menores, mas igualmente relevantes, estas são aquelas que mais me chamam a atenção e me causam mais confusão.
Isto porque introduzem uma alteração forte e vincada naquilo que é a escrita corrente e normal. porque mudam por completo aquilo que estamos habituados a ver e a escrever.
O português escrito sempre foi diferente do falado mas com estas alterações ficam mais próximos, embora eu continue a achar que as palavras agora aceites são atrocidades linguísticas.

Para mim isto é tornar a língua mais próxima do "brasileiro", para mim isto é simplificar demais a escrita. Pode dizer-se que é em prol da uniformidade, mas torna-se em prol da simplicidade.
Numa era em que a língua portuguesa é já alterada pelo calão, pelos estrangeirismos, pela escrita dos telemóveis e do messenger, isto faz com que a preguiça natural que temos em escrever algumas palavras, passe para a escrita normal e se deseduque as pessoas e a escrita.

Sinto que ficamos a perder com esta mudança, não sei se algum dia me vou habituar a esta nova escrita, não sei se algum dia serei capaz de a compreender, porque para mim a língua portuguesa sai ferida com este Acordo.
Acordo que devia zelar pela tradição, educação e preservação da língua e não pela sua transfiguração grotesca.

sábado, 1 de março de 2008

Mundo do trabalho II

Dentro do trabalho há igualmente pormenores que fazem a diferença, sobretudo no contacto inicial com os novos colegas. O primeiro passo é decorar os nomes das pessoas, tarefa complicada mas já sei o nome de umas 5 ou 6 pessoas, o que já não é mau.
Depois é entrar nas conversas, o problema é que se fala muito de aspectos do trabalho e sobretudo com siglas.
"Os SPG do VAT estão todos em POT." Percebes-te alguma coisa? Eu também não. É mais fácil perceber o bajuras do modem!
Mas o pior são os termos em inglês.
"Temos de fazer o reporting do benchmarkting do upgrade ao manager para ele informar o team leader."
Esta é das mais simpáticas, porque as outras não consigo reproduzir aqui.
De vez em quando lá se lembram que há um tipo novo entre eles e ainda explicam algumas siglas e situações, mas na maioria das conversas sinto-me um completo ignorante.
Felizmente não se fala só de trabalho e há temas que são universais. O estado do país, o tempo e futebol.
Não sou nenhum perito em futebol, mas basta acompanhar minimamente para qualquer um dar os seus bitaites e eu não sou excepção, há sempre aquele lance para comentar, aquele falhanço incrível e o roubo descarado por parte do arbitro.
É claro que também falamos de outras coisas, já discutimos filmes e séries, neste campo tenho alguma vantagem, pois a vida de desocupado deu para conseguir avançar mais um pouco em algumas das séries mas vistas e faladas, tendo até informações privilegiadas de algumas.
Dá para ver também que a partilha é algo bastante activo e desenvolvido aqui. Está quase para se concretizar um dia para cada um trazer a sua videoteca para partilha.
Nas pausas há também tempo para descontrair e rir um pouco com alguma situação ou peripécia que tenha ocorrido e aqui claramente estou a jogar em casa. Mas sou um jogador cauteloso, não se pode entrar logo a matar com as piadas todas para não dar uma de engraçadinho sem graça, temos de ir mandando uma de cada vez para estabelecer posição e respeito.
É engraçado ver a reacção perante algumas das piadas já gastas noutros locais, mas que aqui acabam por ser novidade. É giro também perceber como de tudo consigo fazer piada, algumas até são boas!
Mas não sou o único com boas piadas ali dentro, sobretudo informáticas, e esta semana ouvi uma que deixou o pessoal todo a rir.
Estava um tipo a passear ali pelo área em que estamos e a escrever cenas numa folha. Ao ser-lhe perguntado que estava ele a fazer, responde que está a fazer o inventário dos monitores, ao que um contrapõe: "Mas não podes levar o meu monitor, este é do meu filho. Diz aqui Sun!"

