sexta-feira, 16 de junho de 2006

vida, pensar e acção

A vida está toda ela dividida em etapas, em estádios, em metas que vamos alcançando com o passar dos anos, muitas dessas etapas são definidas pela idade, a idade da escola, a maioridade, a maturidade, a reforma, a velhice, mas o que nos trazem de valor todas essas etapas?
Influenciam a nossa vida de forma determinante, pois através delas vamos alcançando experiências, vivências, mas essas vivências estagnam quando passamos para o estádio seguinte?

Normalmente é assim, não se vê uma pessoa de 30 anos vestida como uma de 15, mas não será que há pessoas de 30 que pensam e vivem como uma de 15? Acho que ainda não perdi o espirito de criança e sem dúvida que faço muitas coisas que uma pessoa na minha idade não devia fazer, mas divirto-me com isso e cresço com isso, não o faço talvez na rua à mostra de todos, mas faço num pequeno grupo de pessoas que sei que tomam esse meu comportamente não como desviante mas como parte da minha personalidade, e sabe tão bem, simplesmente fazer o que nos der na real gana e disparatar à grande com tudo e com todos. Mas lá fora não é nada assim, somos todos certinhos e devemos todos corresponder a determinadas exigências e perfis, ou então somos vistos como estranhos...confesso aqui que penso imenso, vou imensas vezes a pensar e faço-o algumas vezes como se me dirigi-se à alguém (quem nunca teve um amigo imaginário?) e acabo por o fazer algumas vezes em voz alta, muitas enquanto conduzo mas com os vidros fechados, será que isso é um comportamento estranho? Espero bem que não! Mas talvez para muitas pessoas isso seja fora do normal, e hoje muito se fala na originalidade e criatividade de cada, no valor e na mais-valia que pode ser e trazer, mas ainda assim a sociedade força-nos à uniformidade, somos educados todos da mesma forma, pois é assim que deve ser e então quando surge um rasgo de originalidade, das duas uma, ou é muito bom e marca a diferença, ou é abafado e considerado desviante.

Mas a liberdade de pensamento foi e será algo que nunca pode ser restringido e não há duas pessoas iguais em pensamento e o desafio nesta sociedade de hoje é passar da palavra para a acção, e não se deixar restringir por normas vinculativas de comportamento e acção, a nossa liberdade deve ser preservada, o nosso pensar e moral devem ser a nossa lei de conduta, intocável perante os outros.
Fazem-se muitas conferências e discussões sobre os problemas do mundo, resoluções e tratados são assinados, pensamentos transformados em palavras escritas, assinadas por líderes que têm todo o poder nas mãos, mas a acção não é feita por nenhum deles, é feita por pessoas sem nome, sem rosto na História, mas com um papel importante e determinante na história de cada um que ajudam e que cuidam. Talvez nenhum de nós vá ter uma rua com o seu nome, nem uma estátua em nossa honra, mas será que isso deve deixar de nos motivar a fazer a diferença?

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