As decisões da vida
Toda a nossa vida é feita de escolhas, decisões, mesmo que muitas sejam inconscientes e bastantes simples, tais como seguir pela esquerda ou direita num caminho que fazemos, levar casaco ou não, coisas banais e que não exigem muito esforço da nossa parte para escolher, para optar, mas nem tudo é assim tão simples e por vezes as escolhas já são mais complexas, decisões que podem gerar situações desagradáveis ou de embaraço ou de alegria e de um belo sorriso, também estas causam algum receio, mas depois de uma reflexão muitas vezes acabamos por fazer aquilo que achamos que é o mais correcto.
As decisões que talvez sejam as mais difíceis acabam por ser as que implicam alguma mudança na nossa vida, nós somos sempre resistentes à mudança e temos sempre receio e medo do que possa advir de qualquer desvio da normalidade que está instalada, mas mudar faz bem (na maioria dos casos), pois implica uma reflexão cuidada de todas as nossas atitudes e comportamentos, e se vamos mudar decerto chegamos à conclusão que algo está mal e precisa de ser alterado e essa alteração foi ponderada, todos os riscos e vantagens bem calculados.
Opções escolares e profissionais são sem dúvida complicadas e podem marcar de forma decisiva a nossa vida futura. E quantas vezes não penso e repenso eu nas escolhas que tomei e naquelas e tomo diariamente e que influenciam muito o meu sucesso (ou falta dele) académico.
Igualmente difíceis são as emocionais e afectivas, essas são sempre as mais complexas e mais difíceis de ajuizar, principalmente quando o emocional e o racional estão em conflito. Qual dos dois se sobrepõe? Qual dos dois devemos seguir? É sempre muito complicado escolher nesta dualidade e perceber qual tomar e seguir, é uma questão muito sensível e como mais racional do que emocional que sou, faz-me muita confusão estas discrepâncias de sentimentos e de sensações, mas há uma coisa que confio e acredito, no tempo...ele dá as respostas e as certezas a tudo, porque tudo acaba bem, se as coisas não estão bem é porque ainda não acabaram.
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