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Que hajam mais greves assim

A recente greve de argumentistas dos Estados Unidos trouxe grandes problemas a todas as cadeias de televisões e até produtoras de filmes, muitas séries ficaram afectadas pela greve vendo a sua produção parada a meio e algumas com o final a ser antecipado.
As televisões tiveram de improvisar e foi uma boa altura para colocar repetições no ar, mas o maior problema foram nos programas diários da televisão americana, os famosos talk-shows.
Esses programas servem para os famosos publicitarem filmes, séries, músicas e livros, mas existe também uma parte de entretenimento que ficou seriamente afectada.
Foi um desafio para esses programas conseguir sobreviver sem argumentistas, ou pelo menos com um número reduzido.
Ainda assim foi nesta altura que surgiram dois momentos históricos e memoráveis.

O primeiro dos quais diz respeito ao Programa Jimmy Kimmel Live, programa no qual Matt Damon é o motivo de risto, pois há a tradição de no final do programa anunciar que já não há tempo para o próximo convidado que seria Matt Damon. Usando esta piada criou-se uma onda à volta de Matt Damon no programa que foi agora aproveitada.

Para começar um vídeo para perceber melhor a ligação com Matt Damon.


Acontece que há uns tempos atrás a namorada de Jimmy, Sarah Silverman foi ao programa com uma revelação chocante.


Depois da revelação e humilhação sofrida, Jimmy Kimmel decide vingar-se na mesma onda e faz então ele a sua revelação. Esta igualmente chocante.



Sendo também altura de primárias americanas, é igualmente boa altura para brincar e gozar com os candidatos e as candidaturas.
Nesta caso brincou-se com quem teria sido o criado de Mike Huckabee, candidato republicano. Esta disputa atravessou três programas e três personalidades, Jon Stewart, Stephen Colbert e Conan O'Brien. Todos eles em disputa do verdadeiro criador de Mike Huckabee, sendo que a lógica pelo meio ficou meio distorcida.
A disputa foi longa e acessa, mas culminou numa noite com a aparição dos três em cada uma dos programas.
Aqui fca o registo dessa noite por ordem de aparição.

The Daily Show


The Colbert Report


The Late Night with Conan O'Brien


Qualquer um deles é simplesmente brilhante!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Mundo do trabalho

Já tive algumas experiências de trabalho, algumas até na minha área, mas nenhuma foi como esta. Sobretudo em pequenos aspectos, e como se sabe, os pormenores fazem sempre a diferença.

Primeiro o facto de ter de acordar cedo, é uma transição puxada para quem está de férias para começar a trabalhar todos os dias cedo!
Depois o aspecto.
Felizmente o ambiente é o mais informal possível, mas mesmo assim não fica bem aparecer de calções e camisola manga à cava, por isso há que pensar em antecedência na roupa a vestir e na apresentação geral. Nada bom para quem costuma vestir a primeira peça que lhe aparece à frente.
É preciso também estar mais atento ao tempo que vai fazer. Chuva ou sol? Casaco, ou kispo? Ténis ou sapatos? Chapéu-de-chuva?
Depois a higiene para complementar a apresentação geral. Banho todos os dias cedo para ir cheiroso, assim como ter atenção com a barba. É sem dúvida um suplício mas felizmente que não preciso de fazer a barba todos os dias.
Temos também que pensar no almoço. Não temos cantina, por isso ou levamos comida ou vamos ao Shopping. Se vamos ao Shopping é pensar no dinheiro a levar, para depois não perder tempo no multibanco. Se levamos comida é preciso pensar de véspera no que levar, assim como os acompanhamentos, talheres e sobremesa, depois como acomodar tudo na marmita e levar no saquinho.
Depois são os materiais necessários para o desempenho do trabalho que não podem ficar esquecidos, computador, telemóvel, cartão de acesso, caderno, caneta, pen, rádio (acesso à rádio bloqueado).

É muita coisa para controlar, não estou nada vocacionado para estas situações!
E no fim do dia, quando penso que posso descansar um pouco sou de novo assaltado com estas preocupações todas para o dia seguinte!
Felizmente é sexta feira!!!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Um dia atípico

Não há forma de conseguir descrever o dia de hoje em condições, só mesmo estando no imenso caos que foi o trânsito é possível entender e compreender o que aconteceu, ainda assim aqui fica a descrição do que foram umas belas 4 horas sempre dentro da mesma viatura.

Estando apenas um carro disponível e estando a chover a potes, tive de levar os meus pais até porto seguro para se deslocarem aos seus locais de trabalho.
Eram 7h25.
Foi então altura de me deslocar para o meu local de trabalho apanhando o final do IC-16, tendo aí o primeiro contacto com o enorme trânsito e com as consequências do mau tempo.
Eram 7h46.
Demorei cerca de 25 minutos para conseguir passar o final do IC-16 e a respectiva piscina que se formou debaixo da ponte, é também nessa altura que tento avisar quem também terá de fazer esse percurso, mal sabendo eu do calvário que ainda estava para vir.
Passados 150 metros do Odivelas Shopping o trânsito para, e percebendo que ainda era capaz de demorar desligo o carro, gesto que rapidamente todos seguem acompanhando as indicações do trânsito que as sáidas de odivelas, senhor roubado e afins estão fechadas.
Eram 8h16.
Rapidamente começam os contactos com outras pessoas em situação semelhante, especialmente com a Diana que se encontrava no meio da mesma confusão, mas 800 metros atrás. Entretanto dá para ouvir tudo que passa na rádio e as pessoas começam a sair dos carros, inclusivé a menina do Cinquecento à minha frente que leva o seu cão de belo porte à berma para as necessidades do bicho.


Faço também os primeiros contactos telefónicos e percebo que de facto o caos está instalado em Lisboa, com todos os acessos intransitáveis a menos que se fosse de metro. Parece que foi o único meio que não deu muito problema.
Fazemos as primeiras apostas para as horas de chegar ao trabalho, as primeiras estimativas apontam para as 10h.
Eram 8h48.
Vendo que o meus planos de chegar cedo para sair cedo estão longe de se concretizar, começo a fazer algum trabalho no carro, faltava só uma placa para o acesso à Internet para tornar o banco do pendura um escritório perfeito.

Os planos de chegada ao trabalho passam a ser as 11h, havendo casos que se contentam em puder almoçar no local de trabalho.
A certa altura a fome aperta e passamos à pausa da manhã, faltava só o café porque a monotonia do local já começava a cansar.
Volta e meia a chuva forte aparecia e isso começava a ser chato, porque estragava o convívio das pessoas fora do carro.
Eram 9h37.
Assim de repente eis que o trânsito começa a andar, embora eu tivesse de conduzir com a cabeça de fora, porque tinha o vidro completamente embaciado, mas sempre era melhor que nada.
Começam a passar as boas novas de que algo começa a andar, lento mas a andar, isto até perceber que as minhas duas possibilidades em direcção ao trabalho estavam cheias de água e lama e que estavam cortadas.. recorro ao telemóvel para conseguir obter alternativas e surge Frielas, sendo que era a última oportunidade, embora não houvesse grande esperança.
Afinal tinha razão, acesso de Frielas fechado nos dois lados da estrada, então a única solução que tenho é ir em direcção a Loures e ligar ao chefe para dizer que até gostava de ir trabalhar, mas não tenho acesso disponível.
Eram 10h35.
Dando a volta em Loures, deparo-me com nova piscina, mas esta bem mais assustadora e cheguei mesmo a pensar que ia ser desta que a água ia entrar pelo carro adentro.

Isto é já a parte final da piscina, pois no meio senti que não podia ficar ali muito tempo senão ia afundar!
Estabilizado o andamento, eis que o chefe me liga para me avisar a impossibilidade que é chegar ao emprego.
Boa, pensei eu. Digo-lhe que já sei isso porque estive no meio dessa confusão e que de forma alguma consigo chegar ao trabalho. Ele diz que está em casa e aconselha a fazer-me o mesmo e eis que vejo alguma esperança, porque penso que na direcção de casa é o único sítio que não haverá confusão.
Finalmente uma previsão correcta! Ao cruzar a estrada vazia, foi marcante olhar para o lado e ver que a confusão na qual tinha estado mais de duas horas, estava ainda pior!
Eu sabia que estava a poucos minutos de casa, mas aquelas pessoas estavam a várias horas do trabalho, horas que iam somar às outras que já tinham passado parados.
Nesta altura algumas necessidades começam a ser prementes e fica a ser complicado aguentar mais algum tempo. Chego rapidamente a casa e alivio a bexiga.
Eram 11h20.
Finalmente alguma calma e tranquilidade. Ligo a televisão e o caos é mesmo geral.
Fico aliviado por estar nalgum lado, mas era o mesmo lado do qual tinha saído 4 horas antes.
Eram 11h40 de uma manhã infernal.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Dia de namorados, dia de prendas

Chegando o dia dos namorados, foi também o dia de prendas no trabalho.
Um portátil que trabalha bem, um login de acesso para as máquinas, um telemóvel para as chamadas importantes. Nada mau.

Contrapartidas: reunião inesperada com os directores dos departamentos que vão usufruir do projecto onde estou. A pressão e a expectativa depositada no coordenador e em mim. O trabalho que vai complicar já para a semana, e uma apresentação já agendada que vou ter de preparar.

Outra coisa boa do dia, chamadas, mensagens, imagens à borla para 93, e na minha lista haver 1% de optimus. Hoje namorar é à borla, falta é alguém com quem namorar a 100% ;)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

The first day of the rest of my life

Como alguém em disse, este seria o primeiro dia do resto da minha vida, e assim foi.
Era o primeiro dia do estágio na Sonaecom, o primeiro dia de 6 meses de trabalho árduo e empenhado. O primeiro dia de uma oportunidade de futuro.
O dia começa cedo, e começa com uma viagem de comboio até ao Oriente, engraçado reparar que quando entrei toda as pessoas tinham um jornal na mão e iam a ler, pelo menos até chegarmos a Benfica, altura em que o comboio encheu e então íamos todos tipo sardinha em lata.
Chegado ao Oriente é a azáfama total das pessoas que se apressam a chegar, enquanto eu volto a contemplar o imponente edifício da Sonaecom e penso no futuro.
Entro e subo, é altura de assinar toda a papelada e fazer as apresentações inicias, é também altura em que chega o coordenador do projecto que me leva até ao local onde nos próximos tempos vou estar a trabalhar.
No carro a conversa é de amigos. Confissões, desejos e expectativas são partilhadas e cria-se uma ligação não de chefia, mas de colaboração. Esperemos que seja sempre assim.
Chegamos e é altura de conhecer as instalações e o pessoal, parece ser tudo pessoal porreiro mas fui já avisado que tenho de levar bolo, ainda tenho um período de tolerância mas em breve vou ser apertado.
Depois de ser ambientado à equipa, embora não consegui decorar o nome de ninguém, foi altura de conhecer as instalações, e passear no meio das máquinas que controlam toda a rede da optimus.
É engraçado estar a passar pelas máquinas e pensar que milhares de euros estão ali guardados e estão a circular naquele momento.
Depois deste passeio começou o trabalho, mas começaram também os problemas. Foi-me entregue um portátil que não funcionava, pois devia estar infectado e contaminado com toda a espécie de problemas, ficou para ser recambiado para limpeza. Recorreu-se então à reserva da reserva, um portátil bem modesto (e já estou a ser simpático) a nível de performance, mas com graves problemas no teclado. Para usar o google bastava carregar uma vez no "o", e mesmo assim ele conseguia colocar letras a mais.
Acho que o primeiro teste (ou praxe) do trabalho era conseguir montar um ambiente para trabalhar com estes recursos. Felizmente havia um teclado por aqui perdido que liguei ao portátil para puder trabalhar, não é a melhor solução mas até ter nova máquina vai servindo.
Mas o primeiro dia não foram só rosas, depois de devidamente instalado no local em que vou permanecer nos próximos 6 meses, foram logo atribuídas tarefas a realizar, porque o tempo é dinheiro e convém entrar já no ritmo.
Começando a análise e a pesquisa quase nem dei pelo tempo passar e comecei logo a fazer horas extraordinárias no primeiro dia!
Vou para casa onde termino de resolver os problemas no pc doméstico (foram 3 dias de problemas constantes em qualquer máquina que me aparecia à frente!) e depois do jantar passo pelo café para dar os parabéns ao menino Miguel (de menino já tem pouco ou nada). Depois disto e quando me aprontava para regressar a casa sou desencaminhado pelo demónios do costume, aliados ao demónio que sacou demos para a PS3 e que convida para irmos lá testar as mesmas, acompanhadas de um chouriço e uma bela vinhaça.
As meninas foram fazer coisas de meninas, e os meninos foram fazer disparates de meninos.
A ideia até era boa, um belo vinho para acompanhar o chouriço assado, o problema era assar o chouriço, tínhamos todos os utensílios excepto o inflamável. Tivemos de recorrer a uma solução caseira, mas rapidamente percebemos que regar o chouriço em vodka não resulta. Escusado será dizer que o chouriço ficou impróprio para consumo.
O que vale é que alguém teve a ideia de deixar um chouriço de lado, já antevendo a desgraça que era mais certa de acontecer. Devorado o outro chouriço e esvaziados os cacauettes, foi altura de experimentar então as tais demos. Foi a perdição total.
Gráficos de sonho e jogos divertidos, foram ocupando o resto da noite até à descoberta da possibilidade de jogar o FIFA08 a dois, então aí foi a desgraça total, embora os gráficos fossem bonitos, faltava a jogabilidade e o feeling de um PES, mas mesmo assim chegou para nos levar para horários impróprios.
Na hora do regresso havia menos um lugar, por isso o smart teve de ser adaptado e tenho a dizer que até nem se anda muito mal na traseira, o espaço interior daquele carro é deveras enganador.
Chegado a casa e depois do raspanete parental, foi altura de fechar os olhos e dormir, descansar deste longo dia.
O primeiro dia do resto da minha vida.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

John Mayer - "Your Body Is A Wonderland"

We got the afternoon
You got this room for two
One thing I've left to do
Discover me
Discovering you

One mile to every inch of
Your skin like porcelain
One pair of candy lips and
Your bubblegum tongue

And if you want love
We'll make it
Swim in a deep sea
Of blankets
Take all your big plans
And break 'em
This is bound to be awhile

Your body is a wonderland
Your body is a wonder (I'll use my hands)
Your body is a wonderland

Something 'bout the way the hair falls in your face
I love the shape you take when crawling towards the pillowcase
You tell me where to go and
Though I might leave to find it
I'll never let your head hit the bed
Without my hand behind it

You want love?
We'll make it
Swim in a deep sea
Of blankets
Take all your big plans
And break 'em
This is bound to be awhile

Your body is a wonderland
Your body is a wonder (I'll use my hands)
Your body is a wonderland

Damn baby
You frustrate me
I know you're mine all mine all mine
But you look so good it hurts sometimes

Your body is a wonderland
Your body is a wonder(I'll use my hands)
Your body is a wonderland
Your body is a wonderland

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Simplesmente Dory

Quando me lembrei deste nome foi pela fraca memória pela qual os peixes são conhecidos (por isso vivem tão felizes e estúpidos dentro dos aquários, de 15 em 15 segundos é tudo novo para eles!).
Estaria longe de imaginar que seria um nome que ficasse e que se ligasse tão bem.
Já nos conhecemos há muito tempo, já vivemos tanta história, já passámos por tanta fase, mas agora estamos mais próximos que nunca e voltámos a descobrir cada um.
Crescemos, amadurecemos e fomos vivendo várias coisas que formam aquilo que somos e que temos hoje.
É tudo isso que temos vindo a partilhar um com o outro, partilhando o dia-a-dia, as frustrações e desilusões, os sucessos e as vitórias, vivendo as alegrias e as derrotas de cada um como se fossem as nossas.
Foi neste tempo que te voltei a descobrir, foi neste tempo que te voltei a conhecer, foi neste tempo que te fiquei a admirar.

Com o tempo fui percebendo que és bem diferente daquilo que se pode pensar, conhecendo-te melhor consigo perceber claramente aquilo que pensas e que sentes.
És das pessoas mais divertidas e animadas que conhecendo e consegues incrivelmente surpreender-me.

Há pessoas com as quais estabelecemos uma relação especial e bonita, no teu caso posso dizer que foi um bonito acaso, mas não me arrependo de nada. Gosto de ti como és. Gosto de ti assim, simplesmente Dory.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Acabou bem e começa melhor

Ainda a reflectir sobre o grande mês que tive, eis que o novo começa igualmente com boas notícias. Notícias sobre o novo desafio e uma grande oportunidade.


É este o novo desafio.